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Após corte de gás pela Rússia, bolsas na Europa caem

Na sexta-feira, a estatal russa Gazprom anunciou que não vai retomar o fornecimento de gás natural pelo Nord Stream 1 — o maior gasoduto entre a Rússia e Europa —, desligado em agosto.

Se, antes, a empresa dava como justificativa problemas técnicos, agora, parece que o buraco é mais embaixo.
Pela primeira vez, o porta-voz do governo russo admitiu que a interrupção se deve às sanções impostas ao país, dando a entender que o problema só será resolvido quando o Ocidente cessar os bloqueios.

Com o anúncio do corte na exportação de gás, os principais índices das bolsas europeias registraram queda de mais de 2% na segunda-feira.

Qual a relevância?
A declaração aumenta as incertezas sobre a dura crise energética na Europa. O aumento da inflação nos países impacta nas decisões dos investidores em colocar recursos no mercado europeu. A tensão no Velho Mundo ainda deve render alguns capítulos…

A segunda-feira foi animada na Bolsa brasileira. Ontem, o Ibovespa fechou em alta de 1,21%, aos 112.203 pontos. O índice foi puxado pelas companhias de materiais básicos e petroleiras, como Vale, Gerdau e Petrobras. O dólar caiu 0,59% frente ao real, fechando o dia a R$ 5,13.

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Discurso de Powell derruba bolsas mundo afora

O tão aguardado discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell na sexta levou a fortes reações de queda das bolsas de valores e ainda deve movimentar o mercado nesta semana.

Antes das declarações, os índices de Wall Street operavam próximos da estabilidade, mas, depois, as quedas foram entre 1% e 2%. O Ibovespa seguiu os passos dos americanos e também caiu mais de 1%.

Curiosidade: O discurso reduziu o patrimônio das pessoas mais ricas dos Estados Unidos em US$ 78 bilhões. Só Bezos perdeu US$ 6,8 bilhões.

O que Powell disse?

“Custe o que custar”. O presidente do banco central americano afirmou que fará o que for preciso para controlar a inflação, mesmo que isso signifique o enfraquecimento do mercado de trabalho.

Explicando… O Federal Reserve tem aumentado os juros para conter a alta de preços. Quanto maior a taxa de juros, mais caro é para empresas pegarem empréstimos e, assim, investirem em crescimento e contratações.

Nas falas do presidente do Fed, “Sem estabilidade de preços, não alcançaremos um período sustentado de fortes condições do mercado de trabalho que beneficiem todos”. Agora é ver como o mercado vai continuar reagindo…

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Lembra do biscoito que você comia no recreio?

A Camil anunciou na terça-feira a aquisição da Cipa, dona da marca de biscoitos Mabel, junto à Pepsico Brasil. A transação também estabelece o licenciamento da marca Toddy para cookie — que é o segundo mais vendido do Brasil — pelo prazo de 10 anos.

A Mabel havia sido comprada pela PepsiCo em 2011 por R$ 800 milhões, mas foi repassada à Camil por menos de R$ 200 milhões — uma verdadeira pechincha.

Estratégia com a aquisição; em termos de volume vendido, arroz, feijão e açúcar seguem como os principais produtos da Camil. No entanto, o plano de diversificação da companhia envolve produtos de maior valor agregado — biscoitos, massas e café.

Expansão geográfica: Com a operação, a Camil irá englobar as plantas industriais da Cipa em Goiás e no Sergipe onde operam 800 funcionários.

As ações da compradora subiram 2,8% com o anúncio.

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IPOs sem retorno no mercado

Das 85 empresas que abriram o capital na B3 desde 2015, apenas 11 conseguiram ter um desempenho acima do índice Ibovespa e do CDI.

Dentre as ações que conseguiram superar os índices do mercado, temos Movida e Vamos, com rentabilidade de 90% e 70% desde o IPO.

Por outro lado, as varejistas se destacaram entre as maiores quedas desde a estreia na Bolsa. C&A acumulou queda de cerca de 85% e Enjoei 88%, por exemplo.

Em virtude da baixa do juros nos últimos anos, houve uma forte entrada de investidores pessoa física na Bolsa, pouco experientes com o mercado de ações.

As variações bruscas podem ter levado os novatos a vender em momento de queda. Hora de avaliar a carteira de investimentos…

E por falar em bolsa; o Ibovespa fechou em queda de 0,89% nesta segunda-feira, aos 110.500 pontos — mas teve desempenho melhor que seus pares americanos.

O dia for marcado pelo aumento da aversão ao risco em todo o mundo — com destaque para a inflação na Europa, ondas de calor na China e cautela nos Estados Unidos.

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Jorrando petróleo ou dinheiro?

Os dois! A Saudi Aramco, companhia nacional de petróleo da Arábia Saudita, teve lucro de US$ 48,4 bilhões no 2T de 2022.

Esse número representa um salto de 90% em relação ao mesmo período do ano anterior e o maior lucro líquido trimestral desde 2019, quando a empresa abriu capital na bolsa.

Os principais motivos foram: 1) A elevação do preço do petróleo e 2) os lucros mais fortes do refino.

Zoom Out: A Arábia Saudita tem buscado diversificar as fontes de crescimento econômico do país, como turismo, mineração e fabricação de automóveis.

No entanto, o petróleo continua sendo o grande motor da economia. Não adianta, petróleo é o bizness.

Nice, e a bolsa?

O Ibovespa fechou em leve alta de 0,24%, aos 113.031 pontos. O índice foi puxado por ações voltadas ao mercado interno e se livrou de queda por conta do recuo das commodities.

