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Famílias brasileiras atingem recorde de endividamento

O endividamento e inadimplência em famílias brasileiras bateram recorde em julho. Os números são os maiores desde o início da pesquisa, em 2010.

Segundo o levantamento, 78% das famílias brasileiras estão endividadas, e 29% estão com contas atrasadas.

Tanto as famílias com renda acima de dez salários mínimos quanto as que recebem abaixo viram as dívidas aumentarem no mês passado. Para os mais ricos, a alta foi de 0,8% e para o segundo grupo, de 0,6%.

Falando em pesquisa… O setor de cartões cresceu 37% no segundo trimestre deste ano, com R$ 834,3 bilhões em transações no período. No primeiro semestre, o crescimento foi de 36,5%. Passar no cartão é fácil, difícil é pagar a fatura.

Bora falar da Bolsa, né?

Ele não decepciona. O Ibovespa fechou em alta de 1,46% aos 110.235 pontos, melhor patamar desde o início de junho.

O índice brasileiro foi impulsionado pela inflação americana estável em julho, que diminuiu aversão ao risco em todo o mundo.


O otimismo do mercado, em grande parte, também aconteceu pela divulgação do índice CPI de julho, que mede a inflação americana.

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EUA aprova maior pacote climático da história

Ontem, o Senado americano aprovou um pacote de US$ 430 bilhões para combater as mudanças climáticas, diminuir preços de remédios e aumentar alguns impostos em atividades empresariais.

Chamado de Lei da Redução da Inflação, o projeto será encaminhado à Câmara dos Deputados. Se aprovado, Biden dará sua assinatura.

A relevância: A aprovação do projeto por 51-50, apenas três meses antes das eleições de meio mandato, é considerada uma grande vitória para os democratas, que cumprirão alguns de seus objetivos políticos.

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Desde o Plano Real, nunca se falou tanto de inflação quanto neste ano

Acostumado com as altas taxas do crescimento generalizado dos preços, o Brasil tenta se virar com o que tem — e está conseguindo melhorar.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o famoso IPCA, que é um dos indicativos da inflação no país, desacelerou para 0,13% em julho, a menor variação mensal em dois anos.

As causas: A melhora dos números aconteceu pela redução nas alíquotas do ICMS nos combustíveis, energia elétrica e comunicações, o que diminuiu um pouco os gastos do consumidor. Você agradeceu quando foi abastecer.

Mas tem produtos mais caros… O grupo de alimentação e bebidas foi o que teve maior aumento nos preços em julho, com destaque para a alta de mais de 22% do leite longa vida. Não está fácil.

E a bolsa já voltou para baixo dos 100 mil pontos… O investidor que se animou na segunda-feira com o maior fechamento da bolsa desde o dia 8 de julho, ficou um pouco menos contente ontem, com o Ibovespa fechando em queda de 0,62%, ficando em 99.946 pontos.

O índice da bolsa brasileira acompanhou os mercados internacionais, que tiveram uma série de recuos. Destaque para as baixas de 1,16% do S&P 500 e de 1,87% da Nasdaq.

What to watch: O Banco Central americano divulgará, hoje, decisão monetária sobre os juros no país, algo que impacta apenas o mundo todo.

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Preço da passagem aérea sobe 22% no Brasil

Avião e inflação; os dois assuntos que não saem de pauta parecem estar andando de mãos dadas: o bilhete aéreo para viajar dentro do Brasil atingiu o valor médio de R$ 682,60 em maio.

Em relação ao mesmo mês de 2019 — antes da pandemia — o aumento foi de 22%.

O principal culpado pela alta nos preços das passagens é o querosene da aviação, que subiu 59% entre janeiro e maio deste ano.

#PerrengueChique: Os viajantes terão que escolher entre encarar uma nota na gasolina ou pagar preço de primeira classe pra comer amendoim no voo.

E a bolsa?

O Ibovespa voltou revigorado do final de semana e fechou a segunda-feira com alta de 1,36%, ultrapassando a barreira dos 100 mil pontos, no maior fechamento diário desde 8 de julho.

O Brasil foi muito beneficiado pelo avanço das commodities, com aumento do preço do petróleo e do minério de ferro — impactando positivamente as ações de Vale e Petrobras.

O dólar comercial caiu 2,35% no Brasil, recuando para baixo dos R$ 5,40, por conta do menor temor de recessão no país e em resposta à alta das commodities.

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BCE aumenta juros pela primeira vez em 11 anos

Pegou de surpresa. O Banco Central Europeu aumentou as taxas de juros da zona do euro pela primeira vez em mais de uma década. A alta, de 0,5 ponto percentual, levou a taxa a zero.

Como assim? O Banco Europeu mantinha sua taxa de depósito em -0,5% para estimular os empréstimos e a atividade econômica — mas, ao mesmo tempo, isso também estimula a inflação.

O aumento da taxa de juros vem para reverter a alta dos preços, em meio a temores de uma crise energética e perspectivas econômicas sombrias. O desafio, agora, é encontrar o ponto de equilíbrio entre crescimento e inflação.

Mudando de assunto; o Ibovespa teve 5ª alta consecutiva e fechou acima dos 99 mil pontos; dólar chega à R$ 5,50.

