👁️ Um novo jeito de ganhar dinheiro tem viralizado no Brasil: vender sua íris — ou quase isso. Filas em São Paulo chamaram atenção nas redes sociais esta semana, com brasileiros trocando imagens dos olhos por R$ 700.
Não é tão sci-fi quanto parece. O projeto em questão se chama World ID, uma iniciativa liderada por Sam Altman, CEO da OpenAI. A proposta é usar o escaneamento da íris para criar um “passaporte de humanidade”, capaz de diferenciar humanos de robôs na internet.
Em troca, os participantes recebem uma recompensa em worldcoins, a criptomoeda do projeto, que ocupa um lugar entre as 75 mais valiosas do mercado.
Aqui no Brasil, já são mais de 100 milregistros em apenas dois meses, sendo um dos países destaques na adesão.
👀 Parece vantajoso, mas será que é seguro? O que parece um jeito fácil de ganhar R$ 700 levanta dúvidas gigantes sobre privacidade. O registro da íris é feito por um dispositivo chamado Orb, que coleta dados biométricos ultrassensíveis.
Apesar de a empresa Tools for Humanity garantir que o processo é seguro, a ideia de entregar sua identidade digital a uma BIG TEXH deixou muita gente com um pé atrás…
No Quênia, por exemplo, esse tipo de operação foi suspensa por preocupações com o uso dos dados. Na Espanha, a Suprema Corte também proibiu a iniciativa no final de 2024.
💸 Tem que ficar de olho….No Brasil, o incentivo financeiro tem atraído principalmente pessoas de baixa renda, que veem na tecnologia uma oportunidade rápida de ganhar dinheiro. Enquanto isso, outros questionam o custo real de “vender an alma”— ou melhor, o olho — ao digital.
Na verdade, os americanos estão definindo qual trabalho é honesto ou não. Uma pesquisa do Gallup mostrou em quais profissões a população dos EUA está depositando mais ou menos confiança.
Enquanto as pessoas parecem confiar de olhos fechados em profissionais na área de saúde — 76% considera os enfermeiros muito confiáveis, 57% os farmacêuticos e 53% os médicos — parece que americanos não confiam em profissionais de política e mídia.
Isso porque dois terços (68%) das pessoas consideram lobistas e membros do Congresso como as profissões menos confiáveis, seguindo por repórteres (55%) e publicitários (53%).
A média de classificações éticas altas ou muito altas nas 11 principais profissões nos EUA caiu para apenas 30%, sendo que em 2020 ela era de quase 40%. Na prática, tem muita gente trabalhando em empregos que os americanos não confiam.
O problema fica ainda maior quando comparamos os resultados da pesquisa com os de 2021: o nível de confiança caiu para praticamente para todas as profissões, sendo que a maior queda foi entre os médicos (-14%).
Já quando olhamos para as pesquisas de 2000, a única profissão que ganhou a confiança dos americanos são os mecânicos (+9%). Pelo jeito, carro não é um problema por lá… risos.
Se existe algo que as redes sociais possibilitaram, especialmente nos últimos anos com Instagram e TikTok, foi a oportunidade de qualquer tipo de conteúdo, independentemente do setor, poder viralizar.
Esse foi o caso da The Jet Business, uma empresa britânica que se autopromove como o primeiro e único showroom de aviação corporativa de rua do mundo para marketing e aquisição de jatos executivos.
Em janeiro de 2025, sua conta no TikTok alcançou 2,3 milhões de seguidores. O que eles fizeram? Passaram a compartilhar o dia a dia da empresa, como o processo de compra de aviões particulares.
Além desse tipo de conteúdo, a companhia passou a gravar vídeos em um formato que muito se assemelha a esquetes de comédia — não é possível afirmar ou negar se alguns deles realmente foram roteirizadas.
Uma das gravações, por exemplo, retrata uma jovem de 19 anos que recebeu a autorização do pai para comprar o seu primeiro jato. No entanto, a menina aparece por pouco tempo no vídeo.
A grande sacada foi criar uma capa para o conteúdo que juntasse a imagem da moça com a frase “jovem de 19 anos compra jatinho privado” para chamar a atenção.
Ao longo do vídeo, que dura 3 minutos, o que mais vemos é o fundador da empresa explicando a ela o processo de seleção de aviões, incluindo:
Número de passageiros;
Como os jatos são recomendados com base na duração média da viagem;
Os limites de altura da cabine.
