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INTERNACIONAL

Quanto a sua percepção é enviesada pela sua opinião?

Imagem: Newsweek

Uma pesquisa mostrou que o sentimento da população americana em relação à economia do país chegou no nível mais alto desde abril, com o índice batendo os 74 pontos, acima dos quase 72 de novembro.

Mas o grande ponto dos números apresentados pela Universidade de Michigan é a diferença da tendência dessa percepção desde a eleição ao dividirmos os respondentes pela posição política.

  • 🐘 O sentimento dos republicanos saltou para uma pontuação de 81,6. Para se ter uma ideia, em outubro, esse indicador estava em 53,6.
  • 🫏 Enquanto isso, o sentimento dos democratas caiu de 91,4 em outubro para 70,9 em dezembro.

Ao falar sobre “expectativas futuras” e não “percepções atuais”, a diferença entre os números fica ainda maior. Repare no ponto de virada de cada linha do gráfico desde o período das eleições:

Aliás, os democratas nunca estiveram tão pessimistas, com exceção da crise de 2008 e do início da pandemia. Já os republicanos nunca estiveram tão otimistas desde o primeiro mandato do Trump.

Esse gap total entre as linhas e, principalmente, entre as tendências de cada uma no pós-eleições parecem indicar que pessoas têm suas percepções sobre a economia enviesadas de acordo com as suas opiniões sobre quem está no poder.

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CASE

Como Kanye West colocou a Adidas em uma baita saia justa

Imagem: Bloomberg News

O ano era 2013. O astro do hip hop, Kanye West, entrava na sede da Adidas com uma afirmação ousada e um tanto polêmica: A Nike trata os colaboradores famosos como mascotes. Quero construir um império.

Contextualizando: O músico tinha uma parceria com a gigante americana desde 2009 e, bom… Já parecia bastante insatisfeito àquela altura

A maioria achou que ele estava louco, mas a Adidas via aqui uma oportunidade de se transformar em uma verdadeira potência cultural. E o melhor, seguindo uma fórmula similar à de sua grande concorrente:

  • ⛹️‍♀️ Atletas = Desempenho
  • ⭐️ Celebridades = Marketing

Contudo, Kanye queria borrar essas linhas e exigiu controle criativo total, royalties em cada venda e uma equipe de design dedicada. A Adidas concordou e o acordo foi sem precedentes

O músico recebeu 15% de royalties10pp a mais do que a Nike deu a Michael Jordan. Em troca, ele prometeu tornar a Adidas cool again — algo que a empresa não conseguia alcançar desde que a Run DMC usava o Superstars nos anos 80.

O mundo dos calçados recebeu essa notícia praticamente como uma piada, mas já em seu primeiro lançamento na casa nova, os Yeezy quebraram a internet.

  • 9.000 pares deram SOLD OUT em 10 minutos;
  • Preços de revenda atingiram US$ 3 mil.

O resultado fez com que as ações da Adidas saltassem 7% em um único dia. Só que, muito além das vendas, a nova parceria se tornava um movimento cultural. Em 2017, o preço de resale do modelo ficou acima de US$ 2 mil em quase todos os meses do ano.

Imagem: Highsnobiety
🎬

️ Corta para 2021. Os Yeezy eram um fenômeno, com bots derrubando sites em segundos e pares de tênis sendo vendidos por 10x o preço de varejo. Até designs “feios” viravam tendências.

O modelo não estava apenas gerando dinheiro, mas tornando a Adidas relevante para uma geração inteira.

Tudo começou a desmoronar em 2022

Em outubro daquele ano, Kanye apareceu no InfoWars, uma das maiores e mais controversas plataformas de mídia alternativa, que levou o conspiracionismo a públicos maiores.

Suas visões antissemitas deixaram as pessoas absolutamente indignadas. Pouco tempo depois, outras marcas cortaram relações com o músico.

  • Balenciaga cancelou US$ 100 milhões em projetos;
  • Gap retirou os produtos em collab das prateleiras de suas unidades.

E a Adidas? Naquele primeiro momento, ficou em silêncio. Acontece que o Yeezy não era apenas mais uma linha de produtos, mas representou 10% do faturamento da Adidas em 2021 e o motivo pelo qual suas ações subiram 300% desde 2015.

Além disso, a empresa alemã tinha US$ 1,3 bilhão em estoque dos calçados feitos em parceria com Kanye, milhares de empregos em jogo e ações já em queda de 66% naquele ano.

