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Cresce número de devolução de imóveis

Você provavelmente sabe que a lei te permite devolver algo que comprou na internet e não gostou, mas sabia que também se pode cancelar contratos de compra e venda de imóveis na planta?

A Lei dos Distratos, criada há três anos, define regras claras para isso. Mas a notícia é: em 2021, o cancelamento teve alta de 4,5%.

Um dos motivos para isso é que quem comprou um imóvel na planta está com mais dificuldade para pegar dinheiro para bancá-lo, por causa do aumento dos juros.

O aumento parece baixo, mas a devolução de imóveis — muito por conta das incertezas econômicas — está preocupando o setor de construção, com imobiliárias temendo prejuízos e ficando mais inseguras para novos projetos.

A relevância: A construção civil é considerada um termômetro da economia brasileira por causa dos seus encadeamentos produtivos. Quando ela cresce, a perspectiva é positiva. Quando retrai, o futuro pede por mais atenção.

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ECONOMIA

Economia polêmica; produtos vencidos passam a fazer parte das compras dos brasileiros

Com a inflação nas alturas, colocar no carrinho os “vencidinhos” — produtos próximos da data de validade, que são vendidos mais baratos —, tem sido visto como uma boa opção para os brasileiros.

Para se ter uma ideia, em São Paulo, alguns produtos nessas condições chegam a custar metade do preço. Muitos têm receio na hora de consumir alimentos próximos da data de vencimento, mas, segundo médicos, esse prazo indica que o produto vai perdendo alguns nutrientes, mas não significa que não pode ser consumido.

Os estabelecimentos, no entanto, devem redobrar os cuidados de conservação dos “vencidinhos”, principalmente em relação à temperatura.

Zoom Out: Além do preço mais camarada, a proposta de vender alimentos perto do vencimento também ajuda a evitar o desperdício de comida. O brasileiro, em média, desperdiça cerca de 60 quilos de comida por ano.

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Banco Mundial divulga previsão em relação à economia brasileira

Para cima e para baixo. O Banco Mundial revisou, ontem, suas previsões de crescimento para o PIB brasileiro em 2022 e 2023.

Para este ano, a expectativa melhorou de 1,4% para 1,5%. Por outro lado, para o próximo, a revisão foi para baixo, de 2,7% para 0,8%.

Segundo a análise, 2022 começou de forma sólida, mas o otimismo não deve continuar com tanta força devido à inflação e às incertezas políticas. Já para 2023, o pensamento é de que a política monetária limite o crescimento.

Em relação a este ano, a previsão é que, olhando para a América Latina, o Brasil só cresça mais que o Haiti e o Paraguai. Dedos cruzados para que errem…

Para o mundo como um todo, o Banco Mundial está mais pessimista. Em janeiro, esperava-se um crescimento de 4,1%. Agora, a expectativa caiu para 2,9%.

Enquanto isso, na Bolsa…

O Ibovespa fechou estável, caindo 0,11%, aos 110.069 pontos, em meio a forças opostas. Por um lado, as empresas de commodities avançaram, mas as medidas para reduzir o preço dos combustíveis foram vistas com desconfiança. Um cabo de guerra.

Em relação ao dólar, o dia foi de alta. A moeda americana subiu 1,64%, a R$ 4,874.

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ECONOMIA

Taxa de desemprego tem queda e fica abaixo do esperado

No trimestre encerrado em abril, a taxa de desemprego brasileira ficou em 10,5% — menor que a expectativa e a mais baixa para o período desde 2015, época de recessão.

Na comparação anual, a queda foi de 4,3 pontos percentuais. O número de pessoas ocupadas — 96,5 milhões — é o maior da série histórica, com início em 2012. A população desocupada, enquanto isso, diminuiu em quase quatro milhões.

Apesar das boas notícias… O rendimento real habitual — quanto os empregados recebem mensalmente, sem contar as “exceções” — caiu 7,9% em relação a 2021.

O número ficou em R$ 2.569 e, provavelmente, foi influenciado pela inflação e pela expansão de setores com rendimento médio baixo, como o de serviços.

Mudando de assunto…

Junho se inicia hoje e a expectativa é que acompanhe o mês anterior. Em maio, graças às commodities e a menor aversão ao risco, o Ibovespa avançou 3,22%.

De modo geral, no final do mês, as diminuições das restrições na China e as sinalizações do Federal Reserve puxaram o índice para cima.

O dólar, por sua vez, foi derrubado pelos mesmos motivos, caindo 3,86% em maio.

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ECONOMIA

Começou o Fórum Econômico Mundial, em Davos

O evento, que vai até quinta-feira, reúne líderes de países, ministros, banqueiros e empresários para discutir a situação da economia global e seus desafios.

Quais são as pautas da vez? Neste ano, que marca o retorno aos encontros presenciais, o foco principal é a Ucrânia e a recuperação após a COVID-19 — o presidente ucraniano, inclusive, será o primeiro chefe de Estado a discursar.

Além desses temas, as discussões tradicionais sobre sustentabilidade, emissões de poluentes e transição energética continuam em destaque.

A relevância de acompanhar… Os temas discutidos dão pistas sobre os próximos passos das principais economias do mundo, sendo uma oportunidade para conversar e atrair investidores. No caso do Brasil, é importante ficar atento à agenda ambiental.

Paulo Guedes, ministro da Economia, provavelmente terá que participar de discussões em torno do desmatamento na Amazônia e o papel do Brasil nisso.