Essa explicação, seja ela encenada ou não, posiciona a The Jet Business — e o founder — como a especialista no assunto. O resultado do vídeo: Mais de 36 milhões de visualizações. Confira-o aqui.
Inclusive, a mesma “fórmula”, fez com que outros conteúdos alcançassem mais de 10 milhões de views.
Atualmente, vemos cada vez mais colaboradores de todos os setores dispostos a ser os criadores de conteúdo nas redes sociais de seus empregadores.
O motivo? Esse tipo de material, que em muitos casos mostra os bastidores das empresas e responde dúvidas referentes a produtos e serviços, gera conexão, confiança e autenticidade.
Para a The Jet Business, o escolhido é o fundador Steve Varsano, que além de ser um vendedor nato e conhecer muito sobre o produto, age de forma muito natural, confortável e eloquente diante das câmeras.
Ele claramente é uma pessoa em que o consumidor-alvo confiaria, além de ter uma personalidade que muitos admirariam naturalmente.
Por falar em confiança… Outra estratégia utilizada é gravar a reação do fundador em relação a conteúdos virais no TikTok sobre jatos privados, utilizando sua expertise para, especialmente, corrigir conceitos equivocados. Veja aqui.
Hoje, mais de 50de seus vídeos no app chinês têm mais de 1 milhão de visualizações. Caso você esteja se perguntando se a empresa já vendeu um jato por conta do TikTok, Varsano já disse que sim.
…Imagina para quem tem MBA em Harvard. Calma, você não entendeu errado. É que conseguir um emprego nos EUA se tornou tão difícil, que até mesmo a Harvard disse que seus MBAs estão com dificuldades.
Para se ter uma ideia, quase 25% daqueles que concluíram a especialização na faculdade americana até maio do ano passado ainda estão procurando emprego. Em 2023, esse número era 20% e, em 2022, era de 10%.
👩🏻🏫 Segundo a diretora da HBS, Kristen Fitzpatrick, que supervisiona a carreira dos estudantes: “Não somos imunes às dificuldades do mercado de trabalho. Ir para Harvard não é mais um diferencial. Você precisa ter as habilidades necessárias.”
Harvard isn’t alone… Outros programas de MBA de primeira linha, incluindo de Wharton, Stanford e Stern, tiveram piores resultados de colocação profissional no ano passado do que qualquer outro na memória recente.
Um dos pontos é que as BIG TECHs — Microsoft, Google e Amazon — e as tradicionais consultorias reduziram o recrutamento de MBAs, afirmando que a tendência segue a necessidade das empresas.
Quem mais está sendo impactado são os jovens. A porcentagem de pessoas nos EUA entre 18 e 24 anos que demora mais de um ano para encontrar um emprego triplicou desde o final de 2022.
Além disso, a queda acompanhou um momento ruim do mercado de trabalho dos EUA. Em setembro, o número de vagas de emprego em aberto foi o menor desde 2021. Agora, em dezembro, o número voltou a subir. Será que o recrutamento dos MBAs sobe junto ou continua na tendência de queda?
O Ministério da Fazenda anunciou a suspensão das novas normas. Além disso, o ministro Fernando Haddad disse que vai editar uma nova Medida Provisória para equiparar o Pix ao dinheiro, garantindo que ele não possa ser taxado.
Nenhum “voltou atrás” é à toa…
O assunto virou a grande polêmica do início do ano nas redes sociais, com muitas críticas sobre o assunto, como “fim do sigilo bancário”, “tentativa de aumentar a arrecadação em cima de pequenos empresários” etc.
Inclusive, todo esse barulho, fez o sistema do Banco Central registrar sua maior queda no uso desde o lançamento da ferramenta, em 2020. De 4 a 10 de janeiro, o volume de Pix feitos caiu 10,9% em comparação com dezembro.
Mesmo com a Receita Federal e o Banco Central garantindo que nada mudou, a insegurança acabou afastando muita gente, especialmente autônomos e pequenos comerciantes.
A Receita explicou que as novas regras não mudam a fiscalização das transações e que o foco continua sendo grandes esquemas de sonegação.
“Made in China” aumentando. As vendas da China para o mundo também cresceram 7% no último ano, colocando o país como a 2ª maior economia mundial, atrás apenas dos EUA.