Eles precisavam encontrar a solução menos prejudicial, mas o dano já estava feito. A #BoycottAdidas foi tendência por 2 semanas, organizações judaicas fizeram protestos, funcionários ameaçaram pedir demissão.

Eis que, no dia 25 de outubro, a Adidas fez sua escolha: encerrou a parceria, mesmo sabendo que isso lhe custaria seu primeiro prejuízo anual em 31 anos.

Antes do anúncio, os críticos em relação ao silêncio da empresa relembraram o fato dela ter sido fundada por um membro do Partido Nazista. Segundo eles, a marca deveria ter tolerância zero ao antissemitismo.

Para que a situação não ficasse pior do que já estava, a Adidas optou por vender os Yeezy e doar os lucros para organizações que combatem o racismo e o ódio. By the numbers: US$ 750 milhões somente em vendas em 2023.

Mas a história do Kanye West não termina aí…

Em 2024, o músico volta da maneira mais inesperada com um anúncio de zero dólares em custo de produção — filmado em seu carro — transmitido durante o milionário intervalo do Super Bowl para promover o YZY PODS, um híbrido de meia e sapato. Lembra?

O resultado: Sem nenhum grande apoio, ele movimentou mais de 280 mil pares, gerando uma receita de mais de US$ 19,3 milhões nas primeiras 24 horas.

Tal foi burburinho gerado por Kanye que, meses depois, o site da Yeezy ficou tão sobrecarregado com pedidos ao ponto de ter que pausar novas vendas.

Takeaway ✍️

Mesmo sem collabs com grandes marcas e controvérsias que marcam a sua trajetória, o poder de marca pessoal de Kanye West continua inegável.

  • No entanto, no caso do músico, são dois lados da moeda, podendo construir impérios gigantes ou destruí-los da noite para o dia.

O branding, quando bem feito, se torna o maior patrimônio de uma empresa ou indivíduo, atraindo clientes, investidores e oportunidades no piloto automático.

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MERCADO FINANCEIRO

China anunciou mais gastos para crescer — e o Ibovespa sorriu

Foto: Pedro Pardo | AFP

Back to 2008s playbook. Pela primeira vez em 14 anos, o governo chinês anunciou uma mudança na sua política monetária, anunciando que vai adotar uma postura “adequadamente frouxa” a partir de 2025.

Isso significa que o gigante asiático deve implementar medidas para estimular a atividade econômica, ou seja, aumentar gastos fiscais para aquecer mais a sua economia — já de olho na guerra comercial com o Trump.

Okay, mas como isso chega aqui? 🇧🇷

É bem possível que em um futuro breve isso reverbere aqui de diferentes formas, em diferentes setores. Até porque a China é a maior parceira comercial do Brasilmovimentando US$ 160 bilhões por ano.

Mas ontem, logo de cara, quem já saiu sorrindo foram as siderúrgicas. A Vale (+5,4%) e outras empresas do setor rapidamente viram suas ações subirem, assim como a Petrobras, que também pegou carona (+2,6%).

Inclusive, foram justamente as duas maiores empresas do país que puxaram a alta do Ibovespa de quase 1%, fechando aos 127.154 pontos.

💵 Enquanto isso… De olho na reunião do Copom de amanhã para decisão dos juros, o dólar fechou em nova máxima histórica, cotado a R$ 6,08, depois de mais uma leve alta de 0,09%.

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DESTAQUES

Giro pelas manchetes do globo

🍟 Encontrado. O suspeito de matar o CEO da UnitedHealth em Nova York foi encontrado comendo em um McDonald’s na Pensilvânia e já está preso. Luigi Mangione tem 26 anos, fez ciência da computação e já escreveu um livro defendendo a violência. Veja aqui o que mais internautas acharam sobre ele.

🇸🇾 Voltando pra casa… Refugiados sírios fizeram fila na fronteira da Síria com a Turquia para voltar para casa depois que rebeldes sírios tomaram a capital causando a queda do regime de Bashar al-Assad — agora asilado na Rússia.

🇮🇱 Falando em Síria… De olho em reforçar a sua presença na fronteira com o país, Israel está se aproximando do território sírio. As Forças do país já estão no topo do Monte Hermon, o ponto mais alto da Síria e que fica somente a 45km da capital Damasco.

🇨🇳 Guerra dos Chips? A China está iniciando uma investigação antitruste sobre a Nvidia, uma das maiores empresas dos EUA, por uma aquisição da empresa anunciada em 2019, confirmando a crescente disputa no setor de tecnologia e de chips semicondutores.

