No dia em que completou 33 anos, Neymar marcou oficialmente seu retorno ao gramados brasileiros, na partida entre Santos e Botafogo-SP pelo Campeonato Paulista. Mesmo tendo participado dos treinos, Neymar iniciou a partida no banco de reservas, mas as expectativas estavam altas pra entrada do camisa 10. No segundo tempo, a Vila Belmiro parou pra vivenciar um reencontro que demorou quase 12 anos pra acontecer. Mesmo com uma boa atuação, bons passes e um chute que parou na mão do goleiro, Neymar não conseguiu marcar para reverter o empate de 1 a 1 do placar final.
PS: Na verdade, o que marcou mesmo foi a comemoração — igualzinha a do Ney — que o jogador do Botafogo-SP fez depois do gol. Veja aqui.
2)Lula desafia Bolsonaro: “Se ele for elegível, vai perder de novo”
3) Xícara exclusiva da Tânia Bulhões é encontrada na Tailândia
Imagem: Tiktok | Reprodução
Uma xícara da coleção Marquesa de Tânia Bulhões, vendida por R$ 210 no Brasil, gerou polêmica após ser encontrada em um restaurante simples na Tailândia. Uma internauta viralizou ao mostrar que a peça era idêntica a que ela havia comprado da marca brasileira. Isso levantou dúvidas sobre a exclusividade do produto, que foi questionada por outros consumidores nas redes. A grife brasileira respondeu dizendo que um parceiro comercial vendeu, sem autorização, sobras defeituosas da coleção.
Quem é o próximo? Após Trump, agora foi Javier Milei, presidente da Argentina, que anunciou a saída da Organização Mundial da Saúde. A justificativa é semelhante à dos EUA, citando o custo anual de US$ 10 milhões como razão. Essa decisão marca o início da estratégia de Milei de reduzir a participação do país em órgãos internacionais.
Apoio em troca de apoio… O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu deu sinal verde à ideia de Trump sobre os EUA assumirem uma ”posição de posse de longo prazo” em Gaza. Netanyahu vê nisso um passo além do objetivo de guerra de Israel: garantir que a região não volte a ser uma ameaça. Quem não gostou muito da ideia de Trump, foi Lula, que se manifestou. Assista aqui.
Guerra pela internet via satélite na Índia:Starlink e Amazon entraram na disputa para conectar a Índia, onde um quarto do território ainda está desconectado. No entanto, operadoras locais temem que as novas regras de licenciamento favoreçam as gigantes estrangeiras, prejudicando a concorrência e o mercado nacional.
Aumentando a pressão! As ações da Apple caíram 3% após a notícia de que a China pode investigar suas taxas na App Store. O governo chinês estuda práticas como o bloqueio de pagamentos de terceiros e a comissão de 30% sobre as vendas no aplicativo.
O ano era 1983. O império da IBM parecia imparável. Seu lucro líquido de US$ 5,5 bilhões fez com que a companhia se tornasse a corporação industrial mais lucrativa do mundo.
Suas receitas eram cerca de 9x superiores às da Digital Equipment Corporation, a 2ª empresa com maior receita na parte de computadores;No mercado de grandes computadores centrais — ou mainframes —, sua participação de mercado ultrapassava 70%.
O que eles não esperavam era que um tal de Steve Jobs estava prestes a mudar o jogo… Começando com uma decisão que, naquela época, foi considerada como a mais ousada na história da Apple.
O cofundador da empresa da maçã contratou Ridley Scott, cineasta responsável pelos filmes Alien, o 8º Passageiro (1979) e Blade Runner (1982), para dirigir um anúncio do Super Bowl.
Seu orçamento? US$ 600 mil(US$ 1,8 milhão quando ajustado pela inflação) por 60 segundos, cifra maior do que todo o gasto anual com TV. O conselho da Apple ficou horrorizado e exigiu que Jobs vendesse o espaço publicitário imediatamente… O que não aconteceu.
