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POLÍTICA

Detalhes do encontro entre Michel Temer e Jair Bolsonaro

Na manhã de ontem, Bolsonaro mandou um avião para São Paulo, a fim de buscar o ex-presidente Michel Temer para um almoço. Os dois discutiram a crise institucional, e Temer o orientou a divulgar um “manifesto de pacificação”. 

  • Bolsonaro seguiu o conselho e divulgou, ainda ontem, uma ‘Declaração à Nação’.

Os principais pontos:

Bolsonaro disse que não teve intenção de agredir quaisquer dos poderes e que quem está no poder não pode esticar a corda — o Cabo de Guerra? — a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e a economia. 

Contextualizando; com as declarações de Bolsonaro nas manifesetações, a Bolsa teve a maior queda em 6 meses – um refleco do temor dos investidores com a crise institucional. Outro ponto foram os impactos das paralisações dos caminhoneiros.

De volta ao texto… O presidente disse que suas palavras foram efeito do “calor do momento”. Ele citou, também, que o embate se deu por causa de discordâncias em relação a decisões de Alexandre de Moraes — indicado por Temer ao STF. 

  • O presidente ainda afirmou que essas discordâncias devem ser resolvidas por medidas judiciais, de modo a assegurar os direitos e garantias fundamentais. 

Até ligação teve: Temer fez Bolsonaro e Moraes se falarem ao telefone. Fontes dizem que a conversa foi amena e teve caráter institucional. Se foi suficiente para o mercado se acalmar ou não, vamos aguardar os próximos capítulos.

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TECNOLOGIA

Ah se meus olhos tirassem fotos!

Já disse ou ouviu essa frase? Independente da resposta, Tio Zuck quer que isso se torne realidade antes do que todos imaginavam. Ontem, a empresa anunciou uma das collabs mais célebres que o mundo já viu: Facebook + Ray-Ban.

Do que se trata? Por mais que eu escreva ou descreva, o vídeo — nesse caso — será melhor. Se preferir ler e imaginar, pense em um óculos de sol que pode tirar fotos, atender ligações e tocar músicas. Se mudou de ideia, clique para ver.

Não é um produto, é uma nova era 

Muito mais que um óculos, talvez estejamos diante de uma transformação abrupta na forma em que as pessoas compartilham suas vidas digitalmente e se relacionam.

  • Não se trata mais de pegar o telefone para capturar um momento, mas sim de duas lentes que abrem espaço para inúmeras possibilidades — de realidade aumentada até comércio eletrônico. #BlackMirrorFeelings.

É um novo caminho para o mundo virtual compartilhado (metaverso) desejado por Zuckerberg e fruto das 10 mil pessoas que têm trabalhado na unidade de negócios do Facebook, que pretende lançar o “novo iPhone” — ou o produto que muda tudo.

Importante lembrar… O Google tentou algo similar — e bem mais feio — em 2014, por US$ 1.500, mas falhou. O Snapchat também… Zuckerberg apostou em um design mais bonito, com mais modelos e bem mais barato. 20 modelos e US$ 299 cada.

Com carga total, os óculos podem ser usados por 6 horas e, em termos de espaço, tirar até 500 fotos ou gravar 35 vídeos de 30 segundos.

Duas coisas pra estar atento: (1) Privacidade e (2) Pessoas na rua usando Ray-Ban e olhando em sua direção.

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MERCADO FINANCEIRO

A ressaca de 7 de Setembro

O mercado sentiu as manifestações. Ontem, o Ibovespa fechou com a queda mais expressiva em 6 meses, por causa das preocupações com os embates entre os Três Poderes, escancarados depois dos protestos de anteontem.

Por quê? A análise é que, quando um lado se manifesta, espera-se que o outro reaja, havendo ainda maior polarização.

Portanto, especialistas veem uma forte turbulência a caminho — daquelas que fazem os passageiros a bordo do avião rezarem com medo de cair. De modo geral, o mercado deve se manter em cautela, pelo menos até que os poderes se entendam.

Em números: O Ibovespa caiu 3,78%, aos 113.412 pontos.

O dólar, por outro lado… disparou. A moeda americana subiu 2,89%, cotada a R$ 5,32.

