Os presidentes dos EUA e Rússia retomaram o contato direto com uma ligação classificada pelo Kremlin como “franca e construtiva”. Foi o sexto telefonema divulgado desde que Trump voltou à Casa Branca.
O assunto, em especial, foi a Ucrânia:
O presidente americano teria pressionado por uma solução rápida para o conflito;
Já Putin reafirmou os objetivos estratégicos da Rússia e defendeu uma nova rodada de negociações — apesar de descartar concessões.
A ligação ocorre logo após os EUA anunciarem a suspensão parcial do envio de armas a Kiev, incluindo projéteis de artilharia.
A decisão, segundo a Casa Branca, busca priorizar os interesses americanos diante da baixa nos estoques militares.
A medida preocupa a Ucrânia, especialmente após o último final de semana, em que sofreu o maior ataque aéreo noturno desde o início da guerra. De acordo com a ONU, o número de vítimas ucranianas civis cresceu 37% no último semestre.
Zoom out: Trump prometeu trazer paz para o leste europeu, mas sua proposta de trégua de 30 dias foi rejeitada por Moscou. A conversa com Putin mostra que os canais diplomáticos seguem abertos — mesmo que sem trégua no campo de batalha.
Os bastidores do mercado de inteligência artificial estão se tornando cada vez mais evidentes, revelando as cifras impressionantes da disputa entre as mentes mais brilhantes do setor.
O CEO da OpenAI, Sam Altman, disse em um podcast — do irmão dele, aliás — que a Meta estava oferecendo até US$ 100M para “roubar” seus colaboradores:
Eles começaram a fazer ofertas gigantes para vários do nosso time, como US$ 100 milhões de bônus de assinatura.
Imagem: Uncapped
Ele ainda soltou um forte quote dizendo: “Tem muitas coisas que respeito sobre a Meta como empresa, mas não acho que eles sejam uma empresa boa em inovação.”Veja o trecho aqui.
Questionado em uma reunião interna, o CTO da Meta afirmou que podem ter ocorrido algumas poucas ofertas nesse valor, mas que não eram bônus imediatos de assinatura — insinuando ser bônus por performance ou algo similar.
No início de 2024, com diversas startups de AI começando a crescer, Zuckerberg se viu com o desafio de reter seus melhores talentos nesse segmento.
Primeiro, alguns dos melhores engenheiros da Meta foram para a OpenAI. Alguns meses depois, o Google angariou quase toda a equipe de visão computacional.
O troca-troca de bio do LinkedIn nesse mercado é realmente acima do normal. Na média, a empresa do setor que melhor conseguia reter talentos era a Anthropic.
Para se ter uma ideia, na própria desejada OpenAI, 1 a cada 3 contratações não continuaram na empresa depois de dois anos.
Foi aí que Mark Zuckerberg decidiu assumir uma postura inusitada e incomum: listou 50 a 100 profissionais de AI que ele gostaria de ter. Então, começou a enviar e-mails pessoalmente para eles.
“Recebi um e-mail do Mark pessoalmente”, disse um pesquisador. “E o que ele falou foi: tenho uma oferta para você.”
O e-mail pessoal vindo de zuck@meta.com — não sabemos, mas grandes chances desse ser o e-mail dele mesmo — já chamava atenção. Mas a oferta e as exigências dela chamavam ainda mais.
A oferta: Pelo menos US$ 10 milhões por ano.
As exigências: Nenhuma. Apenas “we want you”. Sem job description, sem cargo específico designado.
A postura do CEO pode ser vista por alguns como desesperada, mas a oferta de mão de obra altamente qualificada, que realmente domina os mais novos modelos de AI, é bastanteescassa.
Na prática, uma única mente brilhante pode agregar alguns bilhões de dólares em valor de mercado a companhia.
Não à toa, recentemente, a Meta pagou quase US$ 15 bilhões para fazer um acqui-hire (aquisição + contratação) da Scale AI, apenas para ter acesso à mente brilhante do CEO Alexandr Wang e seu time.
Nesta semana, Zuck oficializou a criação do Super Intelligence Lab da Meta, que vai ser justamente liderado por Wang. Inclusive, a lista dos nomes movimentou o mercado tech, até por ter vários ex-OpenAI. Aprofunde aqui se quiser.