A filmagem que jogou lenha na fogueira…
O conceito original era mostrar a luta pelo controle da tecnologia informática como uma luta de poucos contra muitos.
A Apple queria que o Mac simbolizasse a ideia de empoderamento, com o anúncio apresentando-o como uma ferramenta para combater a conformidade e afirmar a originalidade.
Eis que entra a visão e, em partes, loucura, de Ridley Scott. Ele filmou durante 3 dias em Londres e trouxe 200 skinheads reais como figurantes para simbolizar um público preso a um olhar opressivo. Clique para ver o vídeo.
Inicialmente, na década de 1960, os skinheads faziam parte de um movimento enraizado na cultura jovem da classe trabalhadora. Contudo, no final dos anos 70, tornaram-se violentos devido a fatores como dificuldades econômicas, vandalismo no futebol e radicalização política.
Maass… O grande momento ainda estava por vir
O dia era 22/01/1984. Quase 100 milhões de pessoas sintonizaram para ver a partida entre Los Angeles Raiders e Washington Redskins pelo Super Bowl XVIII. Mas o jogo terminou sendo um figurante.
O comercial da Apple sobre um futuro industrial sombrio trouxe fileiras de figuras carecas que marchavam em sincronia. Na tela, uma espécie de “Big Brother” falava monotonamente sobre “purificação de informações”.
Em seguida, um flash de cor deu lugar a uma atleta que entrou correndo e lançou uma marreta em direção à telona. Após a explosão, veio a seguinte frase:
“No dia 24 de janeiro, a Apple Computer apresentará o Macintosh. E você verá por que 1984 não será como 1984.”
Mas isso foi apenas o começo. O ad da Apple transformou a publicidade do Super Bowl para sempre. O que antes era apenas um espaço publicitário tornou-se um momento cultural.
Em 1984, as empresas desembolsavam cerca de US$ 300 mil (cerca de US$ 900 mil nos dias atuais) para estar no evento. Para a edição deste ano, o preço por 30 segundos chegou a ser comercializado por US$ 8 milhões.
Há 41 anos, a Apple entendeu algo mais profundo: Um bom marketing não tem a ver com produtos, mas sim sobre transformação. O Macintosh não era apenas um computador, mas uma “arma contra a conformidade”. A IBM não era uma concorrente, mas um “império a ser derrubado”.
No final da década de 1970, as grandes companhias aéreas americanas como American Airlines, United e companhia perderam parte do seu controle de mercado por conta da Lei de Desregulamentação de Companhias Aéreas nos EUA em 1978.
Com isso, o governo federal removeu o controle sobre tarifas, rotas e entrada de novas airlines, levando a um grande crescimento no número de voos e diminuição dos preços. Isso fez com que as transportadoras tradicionais repensassem o seu modelo de negócio.
Em 1979, a Texas International Airlines introduziu um esquema em que os passageiros recebiam recompensas e benefícios com base no quanto voavam. Era um sistema simples e não durou muito.
Já no início da década de 80, a American Airlines reuniu uma pequena equipe para juntar ideias… Até que veio a inspiração: Selos de cartas.
O motivo? Eles podiam ser coletados em diversas lojas e trocados por recompensas como relógios e câmeras. Eis que, em 01/05/1981, foi introduzido o AAdvantage, inicialmente um programa de adesão apenas para convidados.
A companhia aérea utilizou o seu sistema de reservas para identificar os viajantes mais frequentes e os convidava a aderirem. Isso logo foi aberto a mais pessoas à medida que o conceito (e a disponibilidade) aumentava.
Acontece que a reação veio rápida por parte de seus competidores. No mesmo ano, tanto a United quanto a Delta lançaram seus programas de milhas, enquanto a British Airways inaugurou o seu no ano seguinte.
Imagem: New York Times Archive 1981
No entanto, a consequência disso é que todos os “passageiros frequentes” queriam pertencer aos programas de todas as empresas. Isso fez com que as empresas tivessem que agir novamente.