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NACIONAL

O tão aguardado depoimento de Fux

“Ninguém fechará o STF”. Ontem, a sessão do Supremo foi aberta com a reação de seu presidente ao discurso de Bolsonaro no dia anterior.

Luiz Fux também disse que desprezar decisões judiciais configura crime de responsabilidade — em referência à fala de Bolsonaro de que não cumpriria mais as decisões de Alexandre de Moraes — a ser analisado pelo Congresso.

Qual a relevância disso? Caso não se lembre, Dilma sofreu impeachment por crime de responsabilidade. Implicitamente, Fux citou essa possibilidade.

Outros posicionamentos em Brasília:

Augusto Aras, procurador-geral, disse que a voz das instituições também é voz da liberdade e que discordâncias devem ser tratadas segundo o processo legal.

Arthur Lira, presidente da Câmara, disse que não admitirá questionamentos sobre decisões tomadas e superadas — referindo-se ao voto impresso.

No Senado, o presidente Rodrigo Pacheco disse que o Brasil enfrenta uma crise real em diversas frentes, e que a solução não está no autoritarismo.

Voltando para o STF… Na próxima semana, o Supremo vai retomar o julgamento sobre a constitucionalidade de decretos do Governo Federal que alteram as regras para a posse, compra, registro e tributação sobre armas.

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INTERNACIONAL

Começou um dos julgamentos mais esperados da década

Elizabeth Holmes, CEO e fundadora de uma das empresas de saúde “mais promissoras” do mundo, está sendo julgada por fraude, três anos após o escândalo envolvendo a Theranos.

Explicando melhor… A empresa chegou a ser considerada a “Apple da saúde” e prometia entregar exames de sangue altamente completos, precisos e baratos, sem a necessidade de seringas e com um device extremamente tecnológico e inovador.

Ao invés dos tradicionais tubos de sangue, com um simples furo na ponta do dedo, a promessa — e alguns relatórios — mostrava que os resultados eram superiores aos de testes normais.

Qual a relevância disso? Durante 15 anos, a empresa chegou a receber mais de US$ 700 milhões em investimento — incluindo aportes do Walmart e do bilionário Rupert Murdoch.

Para se ter uma ideia, a Theranos chegou a ser avaliada em mais de 10 bilhões de dólares, e a fundadora foi eleita uma das 100 pessoas mais influentes do mundo.

Mas o que houve, afinal?

Conforme os resultados — dos testes e financeiros — não eram condizentes com as promessas, clientes e investidores começaram a se virar contra Elizabeth Holmes e sua conduta como CEO. The higher you climb, the harder you fall.

O resultado? Uma possível pena de 20 anos com as acusações de uma fraude multimilionária, que serão julgadas nas próximas 13 semanas nos Estados Unidos, por um júri popular, e tiveram o primeiro dia de oitivas ontem.

A acusação afirma que Elizabeth mentiu para seus funcionários, investidores, clientes e colocou milhares de vidas em risco com sua ideia. A defesa, por sua vez, diz que falhar é bem diferente de fraudar e que Holmes fez tudo que podia pelo seu negócio, mas que simplesmente não deu certo.

Extra: A coisa se tornou tão conhecida a ponto de virar trama de livro, podcasts e um filme na HBO.

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TECNOLOGIA

A carteira digital do Facebook

O Facebook já movimenta muito dinheiro e, agora, Mark Zuckerberg quer ter sua própria “carteira” também. 

  • Só para se ter uma ideia, no último ano, a empresa processou cerca de US$ 100 bilhões em pagamentos, vindos de compras nos apps, anúncios e mensagens. 

O que Zuck quer agora? Basicamente, a ideia é que o Novi seja um sistema de pagamentos digitais, com base em blockchain, para facilitar as transações online. 

  • Em outras palavras, várias carteiras digitais em todo o mundo poderão negociar usando a mesma moeda, chamada Diem.

A relevância: Com a inovação em pagamentos, todo o ecossistema do Facebook passaria para outro nível, já que a empresa controlaria mais uma parcela do processo.