Já de olho em 2026, o partido de Lula lançou uma campanha que deixa claro seu novo norte: reforçar a narrativa de justiça tributária com um forte tom de “nós contra eles”.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o partido defende a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e redução para salários entre R$ 5 mil e R$ 7 mil — promessa de campanha de Lula.
Para compensar, o governo quer taxar os super-ricos, com o lema Taxação BBB: Bilionários, Bancos e Bets.
A mensagem transmitida é simples: trabalhadores arcam com a maior parte dos impostos, enquanto bilionários, banqueiros e plataformas de apostas pagam bem menos do que deveriam.
“Se a turma da Faria Lima está incomodada, tudo bem”, disse o ministro Fernando Haddad, reforçando o tom da campanha.
Nos bastidores, a estratégia é vista como tentativa de recuperar apoio popular após derrotas no Congresso, como a revogação do novo IOF.
Zoom out: Nos primeiros 5 meses do ano, a arrecadação federal de impostos atingiu o valor de quase R$ 1,2 trilhão, uma alta de 3,95% em relação ao ano passado.
Os números indicam que sim. Com mais de 500 mil novos moradores chegando e pouco menos de 150 mil saindo, o estado teve o melhor saldo migratório interno do Brasil entre 2017 e 2022.
O estado não só ficou na ponta do ranking em termos absolutos (354 mil pessoas), como também em termos proporcionais: um crescimento de 4,66% da população. Alguns fatores parecem explicar esse fenômeno:
SC tem a menor taxa de desemprego do país, de apenas 3%, e renda média superior à nacional;
SC está entre um dos estados menos violentos do país;
SC concentra algumas das cidades com melhor qualidade de vida.
Não à toa, o estado catarinense também atrai cada vez mais estrangeiros. Entre 2010 e 2022, a proporção de imigrantes triplicou, passando de 0,3% para 1,1%.
O saldo migratório de São Paulo ficou negativo em 90 mil e do Rio de Janeiro em 165 mil. Até 2010, os dois estados eram os principais destinos de quem trocava de CEP no país.
Depois de quase 6 anos do início da maior crise sanitária da história recente, a OMS divulgou o relatório final da principal investigação sobre a origem da COVID-19. A conclusão foi… que não tem conclusão.
O problema é que, depois de 3 anos e muitos pedidos de informações à China, a OMS diz que não teve acesso aos dados necessários para cravar alguma das hipóteses.
Um detalhe: Um dos especialistas responsáveis pelo relatório saiu do grupo dias antes da publicação, e outros três pediram para retirar seus nomes do documento final. As movimentações geraram um burburinho sobre os bastidores do estudo.
A OMS reforça que não há indícios de manipulação genética nem sinais de que o vírus já circulava fora da China antes de dezembro de 2019. A Organização classifica a busca por respostas como um “imperativo moral”.
Zoom out: A pandemia causou mais de 20 milhões de mortes e um impacto estimado de US$ 10 trilhões na economia global.
Um juiz da Califórnia rejeitou a ação movida por autores contra a Meta, encerrando — pelo menos por enquanto — uma das disputas mais emblemáticas sobre o uso de obras protegidas por direitos autorais no treinamento de inteligências artificiais.
O caso: A Meta foi acusada de treinar o modelo Llama com livros como “The Bedwetter”, de Sarah Silverman, e obras do vencedor do Pulitzer Junot Díaz sem o consentimento dos autores.
O revés é o segundo em poucos dias. Nessa semana, outro juiz decidiu a favor da Anthropic, que treinou sua AI com livros digitalizados manualmente.
Autores e artistas visuais alegam que suas criações alimentam gratuitamente sistemas de AI que lucram bilhões — e, em muitos casos, os substituem no mercado.
A Meta e a OpenAI ainda enfrentam processos semelhantes. Documentos revelaram que até mesmo Zuckerberg autorizou o uso de dados piratas no treinamento da AI, mesmo após alertas internos sobre a ilegalidade do material.
Estou falando da elite de verdade e não de quem faz cosplay de rico. O Brasil deve perder 1.200 milionários só em 2025, perda 50% maior em comparação com 2024 e que coloca o país como o 6º com maior êxodo de ricos no mundo.
