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Alimentos ficam mais caros — e menos nutritivos

Imagem: Valor Econômico

Lembra da “reduflação”, quando as marcas reduziam o tamanho de uma bolacha ou barrinha de cereal, por exemplo? Bom, ela ficou no passado.

Agora, a nova moda é a “alteraflação”, que nada mais é do que as empresas mudando a fórmula de produtos como biscoitos, chocolates e laticínios para reduzir custos e proteger margens.

Um exemplo clássico é o leite condensado. Em alguns rótulos, o nome já não é mais esse — virou “mistura láctea condensada”, resultado da substituição de parte do leite por vegetais e gorduras. O preço na etiqueta, porém, segue igual.

Ainda há outros, como o iogurte sem creme ou o biscoito sem cacau. O aumento global no preço de matérias-primas é utilizado como justificativa pelas empresas, embora, na prática, os preços ainda tenham aumentado.

No 1º semestre de 2025, iogurtes e bebidas lácteas subiram 4,2%, em comparação com a inflação geral de quase 3% pelo IPCA. Nos biscoitos, a alta foi ainda maior: 5,35%.

Ou seja, nem mesmo a “economia” feita pelas empresas ao trocar insumos se traduziu em alívio no bolso. No fim das contas, você está pagando mais por um produto com menor valor nutricional.

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Wall Street: calculadoras, planilhas e… remédios

Os lobos banqueiros de Wall Street já definiram o que não pode faltar no dia-a-dia: planilhas, calculadoras, gráficos e uma receita de Adderall.

Isso porque, para acompanhar as 100 horas de trabalho por semana , Wall Street está recorrendo a “pílulas mágicas”, que aumentam o desempenho e o foco durante a jornada, como o Venvanse e o Adderall.

💊 “ Aderall? “O medicamento é comumente prescrito para TDAH, mas vem se tornando um queridinho dos banqueiros que precisam de um aditivo para trabalhar por longas horas. O remédio é classificado como uma droga da Tabela 2, e pode ser comparado à cocaína.

Só que essas pílulas não aumentam apenas a produtividade no trabalho, mas também os problemas cardíacos de quem abusa do seu uso. Pelo jeito, os banqueiros estão com os BPMs de alguém que correu uma maratona, só que depois de terminar uma planilha.

O número de pessoas que procuram remédios para aumentar o desempenho está crescendo da mesma forma que os problemas causados ​​por eles. Para você ter uma ideia, as prescrições de medicamentos para TDAH aumentaram 26% em 10 anos nos EUA.

Esse número se torna ainda mais preocupante quando analisamos as consequências do uso desses remédios. Pessoas que tomam Adderall e outros estimulantes têm 60% mais chance de desenvolver psicose ou mania.

E para completar, Wall Street também tem outro vínculo, que até viralizou no Tik Tok: o Zyn , que é basicamente uma bolsinha de nicotina . A Swedish Match, fabricante do produto, confirmou o envio de 385 milhões de caixas para os EUA somente em 2023.

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Correr abaixo de 5’ é mais efetivo que descer combo na balada

Imagem: CNBC

Foi-se o tempo em que se exercitar era somente saúde. Fazer atividades físicas está se tornando cada vez mais um tipo de “evento social” — ou até mesmo um substituto daquele programa de amigos.

Globalmente, uma pesquisa mostrou que 59% das pessoas prefere conhecer alguém em grupos de atividade física do que na balada. No Brasil, esse número é ainda maior, subindo para 66%.

Além disso, baseado no comportamento de mais de 130 milhões de usuários, 1 a cada 5 pessoas da Geração Z relatou ter ido em algum date com pessoas que conheceram durante sua rotina de treinos.

  • No Brasil, a participação em clubes de corrida cresceu 109%, o dobro da média mundial que ficou em 59%. É o fenômeno descrito como “Run Club is the New Nightclub”.

À medida que as redes sociais tomam mais horas da nossa vida e a consciência sobre longevidade sobe, praticar esportes parece deixar de ser um extra e passa a ser parte da rotina, mesmo que por apenas 20 minutos — como foi o caso de 20% de todos os treinos registrados.

A indústria wellness é surpreendente

De creatina a banheiras de gelo, o mercado global de bem-estar deve ultrapassar a casa dos US$ 2 trilhões no ano que vemOs Estados Unidos representam quase 25% do total, crescendo de 5 a 10 por cento ao ano.

82% dos consumidores já consideram o bem-estar uma prioridade máxima — ou importante em suas vidas cotidianas. A tendência dos gastos também é maior entre os mais novos:

Curiosidade: A distância média semanal dos corredores brasileiros variou entre gerações. Boomers correram 13km, enquanto os mais novos correram 7km a menos. Na bicicleta, o padrão foi o mesmo, com os mais velhos pedalando mais que o dobro da Gen Z (52 km x 25 km).

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O fardo invisível: Mulheres e o custo do cuidado

Imagem: site Terra

Em um mundo onde as mulheres ainda são as principais responsáveis pelo cuidado doméstico e familiar, uma pergunta se impõe: elas cuidam mais da saúde porque são mais responsáveis ou porque não podem “se dar o luxo” de ficarem doentes? A resposta é complexa e revela uma realidade desigualitária que afeta milhões de mulheres.

