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Exatamente como era esperado

O Banco Central dos Estados Unidos aumentou as taxas de juros do país, ontem, para uma faixa de 2,25% a 2,5%, configurando uma alta de 0,75 ponto percentual.

Mantendo o ritmo da última reunião, acontecida em junho, o Fed repetiu a maior taxa de aumento desde 1994.
E disse mais. No comunicado depois da reunião, o Comitê Federal indicou que deve continuar elevando os juros nos próximos encontros — em uma tentativa de diminuir a inflação, que segue pressionada.

Como funciona? A inflação é um aumento generalizado de preços na economia, reflexo do desequilíbrio entre oferta e demanda. Ao aumentar os juros, a ideia é frear a demanda, diminuindo, com isso, os preços.

O anúncio animou todo mundo no mercado; a quarta-feira foi de festa nos mercados financeiros brasileiro e norte-americano. O Ibovespa fechou em alta de 1,67%, aos 101.437 pontos, com o S&P 500 subindo 2,62% e a Nasdaq pulando 4,06%.

Aproveitando o bom humor do mercado, as criptos também foram bem. O Ethereum disparou 16,66% e o Bitcoin subiu em mais de 10%, voltando ao patamar de US$ 23 mil.

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ECONOMIA MERCADO FINANCEIRO

Gasolina mais barata

Foi anunciada, ontem, uma novidade que vai aliviar quem não aguenta mais ir ao posto e sentir que está pagando a diária de um hotel cinco estrelas. A Petrobras reduziu o preço da gasolina em R$ 0,20 por litro nas refinarias.

Esse reajuste começa a valer a partir de hoje e foi a primeira redução da empresa desde dezembro do ano passado.

O que permitiu a diminuição? A justificativa foi parecida para os aumentos que vieram antes dessa queda. Segundo a empresa, o barateamento acompanhou a evolução dos preços internacionais, que se estabilizaram em um nível mais baixo.

Enquanto isso, o Ibovespa…

Subiu e subiu forte. O índice seguiu o exterior em meio à temporada de balanços das companhias americanas, subindo 1,37%, aos 98.244 pontos.

Nos EUA, onde foram divulgados os resultados, as altas foram ainda mais expressivas. Dow Jones e Nasdaq subiram, respectivamente, 2,43% e 3,11%.

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Ibovespa em queda, vagas em alta

A pressão veio de fora. A alta das commodities não conseguiu aguentar a pressão do exterior e o Ibovespa acabou caindo 0,17% nessa terça-feira, aos 100.591 pontos.

O que trouxe pessimismo? Os investidores nos Estados Unidos estavam cautelosos, na espera do principal índice de inflação do país, que sairá na sexta-feira.

Era pra ter sido pior, mas a alta das commodities — por causa de um pequeno sinal de abertura da China — serviu de colchão para a queda.

Em Maio, o Brasil criou 277 mil vagas de emprego com carteira assinada — bem acima da expectativa do mercado, que era de menos de 190 mil.

A criação de vagas é resultado da diferença entre demissões e contratações. Esse saldo foi positivo em todas as regiões do país, com destaque para o Sudeste.

Apesar do aumento do número de vagas, o salário médio de admissão caiu. Para sermos exatos, a queda foi de 0,94% em relação a abril, ficando em R$ 1.898,02.

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Pressão sobre a petroleira

A semana começou com um comunicado importante na Petrobras: o presidente José Mauro Coelho pediu demissão. O pedido veio depois do aumento da pressão sobre a companhia com o novo reajuste nos preços dos combustíveis, envolvendo até uma possível CPI.

Para substituí-lo, foi nomeado um presidente interino, Fernando Borges, que terá seu nome examinado pelo Conselho. Por causa da notícia, a B3 chegou a suspender as negociações das ações, que fecharam o dia com alta de 1,14%.

Nesse meio tempo, a CVM abriu processos para apurar as notícias que anteciparam a renúncia e uma “movimentação suspeita” envolvendo as ações da estatal.

O Ibovespa como um todo, por sua vez, ficou estável. O índice fechou o dia com alta de 0,03%, aos 99.852 pontos, repercutindo a novela na Petrobras, o recuo do minério e a alta dos bancos, que se deram bem em meio às incertezas.

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Não é por falta de acesso e opção, é pelo medo e inércia

Mesmo com os gurus dos investimentos, a poupança continua sendo uma das principais opções de investimento dos brasileiros — inclusive dos milionários, que têm acesso fácil a alternativas mais rentáveis.

Hoje, há cerca de 24 mil contas com saldo superior a R$ 1 milhão na poupança. Somando todas, as aplicações chegam a R$ 52 bilhões.

Por que os brasileiros continuam nessa?

Os principais motivos são a procrastinação, a inércia e o medo. Por não saber ao certo no que aplicar ou por medo da mudança, muitos colocam na poupança para pensar depois, acabam enrolando e deixando por lá. Por causa disso, o grupo de milionários deixa de ganhar até R$ 2,5 bilhões por ano — uma vez que, enquanto a poupança rende 6,17% ao ano, a Selic está em mais de 13%.

Aproveitando o gancho dos investimentos; temida pelos mais conservadores, a Bolsa deu uma trégua nas quedas. O Ibovespa fechou em alta de 0,73% ontem, aos 102.806 pontos, para que os investidores fossem mais tranquilos para o feriado.

