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Selic a 7,7% ao ano. O que isso significa?

Ontem, o Comitê de Política Monetária elevou a Selic — os juros básicos da economia — em 1,5 ponto percentual, levando a taxa a 7,75%. Vamos por partes…

Como a taxa de juros interfere na sua vida? O custo para pegar um empréstimo, por exemplo, aumenta, dificultando o acesso ao crédito. Com isso, a tendência é que empresários reduzam seus investimentos, já que as oportunidades ficam mais caras.

Na mesma linha, com o aumento, investimentos de renda fixa se mostram mais atraentes, e a Bolsa pode acabar perdendo parte da atenção.

Outro ponto é que, com uma taxa de juros elevada, o investidor estrangeiro pode emprestar dinheiro para o governo e ter uma rentabilidade acima da média de outros países — o que traria dólar para o Brasil, possivelmente valorizando o real.

Por que ela subiu? A reação se deu por causa dos riscos fiscais, que têm tomado conta do país — envolvendo o Auxílio Brasil, o teto de gastos e a PEC dos Precatórios —, e também por causa do avanço da inflação.

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Abaixo do esperado, porém positivo

Empregos. No mês de setembro, o Brasil teve 313.902 vagas de trabalho criadas. Apesar do número ter vindo menor do que o mercado esperava — a desaceleração em relação a agosto foi de 13,7% —, há um panorama positivo.

Qual? Segundo economistas, em alguns setores, o número dos empregos criados já supera as vagas perdidas na pandemia, mostrando um ciclo de recuperação.

Os segmentos de mais destaque são a construção civil, a agricultura e o comércio.

Olhando para frente… A meta é que a taxa do desemprego, hoje em torno de 14%, volte ao patamar abaixo de 10%. Para isso acontecer, é preciso ter uma recuperação econômica no próximo ano, algo colocado em dúvida por conta da questão fiscal.

E a Bolsa? A trégua foi rápida. Depois de ter subido no dia anterior, o Ibovespa voltou a cair nessa terça-feira. A queda foi de 2,11%, levando o índice ao segundo pior patamar do ano em um dia de recordes positivos na bolsa norte-americana.

Os motivos: Os temores por aqui estão ligados à inflação e aos juros mais altos, com o avanço do IPCA-15 e as expectativas para a reunião do Copom.

E o dólar? A moeda americana fechou o dia em alta de 0,32%, a R$ 5,57.

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E a privatização da Petrobrás?

“Isso entrou no radar”. Ontem, as ações da Petrobras subiram forte — quase 7% — após a notícia de um avanço nos estudos sobre desestatização da companhia.

Qual é o plano? Por enquanto, basicamente analisar a elaboração de um projeto de lei que permita à União começar a se desfazer das ações da companhia.

Apesar da provável perda de controle, o governo seguiria com a “golden share”, que permitira certos vetos e o poder de apontar o CEO da empresa.

Na prática, a Petrobras seria transformada numa “corporation”, com capital pulverizado, como o que está sendo pretendido para a Eletrobras.

E por falar em Petrobras…

Adivinhem a novidade. Acertaram, nova alta. Ontem, a estatal reajustou mais uma vez preços da gasolina e do diesel — +7,04% para a gasolina e +9,15% para o diesel.

Os preços já vigoram a partir de hoje, e a explicação dada para o ajuste foi o aumento de preços no mercado internacional, além da alta do dólar.

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A semana que se inicia será agitada

Depois de uma semana em que o Ibovespa se desvalorizou 7,28%, o que o mercado mais queria era um pouco de paz… Os próximos dias, no entanto, não serão de calmaria.

Acontecerá, na terça e na quarta-feira, a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central — os economistas esperam alta de juros.

Amanhã também serão divulgados os dados do mercado de trabalho, com expectativas por números positivos na criação de emprego.

No exterior, as versões preliminares do PIB do terceiro trimestre dos Estados Unidos serão divulgadas na quinta.

No campo político-econômico, o foco permanece na PEC dos Precatórios e na votação do relatório final da CPI, que pode acontecer durante esta semana.

Enquanto isso, no radar corporativo, empresas bem importantes — como Vale e Petrobras — divulgarão seus balanços, bastante esperados pelos analistas.

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O clima continuou de apreensão, mas o dia foi de alta

O Ministro da Cidadania, ontem, comunicou informações sobre o Auxílio Brasil — o novo Bolsa Família.

O que você precisa saber:

O benefício não será de menos de R$ 400;
O pagamento vai começar já no próximo mês, em novembro;
A origem do dinheiro não foi explicada, mas…
Ainda ontem, Paulo Guedes, ministro da Economia, afirmou que o governo avalia como o valor vai ser pago, com duas opções: i) uma “licença” para um gasto de cerca de R$ 30 bilhões ou ii) uma mudança na regra constitucional.

Com isso, o Ibovespa — que fechou com leve alta de 0.10%, aos 110.786 pontos — passou por um “stress futuro”. O índice com vencimento para dezembro fechou em queda de 1,8%, sinalizando que hoje o dia pode ser conturbado… Aguardar.

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Os investidores não gostaram, e Brasília voltou atrás

Ontem, a Bolsa brasileira repercutiu, ao longo do dia, as informações de que o Auxílio Brasil — substituto do Bolsa Família — seria de R$ 400 por mês.

