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ECONOMIA

Mercado está “dando credibilidade” afirma Campos Neto

Durante um encontro com empresários ontem, o presidente do Banco Central afirmou que “o mercado está dando credibilidade ao que está sendo feito”, o que abriria espaço para uma atuação em política monetária futura.

O chefe do Banco Central também declarou que o cenário macroeconômico no país “clareou um pouco” com “surpresas boas” no índice de inflação e do PIB.

Segundo ele, parte relevante do PIB do primeiro trimestre veio da agricultura, mas que o setor de serviços veio forte também. Comércio e indústria também começaram a mostrar melhora.

A relevância: O mercado gostou da percepção de Campos Neto e reagiu positivamente, com indicativo de que a taxa de juros pode cair nos próximos meses, caso as palavras dele se confirmem.

Com juros mais baixos no futuro, a oferta por crédito tende a aumentar e as pessoas, naturalmente, aumentam o consumo. É a famosa faca de dois gumes da inflação.

Inclusive, Luiza Trajano, da Magazine Luiza, falou que cobra o Campos Neto, tendo feito mais de 20 ligações a ele — e dizendo que ligaria mais 20 ou 30 vezes se for necessário.

PS: Lula, que tem criticado a gestão de Campos Neto no Banco Central, estreia sua live às 08:30 hoje em seu Instagram.

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MERCADO FINANCEIRO

Detalhes importantes

O Ibovespa encerrou o último pregão em alta de 1,33% puxado por bancos e pela Petrobras, prolongando o sentimento positivo dos últimos dias. A desaceleração da inflação, as discussões sobre a reforma tributária e a expectativa do mercado em cortes da Selic pelo BC já na reunião de agosto ajudaram no desempenho da bolsa. Na semana, o índice avançou 3,96%. Em Wall Street, as bolsas encerraram levemente em alta estendendo o rali enquanto investidores aguardam decisão de juros pelo Fed na quarta da próxima semana.

Destaque para as ações da Tesla que subiram após a General Motors anunciar parceria para utilizar o seu sistema de recarga de baterias. O dólar fechou o dia em queda de 0,98%, enquanto o índice dólar (DXY) avançou 0,2%. Na semana, a moeda norte-americana desvalorizou 1,65% em relação ao real. Para hoje, na agenda doméstica teremos Boletim Focus, enquanto lá fora, agenda está vazia.

Estados Unidos;
Semana importante para mercado com decisão do FOMC na quarta-feira e na qual as apostas indicam pausa no ciclo altista das dez últimas reuniões. Mas antes, na terça, mercado saberá o CPI no país, que deve mostrar desaceleração, mas com núcleos ainda preocupando. Mesmo assim, mercados seguem avançando, com S&P500 em bull market, liderado pelas Techs, mas agora com outros setores se juntando à festa. Bolsas sobem no pré-mercado.

Europa e Ásia;
Na Ásia, bolsas fecharam de lado, após diversos dados mais fracos na China das últimas semanas e antes de bateria de indicadores que saem ao longo desta semana, como produção industrial, vendas ao varejo, investimentos e outros. O Nikkei continuou em alta, desta vez impulsionado pelas farmacêuticas e fabricantes de chips. Mercado aguarda decisão do BoJ na sexta. Já na Europa, mercado também monitora decisão do BCE na quinta, com expectativas de aumento de 25 bps nos juros, seguido de um próximo movimento de alta, antes da pausa. Bolsa alemã é destaque de alta, com Adidas, beneficiada pela ida de Lionel Messi ao Inter Miami.

Brasil;
Governo segue focado na aprovação da Reforma tributária e aumento da arrecadação para fazer jus aos gastos previstos, principalmente em 2024. Pressões para mudança na Casa Civil continuam e está semana Lula se reúne com ministros e líderes do governo.

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NACIONAL

O que está acontecendo pelo BR

Marco temporal: Ontem, depois do voto de Alexandre de Moraes contra a demarcação das terras indígenas, o ministro André Mendonça pediu vista do caso, ou seja, mais tempo para análise. Agora, não tem data para a pauta ser retomada.