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MERCADO FINANCEIRO

O “C-Level” do Itaú está dando trabalho

Imagem: Folha

Só quem teve um final de semana mais tenso que os torcedores dos times brigando contra a Série B foi o presidente e o Conselho do Itaú, que estão tendo que lidar com uma crise inédita entre seu nível de diretores — C-Level.

Na semana passada, o laranjão anunciou a demissão do seu então Chief Marketing Officer (CMO) por “casos reincidentes de gastos pessoais e inapropriados com o cartão corporativo”.

Tracanella estava no banco há mais de 25 anos, chefiava a bilionária área de marketing há mais de 6 anos e ainda fazia parte do quadro de sócios.

Agora, mais uma bomba estourou… 💣

No final de semana, a notícia que o Itaú está contratando um escritório de advocacia para processar seu ex-CFO, Alexsandro Broedel, agitou os grupos de WhatsApp da Faria Lima.

Segundo o banco, uma investigação feita internamente revelou irregularidades na conduta dele, enquanto estava na cadeira de diretor financeiro do banco.

  • A investigação apontou que Alexsandro agiu em “grave conflito de interesses e em benefício próprio” ao aprovar pagamentos suspeitos desde 2021, que totalizam R$ 10,5 milhões.

Broedel, que curiosamente já tinha sido diretor da CVM, o órgão que regula o mercado, trabalhou no Itaú durante 12 anos e deixou a empresa no último mês de julho para assumir uma vaga global no Santander.

A defesa do ex-CFO disse, em nota: “Causa profunda estranheza que o Itaú levante a suspeita sobre supostas condutas impróprias somente depois de Broedel ter apresentado a renúncia aos seus cargos no banco para assumir uma posição global em um dos seus principais concorrentes”.

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DESTAQUES

Tour de headlines brasileiras

⚽️ O Brasileirão tem dono. Com a última rodada eletrizante, o Botafogo se consagrou campeão brasileiro após 29 anos, depois da vitória por 2×1 sobre o São Paulo no Nilton Santos. No Z4, o Athletico/PR foi o último time a se despedir da Série A.

Dengue 🤝 2024: Casos da doença desde janeiro são maiores do que a soma de todos os últimos anos no país. A média de casos nos últimos 7 anos era de 618. Neste ano, sob gestão Lula, já são 5.893 casos confirmados.

🏎️ Bortoleto! Gabriel Bortoleto vence a F2 e vira sensação de internautas brasileiros. O garoto de 20 anos já tem contrato garantido com a Sauber para 2025 e vai representar o Brasil na Fórmula 1. Borto será o primeiro brasileiro a disputar uma temporada na principal categoria do automobilismo desde 2017.

👩🏻‍✈️ Moça do Avião: Depois de incidente em aeronave da GOL, Jeniffer Castro ganha 2,3 milhões de seguidores ao longo do final de semana, fecha publicidade com Magalu, banda de pagode e aparece no Fantástico. Mãe diz que não gravou o vídeo e lamenta linchamento na internet.

📦 Complicou… Com rombo superior a R$ 2 bilhões em seus cofres, aquela unidade dos Correios perto da sua casa corre risco de fechar. Pelo menos 200 imóveis alugados pela estatal correm risco de despejo ao redor do Brasil.

🐂 Avança o agro: Com novo acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, Brasil pode mais do que dobrar a exportação de carne bovina à região Europeia. Hoje, o país exporta 5% do volume para a Europa, e a estimativa é que o número chegue a 12% ou 13% nos próximos anos.

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SAÚDE E BEM ESTAR

Correr abaixo de 5’ é mais efetivo que descer combo na balada

Imagem: CNBC

Foi-se o tempo em que se exercitar era somente saúde. Fazer atividades físicas está se tornando cada vez mais um tipo de “evento social” — ou até mesmo um substituto daquele programa de amigos.

Globalmente, uma pesquisa mostrou que 59% das pessoas prefere conhecer alguém em grupos de atividade física do que na balada. No Brasil, esse número é ainda maior, subindo para 66%.

Além disso, baseado no comportamento de mais de 130 milhões de usuários, 1 a cada 5 pessoas da Geração Z relatou ter ido em algum date com pessoas que conheceram durante sua rotina de treinos.

  • No Brasil, a participação em clubes de corrida cresceu 109%, o dobro da média mundial que ficou em 59%. É o fenômeno descrito como “Run Club is the New Nightclub”.

À medida que as redes sociais tomam mais horas da nossa vida e a consciência sobre longevidade sobe, praticar esportes parece deixar de ser um extra e passa a ser parte da rotina, mesmo que por apenas 20 minutos — como foi o caso de 20% de todos os treinos registrados.

