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ECONOMIA

Contas no azul pela primeira vez em 8 anos

Semana passada, o Ministério da Economia anunciou uma revisão na expectativa para as contas públicas de 2022.

A projeção passou de um rombo de quase R$ 60 bilhões para um saldo positivo de R$ 13,5 bilhões — o que representa uma melhora de R$ 73 bilhões em relação à anterior. Os dois motivos principais para essa mudança são: 1) o aumento da arrecadação de impostos e 2) a contenção de despesas.

Se a expectativa realmente acontecer, esse será o melhor resultado em 8 anos, já que, desde 2014, o Brasil apresenta saldo negativo nas contas públicas.

Looking forward: Por outro lado, em 2023, o governo espera que o país volte a ter déficit por causa do aumento de despesas, como o Auxílio Brasil de R$ 600 e uma atualização na tabela de Imposto de Renda.

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ECONOMIA

Brasil se destaca e tem a sexta menor taxa de inflação no G20

Segundo levantamento, o Brasil tem a 6ª menor inflação entre as 19 maiores economias do mundo e a União Europeia — o famoso G20.

O resultado leva em conta os índices contados de janeiro a agosto de 2022, nos deixando atrás apenas de 🇰🇷🇮🇩🇯🇵🇸🇦🇨🇳.

A recuperação econômica do Brasil está se destacando dos outros países do grupo. Com um crescimento mais rápido do que era esperado, houve aumentos de produção e na taxa de emprego, impactando na queda da inflação.

Esses fatores se traduzem, ainda, pela queda dos impostos, como o ICMS da gasolina, e o aumento da taxa de juros — dando às pessoas a ideia de que é melhor guardar do que gastar dinheiro.

Bottom-line: O mercado tem ajustado para baixo as expectativas da inflação do ano para o Brasil, enquanto tem subido as expectativas para o nosso PIB.

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MERCADO FINANCEIRO

Após corte de gás pela Rússia, bolsas na Europa caem

Na sexta-feira, a estatal russa Gazprom anunciou que não vai retomar o fornecimento de gás natural pelo Nord Stream 1 — o maior gasoduto entre a Rússia e Europa —, desligado em agosto.

Se, antes, a empresa dava como justificativa problemas técnicos, agora, parece que o buraco é mais embaixo.
Pela primeira vez, o porta-voz do governo russo admitiu que a interrupção se deve às sanções impostas ao país, dando a entender que o problema só será resolvido quando o Ocidente cessar os bloqueios.

Com o anúncio do corte na exportação de gás, os principais índices das bolsas europeias registraram queda de mais de 2% na segunda-feira.

Qual a relevância?
A declaração aumenta as incertezas sobre a dura crise energética na Europa. O aumento da inflação nos países impacta nas decisões dos investidores em colocar recursos no mercado europeu. A tensão no Velho Mundo ainda deve render alguns capítulos…

A segunda-feira foi animada na Bolsa brasileira. Ontem, o Ibovespa fechou em alta de 1,21%, aos 112.203 pontos. O índice foi puxado pelas companhias de materiais básicos e petroleiras, como Vale, Gerdau e Petrobras. O dólar caiu 0,59% frente ao real, fechando o dia a R$ 5,13.

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ECONOMIA

Brasil volta ao ranking das 10 maiores economias do mundo

Números positivos! O Brasil teve o sétimo melhor desempenho entre as principais economias do mundo no segundo trimestre de 2022, superando países como os EUA, China e México.

O país ficou atrás da Holanda (+2,6%), Turquia (+2,1%), Arábia Saudita (+1,8%), Israel (+1,6%), Colômbia (+1,5%) e Suécia (+1,4%).

O Produto Interno Bruto (PIB) teve um crescimento de 1,2% no período, contra a expectativa de 0,9% do mercado financeiro. Com o resultado, voltamos a integrar o top 10 das maiores economias mundiais.

O maior crescimento no Brasil foi da indústria, que teve alta de 2,2%. O setor de serviços avançou 1,3% e a agropecuária teve alta de 0,5%.

Falando em PIB… O Ibovespa fechou em leve alta de 0,81% na quinta-feira, aos 110.405 pontos. A performance foi melhor do que os índices americanos.

O empurrão para a alta da vez foram as ações de construtoras. A MRV ganhou 7,59% e Cyrela 6,92%, sendo elas as que dominaram as altas.

No entanto, o dólar subiu 0,71%, negociado R$ 5,237 na compra.

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MERCADO FINANCEIRO

Discurso de Powell derruba bolsas mundo afora

O tão aguardado discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell na sexta levou a fortes reações de queda das bolsas de valores e ainda deve movimentar o mercado nesta semana.

Antes das declarações, os índices de Wall Street operavam próximos da estabilidade, mas, depois, as quedas foram entre 1% e 2%. O Ibovespa seguiu os passos dos americanos e também caiu mais de 1%.

Curiosidade: O discurso reduziu o patrimônio das pessoas mais ricas dos Estados Unidos em US$ 78 bilhões. Só Bezos perdeu US$ 6,8 bilhões.

O que Powell disse?

“Custe o que custar”. O presidente do banco central americano afirmou que fará o que for preciso para controlar a inflação, mesmo que isso signifique o enfraquecimento do mercado de trabalho.

