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Quanto mais dancinhas, maior o lucro

O TikTok já mais que provou sua relevância, e trouxe às pequenas empresas o desafio de produzir conteúdos para a plataforma e aproveitarem o sucesso do aplicativo.

Ciente do seu potencial, o TikTok fez uma parceria com o Vimeo — referência em conteúdo audiovisual —, para impulsionar empresas com anúncios em vídeo.

Do que se trata? Basicamente, as pequenas e médias empresas terão tudo que precisam para criar e editar anúncios em vídeo eficazes, com capacidade de envolver e atrair mais clientes.

Não é bobagem…

Nos testes, as empresas viram taxas de cliques até 50% mais altas em seus anúncios. Unindo as ferramentas do Vimeo com o alcance do TikTok, as marcas “cobaias” dobraram a frequência de vídeos postados durante o período.

Conteúdos bem produzidos vendem mais. Uma das mais clássicas estratégias do Airbnb para decolar foi a disponibilização de fotos profissionais nos anúncios do site.

Takeaway (é aqui que você fica mais inteligente): Com o Vimeo Create, as empresas publicam e vendem mais, o TikTok aumenta seu engajamento, assim como seu faturamento, e todos saem ganhando. Ganha-Ganha-Ganha

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Pé no acelerador: Xiaomi x Apple

A Xiaomi ultrapassou a maçã no mercado de smartphones pela primeira vez, pegando a segunda colocação no ranking das empresas que mais venderam celulares no segundo trimestre deste ano.

A empresa chinesa teve participação em 17% do setor, atrás dos 19% da Samsung, mas desbancando os 14% da Apple nos últimos três meses.

Além do trio, a Oppo e a chinesa Vivo fecham o TOP 5 com 10% cada. Todas tiveram um crescimento considerável no último ano, mas a Xiaomi chama ainda mais atenção. A empresa registrou um aumento de 83% nas vendas de aparelhos em comparação ao mesmo período de 2020.

Principais motivos: 1) a expansão da gigante chinesa para mercados como o leste europeu, África e América Latina — incluindo aqui — e, conectado a isso, 2) os preços mais acessíveis da empresa, que está mais voltada para um público de massa.

​Zoom out: Com o avanço da vacinação e a economia se reaquecendo, as remessas globais de smartphones aumentaram 12% no 2T. No entanto, o setor ainda segue lutando para suprir a demanda em meio à escassez global de componentes.

Mas a Xiaomi já tem o next step muito bem definido: pegar o primeiro lugar no ranking até o final do ano. Samsung, corre aqui!

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O mercado bilionário dos games

Duas notícias envolvendo o mercado de games deixaram o mercado bem atento. Antes de falar delas, é legal saber um pouco desse setor para entender o movimento.

Estima-se que o Brasil tenha 95 milhões de gamers. A expectativa é que a indústria mundial dos jogos atinja 300 bilhões de dólares ao final desse ano, o que é mais que as receitas dos setores de música e filmes somadas.

A Netflix no meio disso; a líder do streaming de filmes e séries planeja dar seu primeiro passo fora da sua zona de conforto no ano que vem: o mundo dos video games. A Netflix contratou o antigo executivo da Electronic Arts e do Facebook, Mike Verdu, para assumir o projeto.

Qual é a ideia? Além dos conteúdos para assistir, os usuários terão acesso a jogos na plataforma. Pense que, com mais de 200 milhões de assinantes, a empresa já entra no setor com uma audiência enorme. Bobos eles não são…

Aqui no Brasil, a notícia veio da Magalu; a grande varejista brasileira realizou, ontem, a maior aquisição da sua história, a compra da KaBuM!, pela bagatela de 3,5 bilhões de reais — sim, é isso mesmo.

A KaBuM! é a maior plataforma de e-commerce de tecnologia e games do país. Com a compra, a Magalu segue sua estratégia de atingir um público gamer e fã de tecnologia, depois da compra do canal Jovem Nerd e do Canaltech.

Em um ano e meio, a companhia adquiriu 21 negócios. “Seria a Magalu a nova Magalu?” — foi a irônica pergunta feita por muitos ontem.

O CEO da empresa acredita que a aquisição reforça a atuação dela em um dos mercados que mais crescem no mundo. Nos últimos 12 meses, a KaBuM! teve receita bruta de 3,4 bilhões de reais nos últimos 12 meses e lucrou R$ 312 milhões.