Esse é o produto mais ambicioso de Zuck em anos e já está pronto para ser lançado. Só falta uma coisa…

A aprovação das autoridades. O Facebook precisa convencer os reguladores de que é uma boa ideia. A preocupação, até agora, era de que a novidade abalasse o sistema financeiro global ao colocar o Diem contra outras moedas — como o próprio dólar.

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INTERNACIONAL

El Salvador estabelece Bitcoin como moeda formal

Enquanto investidores mais conservadores olham para o Bitcoin como sua bisavó te olha quando usa calças rasgadas, El Salvador decidiu ir fundo na moda.

  • Desde ontem, o país da América Central estabeleceu o Bitcoin como uma moeda formal, sendo a primeira nação a fazer isso. 

As pessoas podem continuar usando o dólar, a moeda oficial, mas as empresas são obrigadas a aceitar o Bitcoin — a não ser que provem ser tecnologicamente incapazes.

Qual o objetivo da adoção? Cerca de 25% do PIB do país vem de salvadorenhos que não moram mais lá e enviam dinheiro de volta. Com o Bitcoin, evitariam-se milhões em taxas internacionais. 

O vislumbre: Segundo o presidente, o Bitcoin tem valor de mercado de US$ 680 bilhões e, se 1% dele for investido em El Salvador, o PIB do país aumentaria em 25%. 

Ao que parece, para alimentar o processo de mineração do Bitcoin, que gasta muita eletricidade, será usada a energia geotérmica dos vulcões do país.

Os contrapontos…

Há muitas críticas à decisão, já que…

  1. 80% da população diz não confiar plenamente na moeda;
  2. O país tem a segunda pior conectividade com a Internet da América Latina;
  3. 70% da população não tem sequer conta em banco. 

Além disso, o FMI, por exemplo, teme riscos à economia do país por causa das fortes oscilações do Bitcoin. Para outros, o movimento é uma jogada para desviar certas atitudes autoritárias do governo, como o enfraquecimento do poder Judiciário.

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POLÍTICA

Um feriado político e um país dividido

O dia 07/09/2021 vai ficar marcado pelas manifestações populares. manifestantes saíram às ruas na terça-feira, incluindo o presidente, Bolsonaro, que discursou duas vezes.

Manifestações favoráveis ao governo se espalharam por todas as capitais, especialmente em Brasília e São Paulo, e em +160 cidades; porém com um número de pessoas menor que o esperado. Houve também, em um número reduzido, manifestações contrárias ao governo.

Os atos foram pacíficos e não houve registros de violência significante durante as manifestações, tampouco embate entre os grupos.

O discurso, no entanto, não foi tão pacífico assim…

Bolsonaro subiu o tom contra o STF e atacou diretamente Alexandre de Moraes: “Sai, Alexandre de Moraes. Deixa de ser canalha. Deixa de oprimir o povo brasileiro, deixa de censurar o seu povo”.

O respectivo ministro do STF é um dos pivôs dos inquéritos das “Milícias Digitais” contra perfis conservadores – julgados pela Suprema Corte como anti-democráticos – e prisões polêmicas nos últimos meses, como a de Roberto Jefferson e Daniel Silveira.

  • Ontem, durante os atos, enquanto Bolsonaro voava de BSB para SP, Moraes ordenou a detenção de um ex-assessor de Trump que estava no Brasil para interrogatório no aeroporto de Brasília.

Ao som do povo de “eu autorizo”, Bolsonaro ainda disse, em alto e bom tom, que não cumprirá qualquer decisão de Alexandre de Moraes e que o STF está agindo fora dos limites da Constituição.

O voto auditável voltou à tona, assim como as 3 alternativas

Outro aspecto levantado durante a fala de Bolsonaro foi o processo eleitoral. Segundo ele, a alma da democracia é o voto e não se pode admitir um sistema eleitoral que não ofereça qualquer segurança.

O presidente voltou a dizer que só existem 3 possíveis caminhos para ele: a prisão, a morte ou a vitória.

O impacto de tudo isso — além dos livros de História…

A pouco mais de um ano para as eleições, as manifestações reforçam um país extremamente dividido e deixam evidente o “Cabo de Guerra” da Presidência e do STF, que já debate inelegibilidade de Bolsonaro em 2022. Fux fará um pronunciamento hoje.