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Números grandes, lucros multiplicados

As principais petroleiras na América do Norte, América Latina e Europa multiplicaram os lucros no segundo trimestre.

ExxonMobil, Chevron, Cevron, ConocoPhillips, Shell, TotalEnergies, BP, Eni, Equinor, Petrobras, Pemex e Ecopetrol somaram receitas de US$ 594,3 bilhões nos últimos três meses.

O número representa uma alta de 77% na comparação anual. Já o lucro mais que triplicou para US$ 98 bilhões.

O motivo: Os altos preços de petróleo e gás. A retomada da demanda no pós-pandemia e o conflito da Ucrânia, que restringiu o acesso às fontes de energia da Rússia, elevaram o preço do barril a mais de US$ 100.

A estatal brasileira, maior da região, não decepcionou. As receitas de vendas da Petrobras foram 65% maiores, totalizando US$ 34,7 bilhões. Já o lucro avançou 35%, para US$ 11 bilhões.

Looking forward: O barril dos tipos de petróleo usados como referência no mercado, o Brent e o WTI, caíram mais de 10% na última semana — os tempos de bonança das petroleiras podem estar chegando ao fim.

Overview da Bolsa; já são seis… E contando. O Ibovespa só quer saber de verde e fechou a terça-feira com alta de 0,23%, aos 108.651 pontos. O índice brasileiro foi exceção, já que as bolsas americanas caíram — destaque para a baixa de 1,19% da Nasdaq.

A boa performance da bolsa não refletiu no valor do dólar, que subiu 0,33%, fechando o dia a R$ 5,13. Muito por conta da deflação em julho por aqui, o que afeta a taxa de juros — que afeta a diminuição do preço da moeda americana.

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Dia de glória para o Ibovespa

Ontem, o Ibovespa fechou o dia com alta expressiva de 1,81%, aos 108.402 pontos, pelo quinto avanço seguido, com ajuda da queda da curva de juros.

A Petrobras também foi uma das grandes responsáveis por puxar o Ibovespa — foram registradas fortes altas de 4,82% e 5,05%.

Já os índices americanos… Na contramão, o Dow Jones avançou 0,09%, enquanto o S&P 500 e Nasdaq recuaram 0,12% e 0,10%. O dólar caiu para R$ 5,11.

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Calma! Foi só o primeiro dia

O mês de agosto começou com o pé esquerdo, com o Ibovespa fechando em queda de 0,91%, aos 102.255 pontos. O mau humor de segunda-feira veio, principalmente, da Petrobras e da Vale.

Mas as duas companhias têm outros culpados para apontar como responsáveis: os EUA e a China. Dados fracos divulgados pelos dois países derrubaram o preço das commodities, prejudicando os papéis de ambas as empresas.

Já as maiores altas do índices vieram de ações que se beneficiam com os juros, como varejistas e empresas de tecnologia. Leia-se Magazine Luiza e Locaweb.

Enquanto isso… Para a TIM, a situação amarelou ontem — ou azulou, para seguir na paleta da marca.

A operadora divulgou, ontem, que teve queda de 54,1% no lucro no 2º trimestre de 2022, a R$ 313 milhões. Os investidores vão ter que falar com o SAC.

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Medo de recessão aumenta nos Estados Unidos

O Escritório de Análises Econômicas do Governo americano disponibilizou os dados do PIB no país no segundo trimestre do ano, jogando um balde de água fria.


O Produto Interno Bruto encolheu 0,9%, um pouco menos do que a queda de 1,6% no primeiro trimestre, ligando o alerta da recessão técnica — quando acontecem baixas no PIB em dois trimestres seguidos.


Nem todo mundo concorda. Apesar do quadro ser de recessão técnica, muitos especialistas enxergam o momento como uma necessária desaceleração da economia, por estar passando por um período de transição.


Mais um dia que o Tourinho passeou…
Seguindo a animação de quarta-feira, os investidores continuaram bem contentes na quinta. O Ibovespa esqueceu o que é olhar para baixo e fechou em alta de 1,14%, aos 102.596 pontos.


O índice da bolsa brasileira seguiu as bolsas americanas, com destaques para as altas de 1,21% do S&P 500 e de 1,08% da Nasdaq. O dólar comercial caiu 1,67%, fechando o dia em R$ 5,16.

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Exatamente como era esperado

O Banco Central dos Estados Unidos aumentou as taxas de juros do país, ontem, para uma faixa de 2,25% a 2,5%, configurando uma alta de 0,75 ponto percentual.

Mantendo o ritmo da última reunião, acontecida em junho, o Fed repetiu a maior taxa de aumento desde 1994.
E disse mais. No comunicado depois da reunião, o Comitê Federal indicou que deve continuar elevando os juros nos próximos encontros — em uma tentativa de diminuir a inflação, que segue pressionada.

Como funciona? A inflação é um aumento generalizado de preços na economia, reflexo do desequilíbrio entre oferta e demanda. Ao aumentar os juros, a ideia é frear a demanda, diminuindo, com isso, os preços.

O anúncio animou todo mundo no mercado; a quarta-feira foi de festa nos mercados financeiros brasileiro e norte-americano. O Ibovespa fechou em alta de 1,67%, aos 101.437 pontos, com o S&P 500 subindo 2,62% e a Nasdaq pulando 4,06%.

Aproveitando o bom humor do mercado, as criptos também foram bem. O Ethereum disparou 16,66% e o Bitcoin subiu em mais de 10%, voltando ao patamar de US$ 23 mil.