Por mais alheio que você seja a esse universo, é bom ficar de olho. Caso tenha um primo que adora passar horas jogando, conversar alguns minutos com ele abrirá ainda mais seus olhos.

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Um verdadeiro marco na história mundial

Ontem, dia 11 de julho de 2021, Sir Richard Branson trocou o almoço por uma uma viagem de ida e volta ao espaço no foguete de sua própria companhia aeroespacial, a Virgin Galactic; o que podemos chamar de primeira viagem comercial ao espaço.

A VSS Unity decolou do Novo México, nos EUA e, após ganhar altitude por cerca de 50 minutos, foi solta e acionou seu próprio motor até chegar ao espaço, onde ficou por 3 minutos, retornando, por volta de 12:40.

Bilionário astronauta. O empresário de 70 anos, fundador do Virgin Group — controlador de 400 empresas em vários campos — se tornou o primeiro astronauta comercial oficial do mundo e colocou seu nome em todos os futuros livros de história.

Qual a real importância? Certamente seus netos vão estudar isso. Muito mais que uma simples viagem, o feito simboliza um empoderamento da espécie humana e abre possibilidades. Não que voos assim nunca tivessem sido realizados antes, mas, agora, podemos vislumbrar a compra de idas e vindas ao espaço.

“É impossível expressar em palavras o que você sente quando olha para a Terra, é apenas uma beleza indescritível. Mal posso esperar para todos vocês chegarem lá.” — Richard Branson.

É só o começo… Comercialmente falando, e em termos de viagens também. Na semana que vem, Jeff Bezos fará uma viagem similar ao espaço na nave de sua empresa aeroespacial, a Blue Origin. Um mercado bilionário está se formando…

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Vou ali no espaço e já volto!

Foi mais ou menos assim que o bilionário Richard Branson anunciou que fará a primeira viagem espacial da Virgin Galatic neste domingo, alfinetando diretamente o seu concorrente na corrida ao espaço, Jeff Bezos.

Do nada? Quase isso. Já era sabido que a empresa de Branson estava arquitetando um vôo para fora do planeta, mas ninguém imaginava que eles fariam antes do fundador da Amazon.

Refrescando a memória… Dois meses atrás, Jeff Bezos anunciou que iria ao espaço no dia 20 de julho deste ano, junto com seu irmão e com um lunático que arrematou o último assento em leilão por US$ 28 milhões.

A relevância: It’s history we are talking about. Essa será a primeira viagem turística espacial do mundo e, certamente, você se familiariza com o nome Neil Armstrong por ter estudado sobre a “Corrida Espacial” dos Estados Unidos e da Rússia no colégio.

Não à toa, existem três bilionários disputando essa corrida com afinco. Além de Bezos e Branson, Elon Musk também está na jogada. Há que se dar um novo sentido para a vida depois de zerar o jogo da fortuna.

O dilema; os três voos anteriores da Unity, nave que será usada pela Virgin, atingiram altitudes altas o suficiente para os padrões de espaço sideral da NASA, mas não passaram do limite da linha Kármán, que é outro parâmetro famoso para mensurar se alguém chegou ao espaço.

Um critério considera a linha de 80km acima da superfície da Terra como suficiente, enquanto o outro estipula que sejam necessários 100km.

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Depois de aquecer audiência, Nubank lança novo cartão

Seguiram o script certinho — e talvez tenham copiado um pouco a Apple. Depois de uma série de notícias para movimentar o mercado, incluindo Warren Buffet de investidor e Anitta de conselheira, o Nubank finalmente anunciou a “grande novidade” do banco.

Nubank Ultravioleta. Um cartão feito de metal que fornece cashback instantâneo de 1% em todas as compras, além de vários benefícios como acesso a salas vips e wi-fi gratuito em aeroportos.

Convenhamos que Ultravioleta é só um jeito mais cool e Nu de dizer Black, risos. Porém os detalhes do novo cartão não é o foco desta matéria, vamos à estratégia;

O novo produto tem uma mensalidade de R$ 49,00, mas há duas maneiras de se isentar do pagamento

Ter 150 mil reais guardados ou investidos no banco — NuConta ou Easynvest;

Gasto médio dos últimos três meses com o roxinho superior a R$ 5 mil.