Aliás, mantendo o histórico, foram justamente os EUA os responsáveis por um 1/3 do superávit comercial chinês, importando 6,9% dos produtos chineses ano passado.
Mas dessa vez teve um plus: O mandato de Trump perto de começar e suas promessas de proteger a indústria nacional taxando produtos chineses em até 60%.
Na prática, isso parece ter feito empresas americanas anteciparem pedidos, fazendo estoque acima do normal, para fugir ao máximo de taxações — o que pode ter influenciado nesse recorde.
Stat bizarro: De tudo que foi fabricado no planeta em 2024, 1/3 foi produzido na China.
Nas últimas duas décadas, a maneira como procuramos por empregos se transformou drasticamente, muito por conta da ascensão de plataformas como LinkedIn, Indeed e Glassdoor.
Essas empresas remodelaram a indústria, criando um mercado global de recrutamento online que ficou avaliado em mais de US$ 11 bilhões em 2023 e que está projetado para ultrapassar US$ 41 bilhões até 2032.
O Indeed, pertencente ao conglomerado japonês Recruit Holdings (com um valuation de cerca de US$ 100 bi) é um dos principais players, com mais de 350 milhões de visitantes únicos por mês em 2023.
A empresa oferece aos empregadores a opção de patrocinar uma vaga, com preços a partir de US$ 5 por dia ou US$ 150 por mês;
O Indeed só ganha dinheiro quando conecta um contratante e um candidato a emprego.
O LinkedIn, por sua vez, oferece um quadro de empregos atualizado constantemente, além de um espaço com características clássicas de redes sociais para que os usuários façam networking.
Por conta disso, boa parte de sua receita vem da publicidade, com a vertical crescendo constantemente desde 2017, ultrapassando a barreira dos US$ 5 bilhões em 2022 e com projeções de superar os US$ 10 bi em 2027. Veja:
Imagem: Statista
Além disso, a empresa monetiza por meio de diferentes tipos de assinatura, com sua premium subscription arrecadando mais de US$ 1,7 bi já em março do ano passado.
No ano fiscal de 2024, o LinkedIn relatou um faturamento superior a US$ 16,37 bilhões, acima dos quase US$ 15 bi de 2023. A plataforma conta com mais de 1 bilhão de membros ao redor do mundo.
O Glassdoor — também adquirido pela Recruit Holdings — construiu uma plataforma que permite que as pessoas, de forma anônima, responsabilizem os empregadores, especialmente no que diz respeito à transparência salarial.
Esse anonimato, inclusive, tornou-se um recurso popular para que os funcionários sejam honestos sobre seus empregadores, ajudando potenciais colaboradores a entender o que acontece nos bastidores das empresas.
Apesar de seu progresso, essas empresas, como muitas outras em várias indústrias, também realizaram demissões em 2024.
Em maio, o Indeed cortou cerca de 1.000 funcionários, representando aproximadamente 8% de sua força de trabalho;
Em novembro, o LinkedIn supostamente demitiu cerca de 200 colaboradores de suas equipes de engenharia e suporte ao cliente.
A inteligência artificial também se tornou um ponto focal para os sites de empregos, que buscam utilizar a tecnologia para melhorar a eficiência em seus processos — o Indeed está investindo fortemente em AI.
Acontece que a tecnologia pode combinar as habilidades dos candidatos com os requisitos do trabalho de forma mais eficaz do que na triagem de currículos tradicional.
Além disso, as empresas pretendem fornecer aos usuários um agente de talentos pessoal alimentado por AI generativa, que os guiará em sua jornada de busca por emprego .
Na prática, é como se fôssemos atletas ou músicos e tivéssemos um agente de talentos, alguém que entende tudo sobre nós, sobre o mercado, e trabalha incansavelmente em nosso nome.
Looking forward
À medida que o cenário de recrutamento evolui, uma das questões que permanece é: A AI será uma força que conecta melhor os humanos aos empregos ou diminuirá o número de humanos necessários na força de trabalho?
Outra dúvida que fica é se futuras melhorias de AI ajudarão tanto ao LinkedIn, Indeed, Glassdoor e outras companhias quanto a pessoas procurando empregos a identificarem listagens de ofertas de trabalho falsas, que aumentaram em 2024. Confira esse vídeo para se aprofundar no tema.