Explicando… O Federal Reserve tem aumentado os juros para conter a alta de preços. Quanto maior a taxa de juros, mais caro é para empresas pegarem empréstimos e, assim, investirem em crescimento e contratações.

Nas falas do presidente do Fed, “Sem estabilidade de preços, não alcançaremos um período sustentado de fortes condições do mercado de trabalho que beneficiem todos”. Agora é ver como o mercado vai continuar reagindo…

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MERCADO FINANCEIRO

Lembra do biscoito que você comia no recreio?

A Camil anunciou na terça-feira a aquisição da Cipa, dona da marca de biscoitos Mabel, junto à Pepsico Brasil. A transação também estabelece o licenciamento da marca Toddy para cookie — que é o segundo mais vendido do Brasil — pelo prazo de 10 anos.

A Mabel havia sido comprada pela PepsiCo em 2011 por R$ 800 milhões, mas foi repassada à Camil por menos de R$ 200 milhões — uma verdadeira pechincha.

Estratégia com a aquisição; em termos de volume vendido, arroz, feijão e açúcar seguem como os principais produtos da Camil. No entanto, o plano de diversificação da companhia envolve produtos de maior valor agregado — biscoitos, massas e café.

Expansão geográfica: Com a operação, a Camil irá englobar as plantas industriais da Cipa em Goiás e no Sergipe onde operam 800 funcionários.

As ações da compradora subiram 2,8% com o anúncio.

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MUNDO

O interminável conflito

Há exatos seis meses, a Rússia invadia a Ucrânia para tentar tomar a capital, Kiev, em uma ofensiva rápida.

Mas a coisa não saiu como o esperado e o conflito armado continua acontecendo…
A guerra já matou mais de 5 mil civis na Ucrânia, tendo vitimado algo próximo a 9 mil soldados ucranianos e 15 mil russos. Estima-se, ainda, que são 6 milhões de refugiados.

O impacto econômico. As sanções econômicas de países do ocidente à Rússia e a resposta de Putin estão gerando problemas ao redor do mundo. Crise energética, inflação galopante e incertezas estão rondando o cenário econômico mundial.

A Rússia ocupa cerca de 20% do território ucraniano e quer realizar referendos nas regiões anexadas, nos mesmos moldes do ocorrido na Crimeia.

Putin está oferecendo cidadania aos residentes, além de estar adotando símbolos russos, referências à União Soviética e adoção do idioma russo.
As mudanças não param por aí. As escolas das áreas ocupadas estão adotando o currículo russo, além dos cidadãos serem incentivados a seguirem leis tributárias russas.

Em uma palavra: incerteza. Depois de longos seis meses, muitas peças estão sobre o tabuleiro — e parece que os jogadores estão só começando o duelo.

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MERCADO FINANCEIRO

IPOs sem retorno no mercado

Das 85 empresas que abriram o capital na B3 desde 2015, apenas 11 conseguiram ter um desempenho acima do índice Ibovespa e do CDI.

Dentre as ações que conseguiram superar os índices do mercado, temos Movida e Vamos, com rentabilidade de 90% e 70% desde o IPO.

Por outro lado, as varejistas se destacaram entre as maiores quedas desde a estreia na Bolsa. C&A acumulou queda de cerca de 85% e Enjoei 88%, por exemplo.

Em virtude da baixa do juros nos últimos anos, houve uma forte entrada de investidores pessoa física na Bolsa, pouco experientes com o mercado de ações.

As variações bruscas podem ter levado os novatos a vender em momento de queda. Hora de avaliar a carteira de investimentos…

E por falar em bolsa; o Ibovespa fechou em queda de 0,89% nesta segunda-feira, aos 110.500 pontos — mas teve desempenho melhor que seus pares americanos.

O dia for marcado pelo aumento da aversão ao risco em todo o mundo — com destaque para a inflação na Europa, ondas de calor na China e cautela nos Estados Unidos.

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ECONOMIA

Más noticias na zona do Euro

Ontem, foram divulgados os dados sobre a inflação na zona do euro, com um novo recorde no acumulado dos últimos 12 meses. Apesar de ser má notícia, já era aguardado pelos especialistas.

Com um aumento de 0,1% em julho, o índice inflacionário subiu para 8,9% ao ano — o maior percentual desde a criação da moeda, em 1999.

Quais foram as causas? O setor da energia foi o que mais contribuiu para a alta, com um aumento de quase 40% nos preços. Depois dele, os maiores vilões foram alimentos, álcool e tabaco.

Bem longe da meta. O Banco Central Europeu estipulou como meta a inflação de 2% ao ano. Por conta disso, foi iniciado um novo ciclo de alta de juros para tentar conter os preços. São os efeitos da guerra na Ucrânia.

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ECONOMIA

Dias de glória para os engenheiros

Ontem, os dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria apontaram crescimento da atividade e do emprego na área de construção civil em julho.

O índice do nível de atividade registrou 52,2 pontos, representando o ritmo mais elevado do setor desde 2010.

Em relação ao número de empregados, o índice foi de 51,9 pontos, expansão mais elevada da série histórica, que teve início em 2011.

O otimismo é geral: O Índice de Confiança do Empresário avançou — assim como outros índices da economia. Segundo a confederação, o resultado demonstra uma transição de piora, em julho, para melhora em agosto.