What they want?

Clientes pagantes. O Nubank tem mais 40 milhões de usuários, mas fechou o primeiro semestre do ano com um prejuízo de R$139 milhões. Se 1% da base atual contratar o Ultravioleta — algo não muito difícil e até factível — estaremos falando de aproximadamente 230 milhões de reais a mais em receita anual recorrente.

Por que isso é relevante — e não só para o Nubank?

Talvez seja a maior mudança no mercado de bancos digitais brasileiro já visto. Pense que, até ontem, a maioria das instituições eram basicamente reféns das contas gratuitas — basta ver o exemplo das três maiores contas digitais do país.

O movimento do Nubank abre espaço para que outros players criem produtos e formas de monetização, além de agregar valor para um mercado que era questionado por muitos investidores, especialistas e pelos próprios bancões.

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China proíbe downloads do Didi, dias após um dos maiores IPOs da história

Menos de uma semana depois de arrecadar US$ 4,4 bilhões em WallStreet, com um dos maiores IPO’s de empresas da China na história, o aplicativo Didi — espécie de Uber de lá — acaba de ser banido em todo o país pelas autoridades chinesas.

Segundo os órgãos reguladores da China, o aplicativo de corridas violou as políticas de privacidade, coletou e utilizou dados ilegalmente, especialmente informações pessoais de seus usuários.

A proibição da Didi segue as sanções já promovidas contra Alibaba e Tencent, outras duas gigantes chinesas, no primeiro semestre desse ano.

Qual a relevância? Além de demonstrar a ‘sutileza’ — sim, há ironia aqui — do governo chinês ao lidar com questões de privacidade e antitruste, a medida também é um sinal claro do controle do Partido Comunista da China em relação às empresas do país.

Algo bem diferente do que se vê aqui no ocidente, especialmente com as BIG TECHs nos Estados Unidos e Europa, e que pode influenciar — e até frear — a forma como negócios são realizados com empresas chinesas daqui pra frente.

Mas, e agora, o que acontece? Na prática, quem já tem o app instalado poderá continuar usando, mas ninguém mais consegue fazer o download dele no momento. Ao menos, até que a empresa faça os ajustes para cumprir a lei e os regulamentos.

Em números… O Didi já é considerado o segundo maior aplicativo em termos de valor de mercado, sendo avaliado em US$ 86 bilhões — apenas 6 bilhões a menos que a Uber —, mas 90% da sua receita é originada na China.

Sua base de usuários ativos é de aproximadamente 500 milhões, com 15 milhões de motoristas e cerca de 41 milhões de transações diárias.

A empresa está 15 países, incluindo o Brasil, já que adquiriram 100% da operação da 99 há três anos. Vamos ver como os investidores reagem em NYC hoje…

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Um arco, uma flecha e um IPO, por favor!

Ontem, a Robinhood, corretora americana que ajudou a popularizar a negociação de ações nos últimos anos, entrou com o pedido para abrir seu capital na Nasdaq, bolsa de NY.

A empresa pretende destinar até 35% das ações negociadas para investidores de varejo, por meio, inclusive, de sua própria plataforma.

Uma pandemia movimentada. Desde o ano passado, ela teve um crescimento significativo, mas também esteve envolvida em várias polêmicas…

Além do caso GameStop, em que a empresa teve que colocar US$ 1,4 bilhão em um fundo de emergência, nesta semana, ela recebeu uma multa de US$ 70 milhões por falhas sistêmicas e fornecimento de informações falsas e enganosas.

Era só o que faltava pra quem já é conhecido por alimentar as ‘ações memes’ no mercado. Pra se ter uma ideia, a receita do 2T derivada da criptomoeda meme Dogecoin representou 6% da receita total da corretora no período.

Mas calma; os relatórios apresentados também trazem números positivos. A empresa apontou que expandiu sua base de usuários ativos em cerca de 151% — chegando a 18 milhões — e que tem US$ 81 bilhões em ativos sob custódia, o que representa um belo crescimento comparado aos US$ 19 bilhões reportados há um ano.

