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INTERNACIONAL

Pela terra, pelo ar e pelo mar

A invasão da Rússia à Ucrânia já é o maior ataque de um país europeu sobre outro desde a Segunda Guerra Mundial.

Para quem perdeu, a justificativa dada pelo presidente Putin para a ação militar foi proteger os grupos separatistas na região leste do país vizinho.

As fatalidades no 1ª dia

Segundo a Ucrânia, pelo menos 137 pessoas morreram e outras 316 ficaram feridas durante os ataques de ontem. Além disso, 1.600 russos foram reprimidos e presos pelo governo de seu país por protestarem contra a operação.

Os russos tomaram desde um aeroporto militar até mesmo a região de Chernobyl, onde há um depósito de resíduos nucleares.

A Ucrânia está em grande desvantagem quando se fala em poderio militar, o que levou o presidente a convocar os cidadãos a se alistarem e os veteranos a se apresentarem, liberando o uso de armas.

Para ajudar, a OTAN disse que vai reforçar suas tropas na região, colocando mais de 100 aviões de guerra em alerta máximo.

As fugas e tentativas de se proteger

Cidadãos ucranianos estão fazendo o que podem para saírem ilesos. Estima-se que mais de 100 mil pessoas tenham deixado suas casas, e os primeiros refugiados já estão chegando à Hungria e à Romênia. Ainda ontem, inclusive, a UE anunciou que vai aceitar um número ilimitado de refugiados.

As sanções econômicas

As punições prometidas ainda estão em desenvolvimento, mas algumas já foram anunciadas. Joe Biden disse que o governo americano, a OTAN e seus aliados vão limitar a capacidade da Rússia de fazer negócios em dólares e outras moedas.

A ideia é quase tornar Moscou uma “ilha financeira”, banindo exportações e congelando o sistema bancário em relação ao resto do mundo.

E há também aquelas sanções a longo prazo, como prejudicar os russos na competição pela economia de alta tecnologia do século XXI.

No entanto, para alguns, a postura da ONU, de Biden e dos aliados da OTAN tem sido vista como branda diante da gravidade do ataque russo.

PS: Além dos governos e organizações, empresas e consumidores também devem sentir o impacto das sanções.

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MERCADO FINANCEIRO

Como o mercado reagiu ao início do conflito

O impacto foi sentido, mas, mais tarde, amenizado. Com a tensão no leste europeu, as Bolsas internacionais começaram o dia derretendo, e o preço do petróleo passou de US$ 100 pela primeira vez desde 2014.

Para entender, o cenário traz uma grande insegurança — e se tem algo que os investidores não gostam é de não saber o que vem por aí.

Em relação ao petróleo, a Rússia é o segundo maior exportador do mundo e, com laços cortados, a oferta diminui. Resultado? Preços sobem.

No entanto, durante a tarde, a recuperação foi surpreendente — daquelas reviravoltas dignas de filmes de suspense.

O que aconteceu?

Basicamente, as sanções anunciadas por Biden à Rússia aliviaram o mercado, assim como as restrições sobre exportações.

Em números: O Ibovespa, que chegou a cair mais de 2% no pior momento do dia, acabou fechando com queda de 0,37%, aos 111.591 pontos. Nos EUA, índices importantes, como a Nasdaq e o S&P, até mesmo fecharam o dia no positivo.

A aversão ao risco ao redor do mundo não falou, ela gritou. Com isso, o dólar acabou dando uma pausa nas quedas, subindo 2,02%, a R$ 5,105.

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INTERNACIONAL

OFICIAL: O conflito começou

No final da noite de ontem, Vladimir Putin deu início ao que o resto do mundo aguardava com temor: a invasão da Ucrânia.

O presidente russo declarou que estava iniciada a “operação militar especial” no leste do país, pedindo aos cidadãos ucranianos que largassem suas armas.

O Kremlin disse que pretende desmilitarizar e desnazificar a nação vizinha, referindo-se à sua alegação de que os militares do país são dirigidos por neonazistas.

Em seu discurso, Putin afirmou que agiu depois de receber um pedido de ajuda dos líderes separatistas da Ucrânia, mas que não ocuparia a região.

Pouco depois, já foram ouvidas explosões e artilharias em Kharkiv e Kiev. Mais tarde, foi confirmado que várias cidades ucranianas foram atacadas.