De acordo com especialistas, as mulheres são ensinadas desde cedo a suportar a dor e a priorizar o bem-estar dos outros em detrimento do próprio. Isso se reflete em uma série de estatísticas alarmantes, como o índice de divórcio 6% maior quando a mulher fica doente, enquanto o percentual não se altera quando o marido adoece.

“Mulheres aguentam mais a dor, ou só não podem adoecer porque sustentam uma estrutura construída sob o abuso da sua mão de obra?”, questiona uma especialista. “Elas não podem parar, pois não há um suporte confiável para assumir as responsabilidades domésticas e familiares.”

Essa realidade é reforçada pela socialização que vê o cuidado como algo feminino e uma ameaça à masculinidade. Os homens, por sua vez, são menos propensos a se preocupar com a própria saúde, sabendo que haverá alguém para cuidar deles.

O caso da cantora Preta Gil, que enfrentou um divórcio enquanto lutava contra um câncer, é um exemplo gritante dessa dinâmica.

Ele simplesmente falou: ‘Tá bom, eu não vou para o show, mas também não vou ficar aqui’. Me deixou sendo cuidada por outras mulheres, outras pessoas.

Preta Gil

É hora de questionar esse sistema que busca adoecer as mulheres enquanto dificulta sua busca por bem-estar. É hora de reconhecer o fardo invisível que as mulheres carregam e trabalhar para uma sociedade mais justa e igualitária.

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Geladeiras das clínicas de fertilização estão cada vez mais cheias no país

Imagem: Annelise Capossela

Uma população que encheria algumas cidades inteiras do nosso país foi guardada dentro de estufas de clínicas de reprodução no ano passado em forma de óvulos e embriões congelados.

Vamos aos números: Entre 2020 e 2023, o congelamento de óvulos quase dobrou, subindo 96,5%. Foram armazenados mais de 780 mil óvulos e embriões durante esse período — um recorde para o Brasil.

  • Aos que não se lembram das aulas de biologia, o óvulo é a metade do necessário para formar uma vida, enquanto o embrião é o início do desenvolvimento de um bebê, quando o óvulo já foi fecundado.

O que está por trás da notícia? A fertilização em laboratório existe no Brasil há 40 anos, e conforme a tecnologia está avançando e os procedimentos ficando mais baratos, mais casais estão escolhendo esperar.

Mulheres entre 30 e 35 anos são as que mais congelam óvulos. O método tem se tornado comum para pessoas que estão planejando a vida ou não têm certeza se querem passar ou não por uma gravidez.

Óvulos congelados, mercado aquecido: Os métodos de reprodução humana no Brasil movimentam R$ 2,7 bilhões por ano. O procedimento — que custa aproximadamente R$ 10 mil — tem crescido 5% em volume anualmente.

Hoje são 180 clínicas de reprodução assistida no país, sendo 11 delas públicas para mulheres com câncer. Em média, as taxas de sucesso de uma fertilização in vitro giram em torno dos 40%.

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O jeito de viajar mudou depois da pandemia

Arrume suas malas and let’s go! O número de brasileiros que querem viajar cresceu 10% em relação aos níveis pré-pandemia — e o perfil das viagens também tem mudado.

Entre os novos viajantes, a maioria faz parte da geração Z — nascidos entre 1990 e 2010. Já os baby boomers, a turma dos anos 60 e 70, representam 7% dos interessados. Todo mundo tá a fim de férias!

Outro recorte interessante é o de classe. Quatro em cada cinco dos futuros turistas são das classes C, D e E, apesar de representarem só cerca de 40% dos viajantes recorrentes.

O perfil dos roteiros: Os brasileiros têm preferido viagens mais curtas; com percursos terrestres — aluguel de carro, ônibus; com hospedagens mais aconchegantes.

É… Aquela “velha” premissa de que a Gen Z e os millenials valorizam mais experiências do que bens de consumo parece se confirmar nesse caso também. Essas duas faixas viajam gastando cerca de 1/3 a menos que os boomers.

Zoom Out: Pela 1ª vez, as buscas por passagens aéreas estão chegando nos mesmos patamares que antes da pandemia. Para conseguir voar, cerca de 11% dos novos viajantes utilizam programas de milhas.

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Mulheres CEOs X Bornout

A representação de mulheres ocupando o cargo executivo máximo nas empresas feita pela Fortune 500 superou a marca de 10% em 2023, chegando ao maior patamar da história.

Fortune 500 é um ranking anual das 500 maiores empresas do mundo feito pela tradicional revista americana de negócios, Fortune, há quase 70 anos.

A grande questão: Essa alta significativa recente parece estar em risco em meio a uma tendência de crescimento nos casos de burnout em mulheres de nível sênior.

Desde a pandemia, mulheres líderes deixaram as empresas no ritmo mais alto em anos, e o principais motivos das saídas foram (i) pouco reconhecimento e (ii) estar sobrecarregada de trabalho.

