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INTERNACIONAL

Um (quase) impeachment diferente

Se as montadoras fazem “recalls” de seus carros por um problema de fabricação, ontem, a Califórnia perguntou a sua população se queria fazer isso com seu governador.

Como assim? Californianos foram às urnas para decidir se o democrata Gavin Newsom continuaria sendo governador do estado, processo chamado de “recall”.

Muitos moradores do estado — o mais populoso dos EUA — não gostaram da forma como o governador lidou com os sem-teto e os imigrantes.

Outro motivo foi o fato de que a Califórnia foi o primeiro estado a fazer lockdown por causa da COVID-19 e o último a reabrir, desagradando os californianos contrários à medida.

No final das contas, a população optou por manter o governador em seu cargo. De uma forma ou outra, processo curioso.

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NACIONAL

Senado, PGR e STF desaprovam MP de Bolsonaro

Ontem, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, decidiu devolver a medida provisória que limitava a remoção de conteúdos publicados nas redes sociais.

Minutos depois, Rosa Weber, ministra do STF, também suspendeu a eficácia da MP, atendendo ao pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras.

Não sabe de que MP estamos falando?

Trata-se do Marco Civil da Internet. A MP, que alterava esse marco, buscava definir as regras para que o conteúdo seja excluído ou suspenso na internet. Seria preciso haver justa causa e motivação, e não apenas ir contra as regras de cada plataforma.

De onde vem isso: Vários conteúdos são excluídos da internet por se enquadrarem em fake news ou discurso de ódio. Sobretudo na política, essa questão é polêmica.

É só se lembrar que Trump foi excluído de todas as redes sociais depois de ser acusado de incitar a violência, tornando-se um fantasma digital.

Para alguns, a moderação de posts garante segurança contra informações falsas e perigosas. Para outros, a decisão do que é excluído é feita de forma arbitrária e fere a liberdade de expressão.

Agora, as alterações feitas por Bolsonaro não valem mais. O entendimento foi que a MP desrespeita os requisitos fundamentais previstos na Constituição.

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MERCADO FINANCEIRO

Segue o plano!

Ontem, Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, afirmou que o BC não vai alterar o plano de voo de política monetária a cada número novo da inflação.

Basicamente, não será porque a inflação subiu hoje que as decisões monetárias vão mudar amanhã, pois seguirão um horizonte mais longo.

No entanto… Para alcançar a meta de inflação, Campos Neto disse que a Selic, taxa básica de juros do país, será levada onde for preciso — ‘whatever it takes’.

As críticas: Há quem avalie esse “alongamento do horizonte” como negativo — por não sabermos nem quem será o próximo presidente do Brasil — e uma forma de fugir da responsabilidade da inflação para 2022.

E a Bolsa?

O Ibovespa acabou fechando no negativo, tanto por causa das preocupações com a política monetária nacional, quanto devido à economia norte-americana — que ainda repercute os dados fracos do último Relatório de Emprego.

Com isso, o índice caiu 0,19%, aos 116.180 pontos. O dólar, por sua vez, subiu 0,65%, cotado a R$ 5,25.

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MERCADO FINANCEIRO

Com o pé direito!

Foi assim que começou a segunda-feira no mercado financeiro, com alta de 1,86% do Ibovespa, aos 116.403 pontos, e a volta do tourinho.

  • Para quem não sabe; na Bolsa, o touro indica tendência de alta, enquanto o urso indica tendência de queda.

O principal motivo? A melhora do clima político. Bolsonaro disse que os poderes precisam ser respeitados e que o trabalho conjunto beneficia a todos os brasileiros.

A fala vai na mesma linha da carta enviada na semana passada, fazendo com que os investidores acreditem em um ambiente menos conturbado para negócios.

Além disso, os investidores brasileiros também acompanharam os gringos. Em Wall Street, as bolsas se recuperaram depois de cinco dias seguidos de quedas.

O dólar, enquanto isso, caiu 0,83%. A moeda americana fechou o dia cotada a R$ 5,22.

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COVID-19

Como anda a variante DELTA nos estados brasileiros

A variante Delta do coronavírus, que emergiu na Índia e fez os números nos EUA dispararem, já chegou a todos os 26 estados brasileiros e ao DF.

Segundo um estudo recente, a Delta representa 62,4% das amostras sequenciadas no país durante o mês de agosto. A Gama, de Manaus, responde por outros 34,8%.

  • Por que é relevante? A informação serve de alerta para os cidadãos e para as autoridades, já que a Delta é mais transmissível e resistente às vacinas.

Outra variante: A Mu, inicialmente identificada na Colômbia, foi adicionada à lista da OMS de monitoramento e já teve casos registrados em Minas Gerais e no Amazonas.

Apesar da Delta…

Os números têm melhorado. Ontem foi a segunda-feira com menor registro de novos casos de COVID-19 desde maio de 2020. Especialistas associam a melhora — apesar da disseminação das variantes — ao avanço da vacinação no Brasil.

Hoje, 64,75% da população brasileira já recebeu pelo menos uma dose e 34,31% recebeu as duas ou a dose única da Janssen.

Aproveitando… 18 capitais já começaram a aplicar a terceira dose da vacina.

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INTERNACIONAL

O “passe verde” italiano funciona ou não?

Ninguém esperava, mas a Itália teve uma ótima temporada de turismo este ano. Apesar da COVID-19 e do susto da Delta, o turismo doméstico do país atingiu seu pico no verão europeu. O principal motivo? O “Passe Verde”.

Desde 6 de agosto, a Itália adotou um certificado de COVID-19, obrigatório para todos os maiores de 12 anos, incluindo turistas internacionais.