O consenso foi de que o Federal Reserve acertou no aumento dos juros, afastando as incertezas.

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Mercado chorando, arrecadação sorrindo

Em abril, as contas do governo brasileiro tiveram superávit de R$ 28,5 bilhões — o maior saldo para o mês desde 2011.

Antes, o que é superávit? O superávit acontece quando a receita com tributos ultrapassa os gastos do governo, deixando esse saldo positivo.

Em abril, a arrecadação de tributos no Brasil bateu recorde para o mês, chegando quase aos R$ 200 bilhões.

Gastando mais, mas recebendo muito mais. Nos quatro primeiros meses do ano, as despesas totais subiram 17,1%, enquanto as receitas tiveram alta de 23,2% — houve queda em gastos como o pagamento de despesas associadas ao combate à COVID-19.

Enquanto isso, no Ibovespa…

Já até cansou de pedir música. Em sua 8ª queda consecutiva, o maior índice acionário brasileiro caiu 0,55% ontem, aos 102.063 pontos.

A desvalorização brasileira seguiu o resto do mundo, com as incertezas quando à China e as perspectivas de alta mais forte dos juros derrubando os ativos de risco. A ansiedade para a Super Quarta de hoje está forte.

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A semana começou com todos os sinais vermelhos

Sabe quando você sai de casa atrasado e, logo de manhã, encontra todos os sinais vermelhos? A semana começou com esse mesmo pé esquerdo para o mercado.

Acompanhando os EUA, onde os principais índices caíram de 2,79% a 4,68%, o Ibovespa despencou nessa segunda-feira, com queda de 2,73%, aos 102.598 pontos.

Na mesma linha, o inverno cripto fica cada vez mais congelante. Ontem, o Bitcoin caiu para abaixo de US$ 25 mil, menor valor em 18 meses. Melhor pegar o casaco…

O motivo principal é o temor de que, por causa da inflação nos EUA, o Banco Central do país seja mais agressivo em sua política monetária.

O urso está tomando conta… Por causa desse cenário — foi a sétima queda consecutiva do Ibovespa — já considera-se que estamos em um “Bear Market”.

Explicando o termo. O urso ataca de cima para baixo, por isso, é um símbolo de tendência de queda nos mercados. Já o touro usa seus chifres para atacar de baixo para cima, simbolizando uma tendência de alta. Sabia que era por isso?

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Juros em alta, bolsas em baixa

A última semana terminou com a divulgação da inflação nos EUA, que atingiu o maior nível em quase 41 anos.

Superando as estimativas, o índice avançou 1,0% em maio em relação a abril, tendo pisado no acelerador depois da alta de 0,3% no mês anterior.

A notícia veio já precedendo outra. Por causa do aumento dos preços, espera-se que o Banco Central americano continue aumentando os juros.

Os economistas que estavam otimistas levaram um balde de água fria no estilo “Ice Bucket Challenge” — lembra do desafio? Até Bill Gates participou.

Considerando o impacto dos EUA no mundo todo… O anúncio fez a aversão ao risco ao redor do globo aumentar ainda mais, gerando uma queda generalizada nos mercados.

Nos EUA, por exemplo, a Nasdaq fechou em baixa de 3,52% na sexta-feira, enquanto o Ibovespa caiu 1,51% por aqui.

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Ibovespa segue descendo o morro da vó Sovelina

O Ibovespa vai precisar da outra mão para contar suas consecutivas quedas. Pela 5ª vez seguida, o índice caiu. Ontem, a baixa foi de 1,18%, aos 107.145 pontos, enquanto o dólar subiu 0,52%, a R$ 4,91.

O que está acontecendo?

Um motivo estamos carecas de saber — a inflação. Mas, dessa vez, a cautela veio em relação aos números dos Estados Unidos, que sairão hoje.

Outro motivo que havia desaparecido, mas voltou feito um fantasma para espantar, foram os lockdowns na China. Depois de aliviar as medidas, o país confinou seus habitantes de novo.

Eletrobras privatizada; na noite de ontem, foi definido o preço de cada papel da Eletrobras em sua oferta de ações. Os R$ 42 por ação resultaram em um movimento de R$ 33,7 bilhões, tirando a empresa das mãos estatais.

A venda da Eletrobras foi o maior movimento de desestatização do país em duas décadas — a fatia do governo deve cair a cerca de 35%.

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Quarto dia seguido no vermelho

Ontem, pelo quarto pregão consecutivo, o Ibovespa se desvalorizou. Dessa vez, o índice caiu 1,55%, aos 108.367 pontos, seguindo o exterior.

O que pesou;

Pressão internacional negativa; devido às preocupações persistentes com a inflação e as medidas dos Bancos Centrais ao redor do mundo para contê-la.

Ameaças fiscais; ainda em torno dos projetos do governo para diminuir os preços dos combustíveis — o mercado está sem saber qual o real impacto.

Falando do dólar, o sol se pôs no terreno positivo. A moeda subiu 0,33%, a R$ 4,89, em meio aos temores em relação à inflação e a recessão global.

A breaking news corporativa do dia: Foi aprovada a combinação da brMalls e da Aliansce Sonae. Surge, a partir daí, a maior plataforma de shoppings da América Latina, avaliada em R$ 12 bi, com 69 shoppings e 13 mil lojas.