Já 1988, veio a Triple Mileage Mania. Em janeiro, a Delta prometeu que os membros do seu programa de fidelidade receberiam o triplo de miles para qualquer voo da empresa que fosse comprado no cartão American Express.
O resultado:Mais de 500 mil pessoas se cadastraram, enquanto outras 15 mil pessoas assinaram o Amex apenas para participar. Além disso, todas as grandes companhias aéreas lançaram sua versão do benefício.
Por em parcerias com cartões de crédito…
As milhas tornaram-se uma moeda à medida que os programas de passageiro frequente começaram a atrair atenção e capital de fora da indústria da aviação, especificamente dos bancos.
As companhias aéreas começaram a vender miles a essas instituições financeiras em troca de dinheiro, que, em contrapartida, passaram a oferecer milhas aos titulares do cartão como recompensa.
Seus loyalty programs se tornaram um negócio muito lucrativo, mas deixaram de ser apenas sobre “passageiros frequentes”. O quanto alguém gasta numa passagem se tornou mais importante do que a distância que ela voa.
Na prática, isso significava que a pessoa não precisava ser aquela cuja chefe a enviava em viagens de negócios 4 dias por semana para coletar benefícios. Agora, ela poderia acumular muitos pontos simplesmente pagando com cartão de crédito. Veja abaixo como estava a situação em 2014.
Imagem: Well Traveled Mile
Com isso, passou a gerar uma dúvida ao longo dos anos: Teriam as companhias aéreas se transformado em algo parecido com os bancos?
Segundo Scott Chandler, vice-presidente sênior da American Airlines, “não há programa [de passageiro frequente] sem companhia aérea”. Contudo, o papel dele nas suas finanças das empresas tornou-se proeminente e difícil de ignorar.
Hoje, em alguns trimestres ou partes do ano, a operação real da companhia aérea não dá lucro. Ou seja, custa mais transportar passageiros do que o montante pago por eles às empresas.
O que pode preencher as lacunas é o programa de fidelidade e os cartões de crédito emitidos junto aos bancos, que proporcionam às airlines uma pequena receita cada vez que um cliente compra com o credit card.
Em 2023, a American Airlines ganhou mais de US$ 5 bilhões com seu cartão de crédito e outras parcerias, enquanto a Delta ganhou US$ 6,8 bi.
Looking forward: Uma pesquisa da McKinsey mostrou que a capacidade desses programas de mudar o comportamento dos passageiros diminuiu entre 2017 e 2021, e novamente entre 2021 e 2023. Aprofunde aqui.
Logo, as companhias aéreas estão constantemente recalibrando os seus loyalty programs para manter a sua vantagem econômica. O que significa que, embora você possa acumular milhas em quase todos os lugares, o quanto elas podem render ficará sempre em aberto.
Depois de ter elevado a taxa de juros em mais 1 ponto percentual na semana passada, para os 13,25% que você já viu nesta edição, o Banco Central divulgou a ata da reunião do Copom da semana passada.
Lembre-se que os juros são o preço do dinheiro no tempo e uma ferramenta para conter a alta dos preços. Quanto maior a taxa, mais caro ele fica, fazendo a economia girar menos, o que tende a causar menor inflação.
A ata costuma dar mais indícios ao mercado de como o Comitê como um todo, incluindo o seu presidente, está enxergando o atual cenário do país.
Essa ata era ainda mais esperada porque foi a primeira com Gabriel Galípolo, o indicado de Lula, no comando do Banco. O mercado ainda tenta entender quanto o petista vai influenciar nas decisões do BC.
Segundo a ata, na reunião, GG apontou que o principal motivo para essa alta de juros é a inflação, especialmente nos alimentos, que têm pesado no bolso das pessoas. 🛒
Um dos pontos que mais chamou atenção foi o fato do Comitê já ter afirmado que o Brasil deve estourar a meta de inflação para 2025 — 3% — já em junho, e espera fechar este ano com inflação de 5%.