A indústria wellness é surpreendente

De creatina a banheiras de gelo, o mercado global de bem-estar deve ultrapassar a casa dos US$ 2 trilhões no ano que vemOs Estados Unidos representam quase 25% do total, crescendo de 5 a 10 por cento ao ano.

82% dos consumidores já consideram o bem-estar uma prioridade máxima — ou importante em suas vidas cotidianas. A tendência dos gastos também é maior entre os mais novos:

Curiosidade: A distância média semanal dos corredores brasileiros variou entre gerações. Boomers correram 13km, enquanto os mais novos correram 7km a menos. Na bicicleta, o padrão foi o mesmo, com os mais velhos pedalando mais que o dobro da Gen Z (52 km x 25 km).

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CASE

Volkswagen está na corda bamba no Velho Continente

Imagem: Euronews

A Volkswagen, um símbolo da engenharia alemã, enfrenta talvez o maior desafio de sua história, vendo seu valor de mercado despencar para níveis não vistos desde o pós-crise financeira de 2008 ou o escândalo das emissões da VW em 2015.

A administração precisa encontrar bilhões em economias de custos para estabilizar o negócio e está rompendo com suas regras tradicionais para consegui-los.

Ao considerar o fechamento de fábricas na Alemanha pela primeira vez em seus 87 anos de história, a empresa se colocou contra sua enorme força de trabalho e os órgãos governamentais de cidades construídas ao redor de suas indústrias.

O movimento deixou muitos se questionando: será que a VW perdeu o seu rumo?

Primeiro, um pouco de contexto 

Os carros são parte essencial da identidade econômica e industrial moderna da Alemanha, e o grupo VW personifica isso em escala global ao empregar 680 mil pessoas e ter dezenas de locais de produção.

A empresa é proprietária de várias marcas conhecidas, algumas voltadas para famílias com grande poder aquisitivo, como Porsche e Lamborghini, enquanto outras atendem ao seu público-alvo principal, como a Škoda.

Seu nome significa “Carro do Povo”, e a empresa foi criada em 1937 com o objetivo de produzir veículos que todos os alemães pudessem comprar. Em 1955, houve uma grande celebração para marcar o milionésimo “People’s Car”, o Fusca, desde a guerra.

Décadas depois, em 2023, o portfólio da VW gerou € 320 bilhões em vendas, equivalente à cerca de 7,5% do PIB da Alemanha naquele ano. Mas então o que está dando errado?

Carros elétricos: Uma dor de cabeça ⚡

A crise atual remonta ao escândalo do diesel em 2015. Ele custou à empresa bilhões de euros entre multas, recalls e outros aspectos, além de forçar uma mudança rápida para veículos elétricos, para a qual a empresa não estava preparada.

A marca Volkswagen queria criar uma cadeia de suprimentos verticalmente integrada, e parte disso incluía construir suas próprias instalações de fabricação de baterias e uma unidade de software interna.

Acontece que criar software é muito diferente de produzir carros. A Tesla, por exemplo, está bem à frente porque se destaca em todas as três áreas: baterias, veículos e software.

Na era dos motores a combustão, a empresa ainda conseguia fabricar veículos que as pessoas queriam. Com a transição para EVs, ela não está conseguindo confeccionar algo que as pessoas desejam ou têm condições de comprar.

Um reflexo desse obstáculo enfrentado pela maior montadora da Alemanha — junto à remoção dos incentivos do governo em 2023 — foi a queda de 69% nas vendas de veículos elétricos no país em agosto.

Imagem: Bloomberg

No século 21, a leitura de muitos é que falta à marca Volkswagen — e ao grupo em sua totalidade — um “Carro do Povo” elétrico para estimular a adoção de EVs na Alemanha. O que nos leva a outro grande problema… A China.

Basta observar a composição do mercado de EVs no país. As montadoras chinesas ganharam uma fatia considerável, enquanto marcas alemãs, incluindo as do grupo Volkswagen, não figuram no TOP-5.

Fora isso, as marcas chinesas têm aumentado sua presença na Europa, o que levou a Comissão Europeia a aumentar as tarifas sobre veículos elétricos fabricados no país asiático que podem chegar até 45,3%.

A batalha contra sua força de trabalho 👷

A administração da marca Volkswagen declarou que até 3 das 10 fábricas que ela possui na Alemanha podem estar em risco de fechamento ou reestruturação.

