Desde janeiro, o setor teve 41 paralisações, realizadas em 17 estados e no DF, o que nos dá uma greve a cada 4 dias. Antes de mais nada…
A relevância: 44,3% da população brasileira tem no transporte público seu principal meio de deslocamento. No Sudeste, o percentual chega a 50,7%.
As greves são resultado de uma crise agravada pela pandemia. O sistema é mantido, principalmente, com o valor obtido pela venda das passagens. Durante o isolamento, o número de passageiros caiu e a receita das empresas despencou.
A superlotação acontece em alguns locais, principalmente nas linhas mais periféricas. Para frear os prejuízos, frotas são reduzidas, o que piora a situação.
Os impactos: Nos últimos 14 meses, 25 operadoras de ônibus suspenderam suas operações ou sofreram intervenção pública. No período, foram mais de 76,8 mil demissões e um prejuízo de R$ 14,2 bilhões.
Mudando do transporte para a energia. Ontem, a Câmara aprovou o texto-base da MP que abre portas para privatizar a Eletrobras. O modelo escolhido foi a capitalização: serão emitidas novas ações, que vão reduzir a participação da União na companhia de 60% para 45%. Agora, 10 destaques serão analisados e, em seguida, o texto vai para sanção presidencial.