Bottom-line: Essa foi a quarta alta consecutiva da taxa. A expectativa é que esse aumento continue, com a taxa podendo ultrapassar 15% ao ano.
Mais uma vez as tarifas do Trump viraram assunto no noticiário internacional, com todo seu impacto no jogo da geopolítica. Mas, desta vez, há um detalhe: o México conseguiu uma pausa. Por um mês, pelo menos.
Em troca, o México vai reforçar a fronteira com 10 mil membros da Guarda Nacional para conter o tráfico de drogas e a migração irregular.
Os EUA, por sua vez, prometeram ajudar a barrar o tráfico de armas pesadas para o México. No pacote, também entraram duas novas mesas de negociação entre os governos: uma sobre segurança e outra sobre comércio.
O acerto veio depois que o Canadá resolveu subir o tom e revidar, aplicando uma taxação de 25% sobre produtos americanos – de bebida a eletrodomésticos.
Enquanto o Canadá aposta na estratégia de contra-ataque e incentivo à produção nacional, Sheinbaum preferiu manter o canal diplomático aberto, enfatizando que preservar o acordo comercial com os EUA é mais benéfico para o México.
O contexto maior: Trump está levando adiante seu “tarifaço”, mirando países com os quais os EUA têm déficit comercial. Na mira, além do México e Canadá, também está a China.
Esse jogo já está mexendo com mercados e investidores, alimentando temores de uma nova guerra comercial. O dólar subiu globalmente, e há quem veja nisso um possível entrave para cortes de juros pelo Federal Reserve.
Com o aumento dos riscos climáticos, os custos de seguros estão disparando, forçando as pessoas a migrarem para regiões menos vulneráveis a desastres naturais.
A pesquisa ainda estima que, até 2055, os prêmios de seguros poderão subir 29,4%. Além disso, a migração para regiões menos expostas aos riscos climáticos tende a intensificar a mudança no mercado.
A pesquisa destaca que cidades como Miami, Jacksonville e Tampa estão entre as mais afetadas nos Estados Unidos. Mas o fenômeno não está restrito ao exterior…
No Brasil, Porto Alegre é um exemplo vivo. As enchentes de 2024, que causaram danos em mais de 10.000 imóveis e resultaram em R$ 500 milhões em prejuízos, geraram mudanças significativas no mercado imobiliário da região.
A demanda por imóveis em áreas mais seguras aumentou, com 65% dos compradores priorizando regiões com menor risco de alagamentos, com 45% dispostos a pagar mais por imóveis em áreas mais seguras.
Zoom out: Voltando aos EUA, só em Los Angeles, após os incêndios que devastaram a cidade e centenas de imóveis, o prejuízo para seguradoras gira em torno de 10 bilhões de dólares.
Você ainda tá planejando seu 2025? Porque já tem gente que tá de olho em 2026. Um grupo de deputados do PL, com o apoio de parte do Centrão, está se movendo para trazer Bolsonaro de volta para a política.
O ex-presidente está inelegível até 2030 por uma decisão do TSE, que o condenou por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, acusado de levantar suspeitas sobre as urnas em um evento oficial — o que o desenquadra da Lei da Ficha Limpa.
Não à toa, agora, os membros da direita em Brasília estão querendo discutir uma mudança na Lei da Fica Limpa — ironicamente criada e apoiada na época por vários membros da direita. O grande objetivo é trazer Bolsonaro de volta para o jogo.
Enquanto a incerteza fica no ar,outras figuras já veem oportunidade de ocupar o lugar caso Bolsonaro não consiga, como GusttavoLima, PabloMarçal e o governador de SP, TarcísiodeFreitas. Jair ainda cogita Flávio e Michele Bolsonaro.
PS: Esse tipo de “acordo” não é novidade. Em 1997, o Congresso mudou as regras de reeleição para permitir que Fernando Henrique Cardoso disputasse um segundo mandato. Na época, até houve denúncias de compra de votos — mas o projeto foi aprovado.