As perspectivas não são as melhores, já que Vladimir chegou a alertar que qualquer derramamento de sangue estará sob responsabilidade ucraniana.

Em relação ao Ocidente, o líder russo foi enfático: quem tentar intervir ou criar ameaças sofrerá respostas imediatas e consequências nunca antes vistas.

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NEGÓCIOS

“SulAmérica, você é minha”

Praticamente foi isso o que a Rede D’Or quis dizer! Hoje, a pauta é diferente de “ontem, os mercados foram afetados pelos temores acerca dos conflito…”, que deve voltar com tudo; a Rede D’Or anunciou, nessa quarta-feira, a compra da seguradora SulAmérica.

Vou falar brevemente sobre as duas partes deste casamento;

A Rede D’Or é a maior rede hospitalar do país, com unidades espalhadas por 11 estados brasileiros.

A SulAmérica, enquanto isso, é uma seguradora – que engloba serviços de saúde, odontologia, seguros de vida, previdência e investimentos – com mais de 7 milões de clientes.

O que a SulAmérica tinha para conquistar a Rede D’Or ? Sinergia, literalmente. A compra une dois players importantes do mercado de saúde do país, alinhando os ecossistemas que já se complementam – um dos motivos para se fazer um plano de saúde é ter acesso a um bom hospital, certo ?

Detalhes da operação: A SulAmérica será incorporada e, depois terá sua marca extinta – apesar de o time de gestão se manter. Agora, quem tinha ações da seguradora vai receber ações da Rede D’Or em substituição. É o match da saúde!

Ao que tudo indica, o mercado gostou da aquisição. A SULA11 fechou o dia com altade 25,11% e a RDOR3 subiu 8,82%.

PS: A Rede D’Or parece gostar tanto de ir as compras como a Becky Bloom. Desde outubro de 2020, seu IPO, foram 16 aquisições.

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MERCADO FINANCEIRO

Prometeram sanções, entregaram sanções

. Há meses, quando as tropas russas se aproximavam da fronteira com a Ucrânia, os líderes mundiais avisaram que, caso a Rússia invadisse o país, imporiam sanções. E começaram…

Tanto Joe Biden quanto Boris Johnson, e a União Europeia como um todo, anunciaram punições econômicas à Rússia ontem, atingindo bancos, empresas e até indivíduos.

De modo geral, todas as sanções visam dificultar a atuação internacional de instituições financeiras do país, como a busca de recursos no Ocidente e a proibição da compra de títulos do mercado ocidental.

Como o mercado reagiu?

Na contramão do que você talvez esperasse, o Ibovespa se valorizou. Ao que parece, os investidores acharam o pacote de sanções dos EUA à Rússia até mesmo “morno”.

📊 Ibovespa: 112.892 pontos | + 1,04%

🇺🇸 S&P 500: 4.304,76 pontos | – 1,01%

Bitcoin: R$ 193.496,15 | + 1,12%

💵 Dólar: R$ 5,05 | – 1,16%

💶 Euro: R$ 5,73 | -0,92%

De modo geral, as reações de ontem foram bem recebidas pelo mercado internacional, que também já vinha precificando a tensão há algum tempo.

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MERCADO FINANCEIRO

Geopolítica que fala, né?

Após o discurso de ontem de Vladmir Putin, o Ibovespa caiu 1,02%, aos 111.725 pontos, com um volume financeiro negociado durante o dia de R$ 18,3 bilhões.

As atualizações sobre o conflito mais comentado do ano também afetaram o indicador, que não gosta nada das incertezas que chegam junto com essa “quase guerra”.

O que mais é importante saber?

As Petroleiras estão em alta: Acompanhando o movimento positivo do preço do barril de petróleo, as ações da 3R Petroleum apresentaram alta de 3,87%, seguidas pela Petrorio, que subiu 3,65%. As ações da Petrobras também fecharam entre as maiores altas do dia.

Quem está por baixo: A Qualicorp e Positivo recuaram, respectivamente, 8,64% e 7,11%, seguidas pela Americanas, que caíram 6,61% após suspender as operações de seus sites devido à identificação de uma falha de segurança.

Já o dólar, não deixou que a fala de Putin interrompesse sua queda… A moeda americana fechou a R$ 5,1070, apresentando uma baixa de 0,64%.

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MERCADO FINANCEIRO

O foguete deu ré

A Stone — empresa que ficou conhecida pelas maquininhas, mas abalou todo o setor de pagamentos brasileiros — viu suas ações caírem 88% desde seu pico no ano passado, apagando R$ 132 bilhões em valor de mercado.

