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ECONOMIA

A classe que mais paga impostos no Brasil é a…

Se você respondeu a dos super-ricos, está muito enganado. Um estudo mostrou que, em 2023, os milionários brasileiros tiveram uma alíquota efetiva média de 5,28% no Imposto de Renda.

Por outro lado, quem recebe entre R$ 19,8 mil e R$ 26,4 mil por mês pagou, em média, 11,4% — mais do que o dobro.

Imagem: G1

A diferença não está na alíquota oficial, mas na origem da renda. Quanto mais rico o contribuinte, maior a fatia do dinheiro que vem de lucros e dividendos — que são totalmente isentos.

Para se ter uma ideia, entre os contribuintes com ganhos acima de R$ 316 mil mensais, 71% da renda escapa do IR. Já para o trabalhador assalariado, quase tudo passa pela tesoura da Receita.

Hoje, 94% dos declarantes estão abaixo de 20 salários mínimos. Os 6% restantes ficam com quase metade da renda total do país, mas, ainda assim, conseguem pagar proporcionalmente menos.

  • Essa distorção ajuda a explicar a onda de pejotização: profissionais que abrem empresas para transformar salários tributados em rendimentos isentos.

Bottom-line: No Congresso, há duas frentes em debate: ampliar a faixa de isenção do IR para até R$ 5 mil, promessa de campanha de Lula, e criar uma alíquota mínima para as altas rendas, que incluiria a tributação de lucros e dividendos.

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SAÚDE E BEM ESTAR

Alimentos ficam mais caros — e menos nutritivos

Imagem: Valor Econômico

Lembra da “reduflação”, quando as marcas reduziam o tamanho de uma bolacha ou barrinha de cereal, por exemplo? Bom, ela ficou no passado.

Agora, a nova moda é a “alteraflação”, que nada mais é do que as empresas mudando a fórmula de produtos como biscoitos, chocolates e laticínios para reduzir custos e proteger margens.

Um exemplo clássico é o leite condensado. Em alguns rótulos, o nome já não é mais esse — virou “mistura láctea condensada”, resultado da substituição de parte do leite por vegetais e gorduras. O preço na etiqueta, porém, segue igual.

Ainda há outros, como o iogurte sem creme ou o biscoito sem cacau. O aumento global no preço de matérias-primas é utilizado como justificativa pelas empresas, embora, na prática, os preços ainda tenham aumentado.

No 1º semestre de 2025, iogurtes e bebidas lácteas subiram 4,2%, em comparação com a inflação geral de quase 3% pelo IPCA. Nos biscoitos, a alta foi ainda maior: 5,35%.

Ou seja, nem mesmo a “economia” feita pelas empresas ao trocar insumos se traduziu em alívio no bolso. No fim das contas, você está pagando mais por um produto com menor valor nutricional.

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NACIONAL

Placar do STF pode definir futuro de Bolsonaro

Imagem: Fellipe Sampaio | STF

A Primeira Turma do STF retoma hoje o julgamento de Bolsonaro e outros 7 acusados pela tentativa de golpe, com a expectativa de que os ministros anunciem seus votos até esta sexta-feira.

O resultado, além de definir culpa ou absolvição, será decisivo para os rumos dos recursos — sendo o placar um fator-chave para o desfecho do julgamento.

Se a condenação for unânime — 5 a 0 —, os réus só poderão recorrer por meio de embargos de declaração, recurso usado para esclarecer pontos obscuros ou contraditórios da decisão. Em regra, o resultado permanece o mesmo.

Já se o placar for apertado — 3 a 2 pela condenação —, abre-se a possibilidade para os chamados embargos infringentes, recurso que ganhou visibilidade no caso do Mensalão.

  • A defesa poderia pedir uma nova análise, prolongando a tramitação e até revertendo parte das condenações.

Caso seja condenado até o fim da semana, o ex-presidente ainda não irá para a prisão, já que a execução da pena só começa após o trânsito em julgado, ou seja, quando os recursos forem esgotados.

Zoom out: Mais do que as penas em si, o que está em jogo é o grau de consenso dentro do STF. Um 5 a 0 isolaria Bolsonaro e seus aliados, enquanto um 3 a 2 daria fôlego para uma longa batalha judicial — e, com ela, mais tempo de incerteza para o cenário político.

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ECONOMIA

exportações brasileiras para a China têm maior queda em 10 anos

Imagem: AFP

Enquanto os holofotes seguem voltados para o tarifaço de Trump, é a relação comercial com a China que vem chamando a atenção por aqui.

As exportações brasileiras para o país asiático caíram 7,5% no 1º semestre, somando US$ 47,7 bilhões — o menor valor para o período desde 2014.

O recuo foi puxado por dois fatores principais:

  • Queda no preço das commodities, como soja e petróleo;
  • Estratégia da China de diversificar parceiros comerciais, acelerada após a volta da guerra tarifária com Trump.

Na contramão, as importações brasileiras da China dispararam 22%, impulsionadas por carros híbridos e aço, batendo recorde.