A conta considera apenas pessoas com mais de US$ 1 milhão em investimentos líquidos, e a estimativa é que US$ 8,4 bilhões saiam do país com elas.
Enquanto uns saem de fininho, destinos como Emirados Árabes, Estados Unidos e Itália abrem os braços — e as contas bancárias — para receber a elite financeira.
Por que isso importa?
Essas saídas costumam ser um termômetro de alerta. Milionários são os primeiros a abandonar países com instabilidade fiscal, insegurança ou incertezas políticas.
Os milionários levam com eles não só capital, mas também poder de influência, geração de emprego e investimentos locais.
Zoom out: Na última década, o Brasil viu sua população de milionários cair 18% — uma das maiores quedas globais.
O plano: Influenciar as expectativas do mercado e, de quebra, pressionar a autoridade monetária a cortar juros o quanto antes..
Trump nomeou Powell em seu primeiro mandato, mas nunca escondeu sua insatisfação com os “cortes tímidos” do Fed. Agora, critica abertamente o chefe do Fed — que chamou recentemente de “terrível” e de “QI baixo”.
O Fed mantém os juros entre 4,25% e 4,5% desde dezembro. Trump pressiona por um corte de 2,5p.p.
Um anúncio precoce quebraria a tradição e aumentaria a pressão política sobre o Fed — justamente em um momento em que a inflação cai e o mercado acompanha cada gesto da Casa Branca com atenção.
A OTAN anunciou uma nova meta de investimento em defesa: 5% do PIB até 2035, mais que o dobro dos 2% definidos em 2014.
O plano prevê 3,5% do PIB em gastos diretos com armas, tropas e equipamentos militares. Os 1,5% restantes vão para investimentos civis ligados à segurança.
Mais do que um gesto político, a medida representa um salto expressivo nos orçamentos públicos — e chega num momento de desaceleração econômica e alta pressão fiscal.
🤑 Em 2024, os países da OTAN gastaram cerca de US$ 1,4 trilhão em defesa. Com a nova meta, esse valor pode saltar para US$ 2,7 trilhões por ano — valor que supera o PIB do Brasil.
A OTAN estima que, se a meta for cumprida, a capacidade militar da aliança pode crescer até 30% — uma clara resposta aos avanços bélicos que a Rússia vem fazendo nos últimos tempos.
Mas nem todo mundo entrou na jogada…
Como aquele seu amigo “do contra” que sempre se opõe às decisões dos colegas de trabalho, a Espanha anunciou que pretende investir apenas 2,1% do PIB, valor que, segundo o país, já seria ”realista e compatível” com as necessidades atuais.
Trump não gostou muito da resposta dos espanhóis e prometeu que Madri ”pagará o dobro” em futuros acordos comerciais.
Inclusive, foi o presidente americano quem teve papel fundamental em toda essa história. Gastando 3,4% do próprio PIB com defesa e bancando 16% do orçamento central da aliança, Trump quis enviar a mensagem de que Washington não quer mais pagar a maior parte dessa conta sozinho.
Pouco depois, o Senado confirmou a decisão — impondo uma derrota expressiva ao governo e acentuando a tensão entre os Poderes.
A votação, que não estava prevista para esta semana, pegou o Planalto de surpresa. Na segunda passada, o presidente da Câmara, Hugo Motta, havia sinalizado que o governo teria até 15 dias para tentar evitar a queda dos decretos.
Mas, na “calada da noite” de segunda, a proposta foi colocada na pauta e aprovada com folga já no dia seguinte. Tudo por conta dos bastidores quentes de Brasília…
Parlamentares têm apresentado uma crescente insatisfação com o Executivo por alguns motivos:
Atrasos no pagamento de emendas;
Articulação política falha;
Discurso do governo de que o Congresso estaria “chantageando” o Planalto.
Até mesmo partidos da base do governo votaram pela revogação do aumento das taxas, em uma clara demonstração de insatisfação com o Poder Executivo.
Já para a equipe econômica, a derrubada representa deixar de arrecadar R$ 10 bilhões ainda em 2025, o que pode levar à ampliação dos bloqueios no Orçamento de 2025, que já possui R$ 31 bilhões travados.