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Gasolina mais barata

Foi anunciada, ontem, uma novidade que vai aliviar quem não aguenta mais ir ao posto e sentir que está pagando a diária de um hotel cinco estrelas. A Petrobras reduziu o preço da gasolina em R$ 0,20 por litro nas refinarias.

Esse reajuste começa a valer a partir de hoje e foi a primeira redução da empresa desde dezembro do ano passado.

O que permitiu a diminuição? A justificativa foi parecida para os aumentos que vieram antes dessa queda. Segundo a empresa, o barateamento acompanhou a evolução dos preços internacionais, que se estabilizaram em um nível mais baixo.

Enquanto isso, o Ibovespa…

Subiu e subiu forte. O índice seguiu o exterior em meio à temporada de balanços das companhias americanas, subindo 1,37%, aos 98.244 pontos.

Nos EUA, onde foram divulgados os resultados, as altas foram ainda mais expressivas. Dow Jones e Nasdaq subiram, respectivamente, 2,43% e 3,11%.

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O drama da Argentina é a alegria do brasileiro

Viver na Argentina está sofrido, mas turistar está mil maravilhas — especialmente para brasileiros. A terra dos hermanos é um dos poucos destinos internacionais onde o poder de compra do real cresce, ao invés de diminuir.

Em meio a uma inflação anual prevista para 70% em 2022, o peso argentino está em queda livre. Há casos de viajantes que trocaram R$ 1 por 55 pesos.

Neste ano, o peso se desvalorizou quase 18% em relação ao real, fazendo da Argentina um paraíso para os brasileiros, que representaram 22% do total de turistas no primeiro semestre.

A inflação galopante nos vizinhos está agradando as companhias aéreas. A Latam, por exemplo, vai dobrar os voos entre São Paulo e Buenos Aires em agosto.

Mesmo sem curtir um vinho em Puerto Madero, os brasileiros da Faria Lima também tiveram um bom dia ontem. O Ibovespa subiu 0,38%, aos 96.916 pontos.

Na Bolsa brasileira, a alta das commodities foi o motivo da alta. Para se ter uma ideia, o preço do barril do petróleo Brent avançou 4,47% e o minério de ferro subiu 2,18%.

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Como está o seu carrinho de supermercado?

O primeiro semestre marcou a mudança no perfil das compras dos brasileiros nos supermercados, com o aumento da procura pelos substitutos de carne vermelha.

Antes que você pense que está todo mundo virando vegetariano, a situação é outra: a alta dos preços da carne impulsionou a demanda por outras alternativas.

Mesmo com o aumento no preço médio unitário, os ovos foram o item com maior crescimento de procura. A busca pelo frango e pelos ultraprocessados — linguiças, salsichas e nuggtes — também aumentou.

No mesmo período, o consumo de snacks, salgadinhos e refrigerantes cresceu bastante. Mas os campeões mesmo dos carrinhos dos brasileiros foram os biscoitos.

Segundo especialistas, a demanda por esses produtos tem aumentado justamente nas faixas de renda mais baixa, levando a crer que os lanchinhos estão sendo usados para substituir as proteínas.

Bottom-line: Na periferia de São Paulo, supermercados têm comercializado feijão partido, bandejas com restos de queijo e presunto e pele de frango como alternativa diante da disparada dos preços — a situação está feia.

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Preços saltam 20% do dia para a noite na Argentina

Em maio, a inflação anual na Argentina atingiu 60%. Com a desvalorização do câmbio do país em 17% na semana passada, lojistas de Buenos Aires aumentaram seus preços em 20%.

Na semana passada, a situação ganhou mais um agravante: em meio à crise no governo argentino, o ministro da Economia deixou seu cargo. O cenário do país vizinho está mais instável que a internet discada dos anos 2000.

“Compre para economizar”. Essa frase pode soar estranha, mas tem feito muito sentido na Argentina — as pessoas estão comprando mais do que nunca, porque sabem que, se esperarem, o preço vai subir.

Nesse contexto, alguns lojistas estão procurando etiquetas de preço digitais, porque não conseguem mudar todas as etiquetas com o aumento constante de preços.

Zoom Out: Ainda que o mundo todo esteja abalado pela inflação, a situação na Argentina é extrema. Com isso, espera-se que a pressão sobre o presidente Alberto Fernández aumente cada vez mais.

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Presidente do Banco Central afirma que inflação no Brasil está com os dias contados

Se em 2020 a palavra do ano foi “coronavírus”, nos últimos meses, o termo “inflação” tomou seu posto. No entanto, a visão do presidente do Banco Central é que ele já tem data para sair do nosso vocabulário.

Ontem, Roberto Campos Neto disse que o pior momento da inflação já passou e que subir os juros vai sair das checklists do Banco Central.

Por que o Brasil deve se livrar do fantasma da inflação mais cedo? O fato de ele já ter nos assombrado muitas vezes ajudou. Como toda convivência melhora o relacionamento, nesse caso, não foi diferente…

Acredita-se que, graças ao histórico de convívio que o Brasil tem com a inflação alta, foi possível sair na frente, adotando ferramentas capazes de frear o processo.

Na prática… Segundo Campos Neto, enquanto o resto do mundo está no meio do caminho, o Brasil já está perto de ter feito o trabalho todo.

Zoom Out: O presidente do BC também destacou que o Brasil é um dos poucos países que está tendo revisões do PIB para cima — da última vez, o Banco Central passou a projeção para 2022 de 1% para 1,7%.

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