Elizabeth Holmes, CEO e fundadora de uma das empresas de saúde “mais promissoras” do mundo, está sendo julgada por fraude, três anos após o escândalo envolvendo a Theranos.
Explicando melhor… A empresa chegou a ser considerada a “Apple da saúde” e prometia entregar exames de sangue altamente completos, precisos e baratos, sem a necessidade de seringas e com um device extremamente tecnológico e inovador.
Ao invés dos tradicionais tubos de sangue, com um simples furo na ponta do dedo, a promessa — e alguns relatórios — mostrava que os resultados eram superiores aos de testes normais.
Qual a relevância disso? Durante 15 anos, a empresa chegou a receber mais de US$ 700 milhões em investimento — incluindo aportes do Walmart e do bilionário Rupert Murdoch.
Para se ter uma ideia, a Theranos chegou a ser avaliada em mais de 10 bilhões de dólares, e a fundadora foi eleita uma das 100 pessoas mais influentes do mundo.
Mas o que houve, afinal?
Conforme os resultados — dos testes e financeiros — não eram condizentes com as promessas, clientes e investidores começaram a se virar contra Elizabeth Holmes e sua conduta como CEO. The higher you climb, the harder you fall.
O resultado? Uma possível pena de 20 anos com as acusações de uma fraude multimilionária, que serão julgadas nas próximas 13 semanas nos Estados Unidos, por um júri popular, e tiveram o primeiro dia de oitivas ontem.
A acusação afirma que Elizabeth mentiu para seus funcionários, investidores, clientes e colocou milhares de vidas em risco com sua ideia. A defesa, por sua vez, diz que falhar é bem diferente de fraudar e que Holmes fez tudo que podia pelo seu negócio, mas que simplesmente não deu certo.
Extra: A coisa se tornou tão conhecida a ponto de virar trama de livro, podcasts e um filme na HBO.