Para tê-lo, é preciso se enquadrar em uma dessas três situações:

  1. Ter se vacinado — com algum dos imunizantes aceitos;
  2. Ter se recuperado da doença;
  3. Ter apresentado um teste negativo em menos de 48h.

Na prática, quem não apresentar o certificado não pode nem embarcar em um avião para a Costa Amalfitana, muito menos curtir uma baladinha na Sardenha.

Em números: Em julho e agosto, mais de 23 milhões de italianos reservaram quartos de hotel em seu país. Em todo ano de 2019, para se ter uma ideia, foram 18 milhões.

Quais foram as tendências de destino? As praias foram as mais procuradas, muito provavelmente por causa das temperaturas acima de 40ºC. Enquanto isso, sem turistas gringos, cidades como Florença e Roma ainda estão longe da normalidade.

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NEGÓCIOS

Amazon concede mais um benefício para seus funcionários

Faculdade na conta da Amazon. A partir de janeiro de 2022, a maior varejista do mundo vai pagar as mensalidades, taxas, livros e até transporte para seus funcionários que quiserem obter um diploma de graduação.

A oferta vale para a maioria dos 750 mil trabalhadores horistas — que têm um contrato com base em horas trabalhadas — nos Estados Unidos.

Além das faculdades, haverá programas de diploma do ensino médio e certificados de inglês como segunda língua.

Qual o motivo? Não é filantropia. O intuito da empresa é atrair e reter funcionários em um mercado de trabalho cada vez mais disputado. Só em julho, nos EUA, havia 879 mil empregos não preenchidos no setor de varejo.

Dois outros grandes concorrentes no segmento, por exemplo, também estão agindo nessa linha:

O Walmart passou a bancar a formação de seus funcionários em 10 parceiros acadêmicos e vai começar a cobrir os custos de seus livros.

O Target anunciou que vai pagar mensalidades e livros para seus +340 mil trabalhadores em 40 escolas parceiras.

Voltando à Amazon… Para receber o benefício, é preciso continuar trabalhando na empresa pelo período todo. Incentivo ao estudo + Retenção da força de trabalho.

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COVID-19

EUA divulgam estudos sobre risco de não se vacinar

Mais do mesmo; aos que gostam de estudos, aqui vai um: O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos divulgou uma das pesquisas de maior relevância já feitas sobre a eficácia das vacinas.

Foram avaliados mais de 600 mil casos da doença no país de abril a julho, e aqui estão as três principais estatísticas identificadas:

A chance de um não vacinado se contaminar é 4,5x maior;
Não vacinados têm 11x mais probabilidade de morrer de COVID-19;
Pessoas não vacinadas estão 10x mais suscetíveis a serem hospitalizadas pela doença.
Por que é importante? Mesmo com vários programas de incentivo, boa parte da população americana persiste sem tomar as doses. Dados como esses, nesse sentido, podem ser mais eficazes que um estímulo financeiro.

Lembrando… A pesquisa foi divulgada um dia depois de Biden emitir a obrigatoriedade da vacinação, ou dos testes regulares, para todos os funcionários de companhias com mais de 100 empregados.

E a Delta? A proteção das vacinas contra hospitalização e mortes permaneceu forte, mas sua eficácia na prevenção da infecção caiu de 91% para 78%. Outro ponto é que a proteção diminuiu conforme a idade aumentou. Quanto mais velho, menos eficaz.

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NACIONAL

Momento estratégico; mais doses de vacinas e manifestações contra Bolsonaro

Nesse domingo, o Brasil recebeu a maior remessa de vacinas entregues pela Pfizer desde o início do acordo com a farmacêutica: 5,1 milhões de doses.

No total, já haviam chegado mais de 67 milhões de vacinas da farmacêutica. Ainda faltam quase 30 milhões de um contrato e 100 milhões de outro.

A relevância? Com a necessidade da dose de reforço cada vez mais iminente, ter mais vacinas chegando é um bom sinal.

Além disso, como a Pfizer é a única que pode ser aplicada em menores de 18 anos, o fato também pode acelerar a imunização dos adolescentes.

Mais um final de semana de manifestações

Ontem, aconteceram protestos contra o presidente Jair Bolsonaro em várias capitais e cidades do país. As manifestações, convocadas pelo MBL e outros grupos, pediam pelo impeachment do presidente e por mais vacinas.

Os atos não tiveram adesão de grande parte da oposição — como o PT, que já anunciou uma manifestação para 02/10, e outras legendas de esquerda.

Políticos de diferentes espectros compareceram aos protestos, com destaque para o governador de São Paulo, João Doria, Ciro Gomes e Mandetta.

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MERCADO FINANCEIRO

Como o mercado reagiu à declaração de Bolsonaro?

Se na quarta ele estava de ressaca por causa do cenário político, a nota de Bolsonaro foi como um Vonau ou um Tylenol. A carta acalmou os ânimos do mercado e o Ibovespa, que caía 0,6%, chegou a subir mais de 2,6% pouco depois da divulgação. 

  • No final do pregão, o índice fechou com alta de 1,72%, aos 115.360 pontos.

Por que isso é relevante? A reação de ontem foi mais uma prova de como Brasília e a Faria Lima têm uma relação íntima — às vezes, tóxica. 

De uma forma ou de outra, a nota de Bolsonaro deu um sinal de procura por harmonia, algo essencial para os analistas, que não se dão bem com incertezas. 

E o dólar? Sentido oposto do Ibovespa. Depois de disparar quase 3% na quarta, a moeda caiu 1,85, agora cotada a R$5,22.

Mudando de assunto… Na macroeconomia, as notícias foram negativas. O IPCA, que mede a inflação, subiu 0,87% em agosto, acima do esperado. 

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