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ECONOMIA MERCADO FINANCEIRO

Com quantos salários mínimos se compra uma casa na América Latina

Mesmo que os gurus dos investimentos estejam fazendo de tudo para que você continue no aluguel, o sonho da casa própria ainda é real para grande parte da população.

No entanto, como você deve imaginar, comprar uma casa exige planejamento — e ele varia bastante de país para país.

Nessa linha, foi calculado o número de salários mínimos necessários para um cidadão comprar uma casa padrão, de 60 m², em países na América Latina.

O México liderou, com 563 salários;
Enquanto isso, no Brasil, são necessários quase 452 salários;
A diferença maior se dá na Colômbia, onde um cidadão que ganha um salário mínimo precisa juntar o dinheiro por 290 meses para pegar suas chaves.
Para saber: As cidades latino-americanas com o metro quadrado mais caro da região são Santiago, no Chile, e Buenos Aires, na Argentina.

Mudando completamente de assunto; você precisa saber que o Ibovespa não começou o mês muito bem. O índice iniciou maio no vermelho, com queda de 1,15%, aos 106.638 pontos.

O pessimismo veio por causa da ansiedade. Os investidores estão aguardando as decisões do Federal Reserve e do Banco Central brasileiro, além de terem repercutido dados na China — a atividade industrial por lá foi frustrante.

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ECONOMIA

Não existe inflação no mercado da cannabis

Os consumidores do mundo todo viram os preços de diversos produtos subindo recentemente. Os preços da maconha, no entanto, estão caindo.

No estado do Colorado, por exemplo, o preço de um quilo de maconha é de US$ 799, próximo do nível mais baixo já registrado.

E não é só a planta em si… Outros produtos derivados da cannabis, como comestíveis e vapers, também caírem 11% nos Estados Unidos em janeiro, em relação a 2021.

Por que os preços da maconha estão reagindo diferente?

Como a maconha não é legalizada mundialmente, nem nacionalmente nos EUA, o comércio interestadual não existe como em outros mercados. Assim, o que mais influencia o preço é a relação entre oferta e demanda em cada estado.

Mas a cannabis ainda não está sendo afetada? Essa indústria tem, sim, sofrido com o aumento dos custos trabalhistas, por exemplo. Porém, as empresas estão optando por diminuir suas margens em vez de repassar a alta para os clientes.

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O Real digital já tem data de chegada

Se você ainda duvida das moedas digitais como forma de investimento, em breve, elas podem se tornar mais que isso no Brasil, tornando-se um meio de pagamento.

Explicando… Ontem, o Banco Central comunicou que a versão piloto do Real Digital deve chegar no segundo semestre desse ano, já tendo até uma estrutura.

A ideia é começar a digitalização da nossa moeda, algo que todos os bancos centrais do mundo estão estudando.

Na China, por exemplo, uma versão piloto da carteira para o yuan digital foi lançada neste ano. No total, cerca de 91 países já estudam a tecnologia.

Como deve funcionar? Ele terá o mesmo valor que você tem na carteira e vai servir como um complemento. O real digital poderá ser convertido para qualquer outra forma de pagamento e deve estimular a inovação no ambiente virtual.

Enquanto isso, na B3…

O Ibovespa começou a semana com o pé esquerdo. Nosso principal índice caiu 1,16%, aos 116.952 pontos, acompanhando a cautela do mercado internacional, que está aguardando a divulgação de dados de inflação dos EUA ainda nesta semana.

O dólar, enquanto isso, caiu 0,39% na segunda-feira, cotado a R$ 4,69.

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Carne brasileira é #1 nos Estados Unidos

Pela primeira vez na história, o volume de carne brasileira exportado para os Estados Unidos ultrapassou o de outros parceiros comerciais americanos.

Para se ter uma noção em números, enviamos + 70 toneladas de proteína aos EUA em janeiro e fevereiro — um aumento de 446% em relação ao ano passado.


Quais os motivos para isso? São apontados três: 1) dificuldades em mercado aliados dos EUA, 2) dificuldades internas nos EUA e 3) a força da agricultura brasileira.

Apesar de existir um certo caráter momentâneo, especialistas veem uma oportunidade para o Brasil fortalecer os laços com o mercado americano do setor — e que baita oportunidade.

Mudando de assunto… A pauta não está completa sem o Ibovespa. Ontem, o índice subiu 0,54%, aos 118.862 pontos, com uma ajuda da Petrobras, que disparou depois dos novos nomes para a presidência e para o conselho. Já o dólar subiu 0,56%, a R$ 4,74.

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ECONOMIA

A estratégia do atacarejo para driblar a inflação

Em meio aos aumentos de preços na cadeia de alimentos causados pela Guerra, como os prestadores de serviço, como bares e restaurantes, estão agindo?

Resposta curta: Aumentando o estoque.

O ambiente atual é de pressão inflacionária. Os insumos na cadeia de alimentos têm disparado, o que faria com que fosse necessário estar sempre reajustando preços.

Com isso, algumas redes — que têm dinheiro no caixa — estão fazendo compras maiores para aumentar o estoque e se precaver. Isso não vale só para os preços dos produtos em si, mas também para o custo da logística de transportes.

É só pensar que, fazendo uma viagem maior em vez de duas, economiza-se com o combustível — que ainda corre o risco de aumentar nesse meio tempo.

Esse movimento de estocagem tem sido percebido, inclusive, entre as pessoas. “Se tudo deve ficar mais caro e eu posso comprar mais agora, por que não?”

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