Minha Casa, Minha Vida: Com votações simbólicas — sem o registro dos votos de cada parlamentar —, os deputados aprovaram a medida provisória que recria o programa Minha Casa, Minha Vida. O projeto vai ser votado no Senado até o dia 14 de junho.

Ainda em Brasília… O governo federal anunciou o relançamento do programa Farmácia Popular. Fortalecendo a distribuição do SUS, a ideia é disponibilizar 40 medicamentos gratuitos para os beneficiários do Bolsa Família.

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ECONOMIA

Alerta do Banco Mundial; produção de carros no BR e fechamento de mercado

Risco de crise: Afirmando que o crescimento global para 2023 deve desacelerar de 3% para 2% em relação a 2022, o Banco Mundial fez um alerta para o risco de crise em países emergentes. Segundo a organização, a maneira mais segura de reduzir a pobreza é por meio de emprego.

Carros e mais carros: A produção de veículos — somando carros de passeio, comerciais leves, caminhões e ônibus — cresceu 27% em maio, em comparação ao mês passado. Por outro lado, com os consumidores esperando pelos descontos prometidos pelo governo, as vendas estão mais paradas.

Fechamento: O Ibovespa fechou a terça-feira com alta de 1,70%, aos 114.610 pontos, apresentando o seu maior nível desde novembro de 2022. Dentre os motivos estão a valorização do minério de ferro na China, o recuo da inflação brasileira e o avanço da reforma tributária.

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TECNOLOGIA

Notícia boa e cheia de esperança

Graças a uma nova pesquisa, realizada na Suíça, um homem paralisado conseguiu andar — literalmente — usando a força do seu pensamento.

Explicando… A inovação médica envolve implantes cerebrais eletrônicos que rastreiam as intenções de movimento para um aparelho usado externamente, como uma mochila.

Gert-Jan Oskam, que participou do teste, ficou paralisado em um acidente de bicicleta há 12 anos. Com a tecnologia, Oskam conseguiu andar pelo menos 100 metros por dia e ficar em pé sem usar as mãos durante alguns minutos. Segundo ele, é possível ter “controle total sobre o parâmetro de estimulação”.

Um ano depois do início do experimento, a conexão permaneceu confiável, mostrando que o aparelho é realmente promissor. Além disso, mesmo quando a “ponte digital” estava desligada, Oskam recuperou forças para dar alguns passos.

Zoom Out: Ele foi o primeiro participante do estudo, mas os pesquisadores estão esperançosos de que a nova tecnologia possa ajudar várias outras pessoas paralisadas ou com dificuldades motoras.

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NACIONAL

8 de Janeiro começa a ser discutido em CPMI

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investigará os atos do 8/01 foi instalada em Brasília. A abertura estava engavetada há quase um mês, já que integrantes e aliados do governo eram contra a instalação da mesma.

O objetivo é trazer à tona mais informações e esclarecimentos sobre os envolvidos, financiadores e todo o entorno que ocasionou a invasão de Brasília na data. O prazo inicial dos trabalhos é de 120 dias, mas pode prorrogar. Segundo o presidente da CPMI, as sessões da comissão serão somente às quintas, pela manhã — evitando atrapalhar a agenda de outras pautas e votações.

Vamos às duas teses iniciais: 1) Na visão dos aliados do governo, houve uma tentativa clara de golpe, e achar que poderes públicos tiveram responsabilidade pelos ataques não passa de uma “teoria conspiratória”.

Segundo eles, há uma ligação entre integrantes e apoiadores da gestão de Bolsonaro além com os financiadores dos atos. Jair, inclusive, deveria ser convocado para prestar esclarecimentos na CPMI.

2) A oposição, por sua vez, quer demonstrar que houve incompetência por parte do governo Lula, principalmente do ministro da Justiça, Flávio Dino, e envolvimento de Gonçalves Dias, que sumiu depois da divulgação dos vídeos do dia.

Para eles, mesmo cientes de que uma quantidade grande de ônibus chegaria a Brasília na manhã daquele domingo, nada foi feito por parte de Dino ou pelo GSI.