Por que não gostaram? Para pagar esse valor, o governo estaria disposto a estourar o teto público de gastos, o que complicaria a situação fiscal do país.

Por isso, o índice operou em queda ao longo do dia, ao contrário do exterior. Menos de 30 minutos antes do anúncio oficial sobre o Auxílio, no entanto…

O Ministério da Cidadania cancelou a comunicação, o que fez o Ibovespa subir um pouco, mas fechou o dia com queda de 3.28%, aos 110.673 pontos.

Para os analistas, esse cancelamento só adiou as incertezas. E não foi o único, pois a votação da PEC dos precatórios, também prevista para ontem, foi agendada para hoje.

Enquanto o Ibovespa caiu… o dólar disparou. A moeda fechou em sua maior cotação desde abril — cotada a R$ 5,59.

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Tem aquela paixão platônica e tem também aquela quedinha!

Ontem, foi assim. O Ibovespa fechou o dia em uma quedinha de 0,19%, aos 114.428 pontos.

O principal motivo para a (quase) estabilidade foi o equilíbrio entre o PIB mais fraco que o esperado na China e os balanços positivos nos EUA.

Para os analistas, o Ibovespa está mesmo no meio de um cabo de guerra. Resultados positivos de um lado e negativos do outro têm causado essa volatilidade. O dólar, por outro lado, teve personalidade forte e subiu 1,21%, cotado a R$ 5,52.

Os destaques corporativos:

GetNet: A empresa inaugurou na Bolsa ontem e disparou entre 63,5% (units) e 142,73% (ativos ordinários). Ainda que a companhia seja mais ágil que a Cielo, está ligada ao Santander — nem tão banco, nem tão tech.

Lojas Americanas: As ações das varejistas dispararam quase 28% ontem, em razão do comunicado de uma reorganização societária — para fundir as operações com a Americanas —, que deve levar as ações para o exterior.

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Tinha tudo para ser um dia de alta, mas…

O Ibovespa acabou fechando em queda de 0,24% nessa quinta-feira, aos 113.185 pontos. Um ponto curioso é que o Brasil tem ido na contramão do exterior nos últimos dias. Queda aqui, alta lá. Queda lá, alta aqui.

Por que estamos sendo “do contra”? Ao que parece, há duas possíveis explicações:

Com notícias positivas no exterior — os balanços do trimestre —, a tendência é que os investidores façam suas compras lá, tirando o foco daqui.


A segunda é o vencimento de opções — contratos onde se negocia o direito de comprar ou vender ações por um preço fixado — amanhã. Nos dias anteriores, é comum haver mais volatilidade.


Depois da montanha-russa de ontem, espera-se que a próxima semana seja mais calma. O dólar, que vocês sempre gostam de saber, subiu 0,13%, a R$ 5,51.

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Investidores voltaram animados do feriado

A (segunda) segunda-feira da semana começou com o pé direito. Diferente do exterior, o Ibovespa fechou com alta de 1,14% ontem, aos 113.455 pontos.

Os motivos para o bom humor: os investidores repercutiram o último dado de inflação dos Estados Unidos e a ata do Fomc.

“Ok, mas o que eles disseram?” Basicamente, que o processo de retirada de estímulos à economia dos Estados Unidos pode começar nos próximos meses. Isso significa que a roda econômica deve começar a girar “sozinha”, pensando em combater a inflação.

Por falar na terra do tio Sam… O dólar teve um dia de altos e baixos. A moeda chegou a ser negociada no maior patamar em seis meses, mas caiu com a intervenção do Banco Central no mercado de câmbio e fechou com queda de 0,51%, a R$ 5,508.

Os destaques da Bolsa;

Os investidores aproveitaram as quedas recentes das empresas ligadas à tecnologia e ao varejo para irem às compras, fazendo-as subirem nessa quarta-feira — caso de Banco Pan e Inter.

Enquanto isso, Vale e PetroRio registraram queda após uma forte valorização e a baixa do minério, respectivamente.

Last but not least… Ainda no cenário econômico, a pandemia fez o número de ações trabalhistas no Brasil disparar. Só no primeiro semestre, foram contabilizadas mais de 800 mil reclamações.

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A Coinbase vai lançar um marketplace de NFTs

Eles estão de volta às manchetes. Os NFTs, tokens não-fungíveis, são criptoativos colecionáveis exclusivos. Basicamente, você pode comprar qualquer coisa que esteja na internet — até um tweet ou um meme.

A Coinbase, plataforma onde se vende e compra moedas digitais, como o Bitcoin, agora, lançará o Coinbase NFT.

Como vai funcionar? Os usuários poderão comprar e vender NFTs na plataforma, que já é conhecida entre os investidores do meio.

Será um desafio vencer a concorrência… Além da Binance e da FTX, que já têm seus marketplaces no mesmo modelo, a OpenSea toma 97% desse mercado. Para se ter uma ideia, foram US$ 2,8 bilhões transacionados só em setembro.

Tha takeaway: Muitos veem os NFTs como uma bolha altamente suscetível a golpes, mas há quem enxergue grande potencial. O próprio Zuckerberg, inclusive, já disse que os tokens podem ser importantes no metaverso que ele pretende construir.

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