  • Só os veículos híbridos somaram US$ 1,38 bilhão, enquanto as compras de laminados planos de aço cresceram 318%.

Zoom out: O saldo comercial entre Brasil e China segue positivo, mas a balança está menos favorável. O cenário pode se agravar caso o cerco protecionista dos EUA influencie ainda mais a estratégia de Pequim.

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NACIONAL

Congresso reage a Lula e STF com pacote ambiental e “bomba” fiscal

Imagem: Câmara dos Deputados

Horas depois de o presidente Lula vetar o aumento de deputados federais e do STF validar o aumento do IOF com efeito retroativo, o Congresso respondeu com força:

A Casa aprovou dois projetos que desafiam o Planalto — e agradam ruralistas e a bancada ambientalista do “menos regulação”.

O primeiro é um projeto que flexibiliza as regras do licenciamento ambiental. A proposta permite que empreendimentos considerados poluidores ou de risco iniciem atividades com uma autodeclaração, ou seja, sem a necessidade de estudos prévios nem aval de órgãos, como a Funai.

  • O texto segue para sanção de Lula, que pode vetar trechos, mas corre risco de derrota na reanálise do Congresso.

A votação, realizada na madrugada de quarta para quinta-feira e de forma remota, foi criticada por integrantes da base de Lula, incluindo Marina Silva, que viu na medida um grave retrocesso” às vésperas da COP30.

Do outro lado, ruralistas afirmam que a nova lei vai destravar investimentos e acelerar obras de infraestrutura paradas por exigências ambientais — que, segundo eles, travam o desenvolvimento.

Mas a resposta não parou por aí…

A Câmara também aprovou, por 346 votos a 93, o uso de até R$ 30 bilhões do fundo social do pré-sal para abater dívidas rurais.

A medida, patrocinada pelo presidente da Casa, Hugo Motta, foi chamada de “bomba fiscal” pelo líder do governo, e rompeu um acordo feito com a Casa Civil para adiar a votação.

Em meio a um discurso de contenção de gastos, os Três Poderes entram em um embate que pode indicar o tom da relação no segundo semestre em Brasília.

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INTERNACIONAL

Dinamarca quer transformar seu rosto em propriedade legal

Imagem: antipixel

Você saberia dizer com 100% de convicção qual imagem é do verdadeiro Tom Cruise? Talvez não — e isso é uma tendência cada vez mais forte no mundo.

Um teste realizado com 2 mil pessoas pela empresa de software iProov mostrou que apenas 0,1% consegue distinguir conteúdos reais dos chamados deepfakes.

Pensando nisso, a Dinamarca pretende mudar a lei nacional para que cada cidadão tenha controle sobre seu próprio rosto, voz e corpo.

O plano é usar regras de direitos autorais para combater deepfakes — vídeos, áudios e imagens criados por AI sem consentimento.

De pornografia não consensual a golpes financeiros, os deepfakes estão virando um problema grave ao redor do mundo.

Pela proposta, plataformas serão obrigadas a remover conteúdos falsificados, e os afetados vão poder pedir indenização. Quem postar, no entanto, não será punido — por enquanto.

A medida também protege artistas de terem suas performances clonadas por AI, abrindo um precedente inédito na Europa, justamente quando a Dinamarca assume a presidência do Conselho da UE.

Diferente de outros países que tratam o tema via código penal, o país europeu quer usar o direito autoral para garantir que cada pessoa tenha propriedade sobre sua própria identidade digital.

PS: Se você ficou curioso sobre o assunto, clique aqui e faça um teste rápido para avaliar suas habilidades de análise. Quanto à foto acima, a da esquerda é a original.

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MERCADO FINANCEIRO

filme da F1 acelera ações de patrocinadores

O filme F1, estrelado por Brad Pitt, não acelerou só nas bilheterias — ele também impulsionou o mercado financeiro.

Com orçamento de US$ 200 milhões, o filme arrecadou quase o dobro nas bilheterias desde a estreia. Mas um detalhe chamou atenção:

Mais de US$ 40 milhões em patrocínios foram vendidos para a equipe fictícia do longo, a APXGP — incluindo nomes como MercedesHeinekenEA SportsT-Mobile e Expensify.

Ao contrário do que se esperaria de uma ação publicitária de Hollywood, os ganhos não ficaram só no branding.

7 empresas de capital aberto que apareceram no filme viram suas ações subirem, em média, 2,46% logo nos dias após a estreia. Uma semana depois, a valorização média já era de 3,35%;Expensify, por exemplo, atingiu seu maior pico de buscas no Google Trends desde agosto de 2022.

No total, o salto representou US$ 7,8 bilhões em capitalização de mercado. Nada mal para quem apostou em alguns segundos de exposição no capacete do Brad Pitt.

Zoom out: O Bank of America elevou a projeção de preço das ações da empresa, citando o filme como catalisador para crescimento em mercados estratégicos como França e Alemanha, onde F1 foi um sucesso de bilheteria.