O que aconteceu? Um conjunto de fatores, na verdade…

Ao longo dos últimos anos, a Stone decidiu focar no crédito, fazendo empréstimos para pequenos e médios negócios.
Com a pandemia, muitos clientes foram afetados e, para piorar, as taxas de juros e a inflação subiram — o baque foi grande.
O resultado disso? A inadimplência explodiu, e a originação do crédito teve que ser interrompida.
O cenário é um alerta para as fintechs que buscam superar os grandes bancos em um mercado dominado por eles há décadas. Na concorrência, a PagSeguro e a GetNet também viram suas ações caírem no último ano — 75% e 69%, respectivamente.

Zoom Out: Parece que vender produtos mais rentáveis — como crédito — não é tão simples como conquistar milhões de usuários com uma conta digital gratuita.

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ECONOMIA

Menos uma etapa

O Tribunal de Contas da União deu, ontem, o primeiro aval para o processo de privatização da Eletrobras, colaborando com o governo para que tudo esteja concluído até maio.

O que é esse aval? Basicamente, a decisão dessa terça-feira permite a continuidade das etapas necessárias para realizar a operação. Ou seja… “Deixa a coisa andar”.

Um dos pontos analisados para o aval foram os valores envolvidos, como o bônus que a empresa terá que pagar à União — depois de privatizada — pela renovação dos contratos das 22 usinas hidrelétricas da companhia.

A avaliação é que a Eletrobras privatizada deverá pagar R$ 67 bilhões, divididos entre a União, obrigações de investimento e a Conta de Desenvolvimento Energético.

Os próximos passos: Na segunda etapa, que deve acontecer em março, os ministros vão estudar o modelo de venda proposto. A ideia é que a Eletrobras se torne uma “corporation”, que nada mais é que uma empresa privada sem controlador definido.

Para isso, ações da companhia serão ofertadas na Bolsa, de modo que a União passe a ter em torno de 45% do capital votante. Para comparar, hoje, são 70%.

E por falar em Bolsa…

Mesmo a decisão acontecendo à tarde, os papéis da companhia subiram mais de 6% ontem. O Ibovespa, como um todo, se valorizou 0,82%, aos 114.828 pontos. O dólar, enquanto isso, caiu 0,75%, agora cotado a R$ 5,18.

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MERCADO FINANCEIRO

Sentidos opostos

Na contramão dos mercados internacionais, com várias bolsas fechando em queda por causa do aumento da tensão na fronteira ucraniana, o Ibovespa se sustentou e teve sua 5ª alta consecutiva.

O índice acabou fechando o dia com alta de 0,29%, aos 113.899 pontos, apesar de ter oscilado entre altos e baixos durante o pregão.

O que deixou o Ibovespa tão confiante? Na verdade, o que tem ajudado o índice tem sido a grande demanda estrangeira por ações brasileiras, que têm atraído investidores em meio às mudanças do cenário internacional.

Os destaques: As grandes altas vieram do Banco Inter, da Petz e da Hypera, e as maiores baixas ficaram com Petrobras, Via e Marfrig.

Vale também dar atenção ao petróleo, que atingiu máximas de 7 anos, com os temores de que as sanções à Rússia prejudiquem as exportações da commodity.

E o dólar? A moeda ignorou a tensão externa por mais um dia e caiu 0,46%, a R$ 5,2185.

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MERCADO FINANCEIRO

O que acompanhar nesta semana

Nada melhor do que começar a segunda-feira com um “norte” daquilo que é preciso estar atento nos próximos dias — economicamente falando. A semana será agitada…

Na quarta-feira, o Banco Central dos EUA vai divulgar a ata da última reunião do FOMC, podendo indicar os próximos passos do ciclo de alta de juros que está por vir.

Ainda no exterior, a semana será movimentada pelos próximos capítulos do embate entre Rússia e Ucrânia. O petróleo que o diga…

Por aqui, um dos grandes destaques envolve a privatização da Eletrobras. O TCU vai se reunir para tratar do tema, e a segunda parte da desestatização da companhia deve ser concluída até o início de março.

Pra fechar, esta semana será repleta de balanços corporativos. Banco do Brasil, Itaúsa, Weg, Cosan e Taesa são algumas das empresas que divulgarão seus números.

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