Falando nisso… A Didi — Uber chinesa — fez seu IPO nesta semana e fechou seu primeiro dia na bolsa com alta de 1%, valendo US$ 68 bilhões. Foi abaixo dos US$ 100 bi que alguns tinham previsto, mas, ainda assim, ficou entre os maiores IPOs dos EUA nos últimos anos

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Masayoshi Son; talvez seja interessante você guardar esse nome

Bilionário japonês, que é fundador e CEO do SoftBank, que detém parcelas relevantes em empresas que você conhece bem: Uber, ByteDance — do TikTok — Slack, WeWork e até o Banco Inter, aqui no Brasil.

Seu primeiro grande investimento aconteceu em 2000, quando depositou US$ 20 milhões para Jack Ma acelerar o Alibaba, que na época tinha só um ano de vida.

O retorno? Infinito ou próximo disso. A fatia comprada da empresa chinesa pelo SoftBank lá atrás é avaliada em mais de US$ 100 bilhões de dólares hoje, mas isso não é o mais importante.

O que você precisa saber? Na verdade, só precisa colocar atenção. Atenção em um termo citado por ele durante uma reunião com seus acionistas essa semana, porque é bem provável que você ouça falar bastante sobre isso nos próximos anos.

A Revolução da Informação: Segundo ele, na Revolução Industrial, a força de trabalho foi substituída por máquinas e, agora, com a Revolução da Informação, as máquinas serão substituídas pela Inteligência Artificial.

Son disse que ele quer ser como Rothschild foi no século XIX e financiar a nova revolução, já que provedores de capital são tão importantes quanto inventores, na concepção dele.

+200 empresas de TECH. É esse o volume de negociações já realizadas pelo Softbank, que, só nos útlimos 2 anos, investiu aproximadamente US$ 85 bilhões em startups.

Por que isso é relevante? Pelo simples fato de que muitas coisas no mundo acabam seguindo o caminho do dinheiro, coisa que não falta para o SoftBank… Logo, olhar as empresas investidas pelo grupo pode ser útil para “prever” o futuro.

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Segredo revelado, oficialmente…

Talvez um dos maiores mistérios da atualidade seja a lógica por trás dos algoritmos do Instagram. Ontem, pela primeira vez, o CEO da plataforma se manifestou publicamente, explicando quase tudo sobre o tema ou, ao menos, tudo que podemos saber até o momento.

Qual a relevância disso? Se você só consome conteúdo, é como ler a tabela nutricional de um alimento. Se você produz conteúdo ou usa profissionalmente, é como saber as regras do jogo que você está jogando.

Sobre o que ele falou?

Basicamente, ele esclareceu perguntas como (1) Qual o critério para o Instagram decidir o que aparece primeiro para você?; (2) Por que algumas postagens têm mais visualizações do que outras? (3) Como se dá a ordem dos posts?

Seus posts aparecem de acordo com uma previsão que a plataforma faz do que é mais provável que você tenha interesse de ver, baseando-se em 5 critérios principais, nessa ordem:

1) Tempo gasto vendo a postagem;
2) Clicar em curtir;
3) Comentar;
4) Salvar;
5) Ir até o perfil que postou.


De acordo com cada um desses elementos, o Instagram gera uma pontuação, criando um ranking com os posts que estão disponíveis e você ainda não viu.

A palavra chave é engajamento. Tudo que o Instagram quer — e isso ficou muito claro — é te mostrar com bastante precisão aquilo que você realmente quer ver, deixando de lado aquilo que ele já sabe, pelo seu score, que não chamará tanto a sua atenção — medida pelos critérios 1 a 5.

No ‘Explorar’, a lógica é diferente. Aqui, eles cruzam os conteúdos de quem curte os mesmos conteúdos que você.

Resumindo… Tudo isso acaba fazendo com que você passe mais tempo na ferramenta. Basta comparar quantas horas você gasta hoje e o que você gastava há dois anos. É bem provável que você tenha aumentado seu tempo.

O que poucos enxergam? Dar mais transparência ao funcionamento do algorítimo pode ser um diferencial competitivo frente ao rival TikTok, que é questionado pela integridade de suas recomendações. De bobo, só tem a gente mesmo…

Por último, o que faltou? A pergunta do milhão, que gera briga entre casais e curiosidade infinita… A lógica da ordem de quem viu seu story, especialmente a primeira pessoa. risos.

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