Pra ter uma ideia, algumas empresas — incluindo gigantes como Amazon e Goldman Sachs — estão tentando reverter esse êxodo de executivas com programas de retorno, para tornar os empregos mais atraentes para quem deixou o trabalho.

Zoom Out: A alta do burnout no trabalho é geral, mas impacta ainda mais as mulheres. Em uma pesquisa feita com 10.000 trabalhadores de escritório em tempo integral de diferentes países, 46% das mulheres relataram esgotamento no trabalho, ante 37% dos homens.

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Sustentabilidade: Paris adota medidas que incentivam meios de transportes menos agressivos

Por mais veloz que o carro de um parisiense milionário seja, ele nunca vai conseguir pisar no acelerador para chamar atenção das garotas nos bistrôs.

Paris impôs um limite de 30km/h para carros na cidade, buscando promover meios mais limpos e alternativos de transporte, além de desincentivar o uso de automóveis.

A grosso modo, a prefeita quer que as pessoas saiam de trás dos volantes e passem a caminhar, pedalar ou usar o transporte público sempre que possível.

Hoje, o limite de 30km/h se aplica a cerca de 60% da área central de Paris, mas agora cobrirá toda a cidade — com exceção para algumas vias, como a Champs-Élysée.

A medida é ousada, mas tem o apoio da grande maioria dos moradores. Segundo as autoridades, 59% dos parisienses aprovam o novo limite de velocidade.

Além do limite, há outra novidade…

Você já deixou de ir de carro para algum lugar porque sabia que seria difícil achar uma vaga? Nessa linha, Paris também vai remover 60 mil das 140 mil vagas disponíveis na cidade, usando o espaço para ampliar ciclovias. Paris a pé não é uma má ideia… risos.

Zoom Out: A capital francesa pode ser a primeira de muitas cidades que irão aderir medidas similares nos próximos anos, já que, em julho, a União Europeia se comprometeu a reduzir emissões de carbono em 55% até 2030. Tendência em grandes centros?

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Obrigar ou não obrigar a vacinação ?

O novo dilema do mundo corporativo; essa é a questão que muitas empresas de tecnologia estão enfrentando no momento, aumentando o dilema do retorno à vida normal pós COVID-19.

Enquanto algumas companhias querem exigir a vacina de seus colaboradores, outras estão relutantes na exigência e postergando o retorno presencial.

O que está acontecendo? Ontem, a Amazon disse que seus funcionários não poderão voltar para o escritório, pelo menos, até o dia 03 de Janeiro de 2022, sendo que o retorno oficial estava previsto para o próximo mês, no dia 07.

A decisão de uma das maiores empregadoras do mundo (+1,2M de funcionários) faz um grande contraponto em relação a outras gigantes do mercado, criando um verdadeiro impasse no contexto corporativo do país e do mundo.

Isso porque, na semana passada, Google, Facebook e Microsoft disseram que seus funcionários devem ser vacinados para voltarem ao Campus. A Netflix também foi na mesma onda e aderiu a exigência ontem.

Trazendo para um contexto mais próximo, aqui no Brasil, a Justiça do Trabalho já vem entendendo que a recusa em tomar vacina por parte do empregado pode ser motivo de demissão por justa causa. O precedente foi criado pelo Tribunal Regional do Trabalho de SP.

Por que tudo isso é relevante? Mais do que a discussão filosófica da liberdade de querer se vacinar ou não, é o que isso provoca no mercado: rotatividade.

Espere um aumento de demissões, e também que contratantes utilizem seus posicionamentos como atrativos para funcionários insatisfeitos

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Collab de vacinação; Biden and Olivia Rodrigo

O presidente americano tinha uma meta clara de vacinar 70% de sua população até o dia 04 deste mês, mas não conseguiu cumprir com o objetivo, e boa parte disso se deve aos jovens norte-americanos.

Querendo resolver isso, o POTUS (President Of The United States) resolveu fazer um convite especial para uma visita à Casa Branca. Estrategicamente, chamou a popstar Olivia Rodrigo para tomar um café em Washington DC ontem à tarde. Teve post no Instagram.

Olivia who? Rodrigo. Talvez a maior popstar do mundo. A artista, nascida em 2003, quebrou o recorde do Spotify de maior número de reproduções em um dia, chegando a 17 milhões de streams em 12 de janeiro.

O cenário por lá; desde o início da vacinação, há exatos 7 meses, o país já aplicou mais de 334 milhões de doses, tendo imunizado totalmente mais de 159 milhões de pessoas — 48,1% da população total. A população de 18 a 29 anos é a que menos se engajou na campanha. Apenas 38% das pessoas dessa faixa de idade receberam uma dose da vacina. Uma diferença bem grande para os 67% dos americanos em geral, que já tomaram, ao menos, uma injeção.

Olhando o todo; a meta é conseguir mobilizar tantos jovens quanto Macron conseguiu na França, depois que exigiu prova de vacinação para ir a bares. Foram quase 2 milhões de jovens franceses correndo para se imunizar.

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