Você já ouviu esse termo antes…
O termo CPI ficou mais conhecido para os leigos no ano de 2021, quando a CPI da COVID dominou as manchetes e investigou ações e omissões do governo federal da época. O resultado foi um relatório mil páginas e sugeriu o indiciamento de 78 pessoas e 2 empresas.

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ECONOMIA

Brasil tem a 5ª maior inflação do G20 em 2023

Dentre 20 das maiores economias do mundo, o Brasil tem a atual 5ª maior inflação do ano até então, com uma taxa de 2,7% de alta nos preços no acumulado de janeiro a abril.

Em 2022, os quatro primeiros meses do ano somaram uma inflação de 4,3%. Em outras palavras, a taxa desacelerou em relação ao mesmo período do ano passado.


Olhando para o ranking: A gente fica só abaixo de França, Alemanha, Turquia e Argentina. Os hermanos são os líderes do ranking, com quase 32% de alta. Junto dos turcos, eles são os únicos que a taxa não está abaixo de 5%. Na outra ponta, a China teve deflação de 0,1%.

Considerando a taxa dos últimos 12 meses — que é a medida que geralmente usamos —, nossa taxa está em 4,2%. Neste caso, ficamos melhores posicionados no ranking, apenas em 15º.

A taxa do acumulado de 2022 foi de 5,8%. Para este ano, a previsão do mercado é uma leve alta de 6%.

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MERCADO FINANCEIRO

Mais uma alta…

O principal índice da Faria Lima subiu mais uma vez ontem. No entanto, a verdade é que o dia do mercado foi bem morno, variando entre o negativo e o positivo. Vamos aos números:

📊 Ibovespa: +0,59% | 110.108 pontos;
🇺🇸 S&P 500: +1,51% | 4.198 pontos;
💵 Dólar: +0,68% | R$ 4,96;
💶 Euro: +0,09% | R$ 5,35.


Sim, é isso mesmo… O Ibovespa voltou a bater a marca dos 110 mil pontos. Ontem, os principais motivadores foram o avanço do arcabouço fiscal no Congresso, o setor de frigoríficos e o próprio exterior.

Isso porque, lá fora, apesar do caixa do Tesouro dos EUA estar a 12 dias de acabar — o que causaria um colapso no sistema financeiro global —, a notícia de que essa questão deve se resolver animou os mercados ao redor do globo.

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INTERNACIONAL

Mundo pode ultrapassar limite climático importante

A Organização Meteorológica Mundial afirmou que a temperatura global deve aumentar 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais até 2027.

O provável aumento tem como motivos (i) os gases que vem da queima de combustíveis fósseis e (ii) o El Niño, que é um fenômeno natural que, aliás, está acontecendo neste ano.
Por que importa? Os cientistas consideram que chegaremos em um ponto de inflexão importante, já que, a partir dele, eventos extremos como inundações, secas, incêndios e escassez de alimentos podem aumentar drasticamente.

Para ter uma ideia, os últimos oito anos foram os mais quentes da história. E deve piorar: há 98% de chance que, até 2027, se registrado o ano mais quente do planeta.

Na prática, só nos EUA, 13 milhões de pessoas podem ter que se mudar por causa do aumento do nível do mar.

Ainda dá tempo de impedir o aumento? A janela está se fechando, mas ainda parece ser possível sim, reduzindo a queima de combustíveis fósseis e adotando a energia limpa.

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NACIONAL

Lula no G7; Collor condenado e silêncio do Mauro Cid

Grupo das maiores economias: Ontem, Lula pousou em Hiroshima, no Japão, para participar da cúpula do G7. A viagem marca o retorno, depois de 14 anos, de um presidente do Brasil no encontro com os líderes dos países mais ricos do mundo.

Caso antigo: O STF formou maioria para condenar Fernando Collor por corrupção e lavagem de dinheiro. Na ação — derivada da Lava Jato —, 6 ministros votaram contra o ex-presidente, e apenas 1 a favor. Collor ainda pode apresentar defesa.

Ficou calado: O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, ficou em silêncio durante depoimento à Polícia Federal sobre a investigação da falsificação de registros de vacina. Alguns aliados do ex-presidente esperavam que ele afirmasse ter agido sem o conhecimento do Jair.

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