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INTERNACIONAL

o turismo argentino que ajuda o Brasil e atrapalha Milei

Rio, 40 graus, praia lotada de… argentinos? Enquanto o governo Milei tenta conter a inflação com um peso valorizado, os hermanos aproveitam para fazer turismo no Brasil — e deixar os dólares que o governo tanto precisa por aqui.

Para tentar controlar a inflação, o presidente argentino apostou em manter o peso valorizado — ou seja, mais forte em relação ao dólar.

Com a moeda mais estável, os preços internos subiram menos, e a inflação caiu ao menor nível em 5 anos.

Mas essa política teve um efeito colateral: Viajar para o exterior ficou barato demais para os argentinos, o que incentivou uma onda de turismo internacional e ajudou a criar um rombo nas contas do país.

Entre janeiro e maio, quase 7 milhões de argentinos deixaram o país — 93% vieram para o Brasil só em maio.

  • A saída levou US$ 5 bilhões em 3 meses, enquanto apenas US$ 1,5 bilhão entrou com turistas estrangeiros.
  • O rombo de US$ 3,5 bilhões foi o maior em 20 anos — e mina a estratégia de Milei, que precisa desses dólares circulando no país.

Zoom out: Enquanto os argentinos lotam as praias do Brasil, o governo Milei tenta fazer o caminho inverso, atraindo turistas brasileiros de volta para a Argentina. Para isso, lançou pacotes, ativou campanhas focadas em gastronomia e inverno, e mandou até comitiva a São Paulo.

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NACIONAL

25 de março vira novo alvo de investigação americana

O que começou como uma resposta à atuação do STF e defesa do ex-presidente Bolsonaro acabou virando uma ofensiva comercial de larga escala.

Na mais nova investida, o governo dos EUA anunciou uma investigação contra o Brasil — e surpreendeu ao mirar em um alvo inusitado: a Rua 25 de Março, no centro de SP.

Segundo o governo americano, o maior centro de comércio popular da América Latina seria um dos maiores polos mundiais de falsificação e pirataria, com décadas de atuação impune.

A acusação aparece no relatório do Escritório do Representante de Comércio dos EUA, que também mira videogames destravados, eletrônicos falsos e até aparelhos de streamings piratas.

O Planalto reagiu com ironia. “Não dá pra imaginar uma potência preocupada com a 25 de Março”, disse Rui Costa, ministro da Casa Civil.

O documento também acusa o Brasil de prejudicar empresas americanas ao promover o Pix como sistema dominante de pagamentos — o que teria dificultado a entrada de rivais como WhatsApp Pay, suspenso pelo BC em 2020.

As gigantes Visa, Mastercard e Meta seriam as mais afetadas.

Mesmo sem citar diretamente o Pix, o relatório critica a preferência por soluções locais de pagamento digital e a falta de abertura a concorrentes estrangeiros.

Zoom out: Além da 25 e do Pix, a investigação também questiona práticas brasileiras sobre proteção de dados, anticorrupção, tarifas e liberdade de expressão nas redes sociais.

Contrariando a ampla decisão do Congresso Federal, o ministro Alexandre de Moraes restabeleceu a maior parte do decreto do governo que aumenta o IOF.

O único ponto suspenso por Moraes é a cobrança sobre o “risco sacado” — modalidade usada por pequenas empresas para antecipar pagamentos com intermediação de bancos.

A retomada do decreto representa uma vitória do governo na tentativa de fechar o rombo fiscal. A estimativa de arrecadação com as novas regras agora passa a ser R$ 11,5 bi neste ano e pouco mais de R$ 27 bi para 2026.

Bottom-line: A medida tem efeito retroativo. Quem fez remessas ao exterior enquanto a regra estava suspensa terá que pagar a diferença. A nova alíquota dobra o imposto para empresas, atingindo especialmente MEIs e pequenos negócios — que agora enfrentam um custo maior para operar.

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TECNOLOGIA

google paga US$ 2,4 bi em novo capítulo da disputa por talentos de AI

CEO do Google, Sundar Pichai | Imagem: Justin Sullivan | Getty Images

O Google, da Alphabet, acaba de assinar um acordo de US$ 2,4 bilhões para licenciar a tecnologia da startup de AI Windsurf e contratar seu CEO, Varun Mohan, além de outros engenheiros para integrar a divisão DeepMind.

O acordo se enquadra no modelo de acquihire: o Google não adquire participação acionária na Windsurf, mas obtém licença não exclusiva para a tecnologia e leva consigo talentos estratégicos.A negociação ocorre após o fracasso da tentativa de aquisição da Windsurf pela OpenAI, que teria oferecido US$ 3 bilhões, mas esbarrou na resistência da startup em ceder acesso à sua propriedade intelectual à Microsoft, maior investidora da OpenAI.

“Tá, mas por que isso importa?”

O movimento intensifica a guerra por cérebros no Vale do Silício.

Recentemente, a Meta pagou US$ 14 bilhões por 49% da Scale AI e vem oferecendo pacotes de até US$ 100 milhões para executivos da OpenAI, Apple e do próprio Google.

A nova corrida do ouro da tecnologia parece ser travada no campo da engenharia — e quem tiver o melhor time leva vantagem.

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