O novo dilema do mundo corporativo; essa é a questão que muitas empresas de tecnologia estão enfrentando no momento, aumentando o dilema do retorno à vida normal pós COVID-19.
Enquanto algumas companhias querem exigir a vacina de seus colaboradores, outras estão relutantes na exigência e postergando o retorno presencial.
O que está acontecendo? Ontem, a Amazon disse que seus funcionários não poderão voltar para o escritório, pelo menos, até o dia 03 de Janeiro de 2022, sendo que o retorno oficial estava previsto para o próximo mês, no dia 07.
A decisão de uma das maiores empregadoras do mundo (+1,2M de funcionários) faz um grande contraponto em relação a outras gigantes do mercado, criando um verdadeiro impasse no contexto corporativo do país e do mundo.
Isso porque, na semana passada, Google, Facebook e Microsoft disseram que seus funcionários devem ser vacinados para voltarem ao Campus. A Netflix também foi na mesma onda e aderiu a exigência ontem.
Trazendo para um contexto mais próximo, aqui no Brasil, a Justiça do Trabalho já vem entendendo que a recusa em tomar vacina por parte do empregado pode ser motivo de demissão por justa causa. O precedente foi criado pelo Tribunal Regional do Trabalho de SP.
Por que tudo isso é relevante? Mais do que a discussão filosófica da liberdade de querer se vacinar ou não, é o que isso provoca no mercado: rotatividade.
Espere um aumento de demissões, e também que contratantes utilizem seus posicionamentos como atrativos para funcionários insatisfeitos