A pressão sobre sua força de trabalho é sentida intensamente em Wolfsburg, local da primeira fábrica da empresa. Caso deixasse de existir por lá, a cidade também desapareceria. E na Alemanha, neste ponto, há menos empregos estáveis do que antes.

Imagem: Volkswagen

Na prática, perder um emprego na linha de montagem da VW significa perder um trabalho bem pago na classe média e de colarinho azul. Hoje, há cerca de 140.000 funcionários alemães na marca.

Um possível componente de uma VW reestruturada é dar uma nova vida às fábricas. Há precedentes de venda de uma unidade para outra montadora ou para outra empresa, garantindo que os empregos sejam preservados.

No entanto, se isso se concretizar, a Alemanha poderia ter que lidar com uma ironia problemática: um dos compradores mais prováveis de qualquer planta da Volkswagen seria um fabricante chinês.

Looking forward: A reestruturação da Volkswagen está sendo liderada por Oliver Blume, CEO do grupo, que tem enfrentado fortes críticas, especialmente devido às negociações tensas com sindicatos e o impacto político das decisões sobre fábricas.

Nessa segunda-feira, cerca de 100 mil trabalhadores da Volkswagen na Alemanha fizeram a maior greve desde 2018. A tensão parece longe de acabar…

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NACIONAL

Lula troca comando da Petrobras, aumentando influência do PT

Imagem: Ricardo Stuckert

“Não dá pra escrever Petrobras sem PT.” Segundo os últimos bastidores de Brasília, o atual presidente do Conselho da maior estatal do país está prestes a deixar o cargo por decisão do Lula.

  • Pietro Mendes foi indicado pelo presidente para uma posição na Agência Nacional do Petróleo e, para o lugar dele na Petrobras, quem deve assumir é Bruno Moretti — um nome ligado ao PT há anos.

Fato relevante: Mudanças no colegiado da Petrobras chamam a atenção do mercado por mostrarem os rumos que a maior empresa do Brasil deve tomar nos próximos meses.

Embora controlada pela União, a Petrobras tem milhares de acionistas privados e eventualmente interesses conflitantes com os do governo de turno.

Com isso, ao colocar um aliado de partido na cadeira mais importante do Conselho, pense que pode ser um indicativo de que a estatal fique inclinada aos interesses do PT — e não necessariamente ao que é melhor para a companhia.

Não por acaso… O mercado não reagiu bem à notícia e as ações da Petrobras chegaram a cair 1,36% durante o pregão de ontem.

Dos 11 conselheiros da companhia, 6 são indicados pelo governo. Quando a nova indicação se confirmar, o nome vai precisar passar pela aprovação dos senadores antes de Moretti assumir.

Zoom out: A Petrobras é a maior empresa do Brasil — e também a mais visada por políticos —, valendo mais de R$ 550 bi. No ano passado, a empresa teve o maior lucro da bolsa, com R$ 124 bi.

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INTERNACIONAL

Profissionais do sexo agora são “CLT” na Bélgica

Imagem: Mikey Hyams

Depois de descriminalizar a prostituição em 2022, a Bélgica agora se tornou a primeira nação do mundo a oferecer uma série de direitos trabalhistas a todas as profissionais do sexo que atuam no país.

“Um trabalho como outro qualquer”: A nova lei garante que as prostitutas tenham contratos de trabalho oficiais, plano de saúde, contribuições para a previdência, licença-maternidade e até ausência remunerada por doença.

  • Os bordéis vão ser equipados com botões de emergência e os donos de prostíbulos com antecedentes criminais vão ser banidos da indústria. As trabalhadoras também vão poder recusar clientes que as deixarem desconfortáveis.

Da onde veio essa ideia? Há muito tempo a Bélgica é conhecida por suas políticas sociais progressistas, mas foi na pandemia que muitas garotas de programa passaram a protestar por proteções trabalhistas.

Como era de se esperar, dividiu opiniões…

❌ Críticos dizem que o governo está normalizando um negócio imoral, legalizando a exploração sexual e impedindo que mulheres em vulnerabilidade procurem ajuda.

✅ Já o Sindicato de Trabalhadoras do Sexo — sim, isso existe por lá — bate na tecla de que a lei é transformadora e deve servir de exemplo a outros países por tirar o trabalho sexual das sombras e proteger as meretrizes.

Algumas cidades belgas têm o chamado “distrito da luz vermelha”, conhecidos pelas casas de prostituição. Em todo o país, cerca de 30 mil mulheres atuam como garotas de programa.

O que mais foi destaque mundo afora?

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