  • A esperança é que, agora, o Legislativo — Senado e Câmara — amenize os conflitos nas próximas semanas, sob comando de Rodrigo Pacheco e Arthur Lira.

Hoje e nos próximos dias, é bem provável que a classe política continue se manifestando e a repercussão dos atos prossiga no país todo.

Falando nisso; João Dória já tomou partido e, pela primeira vez, no fim do dia de ontem, defendeu o impeachment do presidente, pedindo que o PSDB se posicione como oposição.

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NEGÓCIOS

Se há quem pense que a TV morreu, a Amazon quer ir na contramão

 A maior empresa de varejo do mundo está se preparando para vender suas próprias televisões, com data para lançamento já em outubro deste ano. Aparentemente, as TVs da Amazon serão fabricadas por terceiros, terão Alexa já instalada e um tamanho de 55-75 polegadas, para que você possa colocar — ou comprar — na sua sala, quarto, cozinha ou onde quiser.

Qual a lógica? Superficialmente falando, a ideia é integrar cada vez mais as soluções da Amazon, como o Prime Video, Music e a Alexa. Algo como:

“Ao invés de disponibilizar os aplicativos para outros dispositivos reproduzirem, vamos criar nossos próprios itens – e ganhar ainda mais com isso”

Indo um pouco além do óbvio… Depois da mais recente compra do premiado estúdio de TV, o MGM Studios, com o crescimento das compras online, já podemos imaginar um novo segmento: TV Commerce.

Imagine acordar e assistir um programa ao vivo, produzido pela Amazon, e dizer: “Alexa, compre a poltrona do cenário e a camisa do apresentador”. Se for um assinante do Prime, é provável que isso seja entregue até às 17:00 na porta de casa!!

Por último… O dispositivo ainda terá um diferencial dos recursos intuitivos, como o Adaptive Volume, que permitirá que Alexa responda mais alto se detectar um ruído de fundo.

Enquanto isso, Sr. Jeff está investindo…

Ao que parece, Jeff Bezos, fundador e ex-CEO da empresa, está investindo em uma startup de biotecnologia chamada Alto Labs dedicada a descobrir como reverter o processo de envelhecimento em humanos. Tomara que seja mais um sucesso.

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NACIONAL

Bolsonaro altera Marco Civil da Internet

O que pode e o que não pode? O presidente Jair Bolsonaro editou uma Medida Provisória que limita a remoção de conteúdos nas redes sociais. Vou explicar…

Nos últimos tempos, vimos vários conteúdos sendo excluídos da internet por serem considerados mentirosos — as famosas fake news — ou discurso de ódio.

  • Trump, por exemplo, se tornou um fantasma digital desde que foi excluído das redes sob acusações de incitação à violência. 

De um lado, há quem pense que a exclusão de posts é vantajosa para garantir uma segurança a mais contra informações falsas. Para outros, a decisão do que é excluído é feita de forma arbitrária, havendo uma ameaça à liberdade de expressão, prevista na Constituição.

O que diz a MP editada por Bolsonaro?

O intuito é estabelecer direitos e garantias aos usuários, definindo as regras para que o conteúdo seja “moderado”. É preciso haver justa causa e motivação para cancelar ou suspender algum perfil, e o usuário tem o direito a pedir recurso. 

  • Caso a atitude tomada pela rede social seja considerada indevida, o conteúdo excluído deve voltar normalmente. 

O grande ponto: A MP diz que as plataformas não podem censurar um pensamento de ordem política, ideológica, científica, artística ou religiosa. 

A grosso modo, o Facebook e o Twitter, por exemplo, não poderão mais moderar o conteúdo de suas redes. 

PS: A MP vale por até 120 dias, mas precisa da aprovação do Congresso para se tornar definitiva, e alguns parlamentares já se articulam para derrubá-la.

Por falar em Internet e política…

Hoje, acontecerão em todo o país manifestações políticas a favor e contra o presidente e os hackers escolheram seu lado… 

  • O grupo Anonymous invadiu o site da FIB Bank — que ofereceu uma garantia financeira de R$ 80,7 milhões no contrato entre a Precisa e o Ministério da Saúde — convocando a população para os atos contra o presidente.

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