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INTERNACIONAL

O que acontece em Vegas não fica em Vegas

Pelo menos, não dessa vez. Trocadilho à parte, todos estão de olho no que acontecerá em Las Vegas no início do mês que vem. Uma das mais tradicionais convenções do setor de construção civil, chamada World of Concrete, será realizada na capital mundial dos cassinos nos dias 8, 9 e 10 de junho.

Por que estou falando disso? Simples! O evento é a primeira grande feira comercial a ser realizada presencialmente nos Estados Unidos. Isso significa muito, especialmente para o setor de eventos corporativos, que está desolado há mais de um ano.

Para se ter uma ideia, a estimativa é que mais de 1.500 empresas estejam presentes e mais de 60 mil profissionais passem pelo evento durante os 3 dias de exposição. O uso de máscara não será obrigatório, mas é recomendado pela organização. Jackpot.

Quem está de olho nisso? Além de todo o mercado, para entender como será o experimento, os tradicionais cassinos da região. Atentos à retomada, the casinos estão se preparando para receber os turistas que, num passado não tão distante, passavam boa parte do tempo livre no BlackJack e nas roletas.

A maioria dos cassinos disse que mais de 80% de seus funcionários já receberam pelo menos uma dose da vacina e estão prontos para o retorno dos apostadores.

Reabertura integral: Na semana passada, as autoridades locais anunciaram que irão suspender todas as restrições da pandemia no primeiro dia do mês que vem, permitindo que restaurantes, hotéis e bares abram totalmente. Ao que parece, os lances são altos, mesmo para a cidade que vive apostando…

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MERCADO FINANCEIRO

Brasil terá sua própria moeda digital

Não se sabe quando, mas o caminho está se abrindo. O Banco Central divulgou, ontem, as diretrizes para a criação de uma moeda digital, como uma extensão da moeda física.

O BC diz que tem promovido discussões internas e internacionais sobre o tema, buscando acompanhar a evolução tecnológica da economia brasileira.

Um ponto de atenção… O responsável pela provável futura frente realçou que a moeda digital será diferente das criptomoedas. Segundo ele, os criptoativos — como o Bitcoin — têm características de ativos, não de moeda. Sobre esses, o Banco Central continua opinando serem arriscados.

Quais as diretrizes? Aqui estão algumas:

Ênfase na possibilidade de desenvolvimento de modelos inovadores;

Previsão de uso em pagamentos de varejo;

Capacidade para realizar operações online e, eventualmente, até offline.

Mas vai demorar… A expectativa é que as condições necessárias para a implementação da moeda sejam reunidas em dois ou três anos. Será que, no futuro, o dinheiro físico vai se tornar obsoleto?

Mudando de assunto…

Nessa quinta-feira, acontecerá o Dia Livre de Impostos. Para quem não conhece, nessa data, lojistas prometem descontos de até 70%, sem os tributos cobrados pelo governo. São mais de mil lojistas de todo o país participando e, dessa vez, o evento incluirá o online.

A iniciativa é promovida pela Câmara de Dirigentes Lojistas Jovem, com o objetivo de alertar a população sobre o alto volume de impostos pagos e sensibilizar as autoridades sobre a carga tributária que recai sobre o setor varejista.

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NACIONAL

Preocupante: Mais da metade dos internados por COVID-19 tem menos de 60 anos

Pela primeira vez, a mediana dos internados por COVID-19 nos hospitais está abaixo dos 60 anos. De janeiro desse ano a primeira semana de maio, o número saiu de 66 para 55.

Para os de humanas… Isso quer dizer que metade dos internados tem mais de 55 anos e a outra tem menos que isso.

Por que é relevante? É só lembrar o quanto se falava que os “acima de 60” eram o grupo de risco. Agora, o risco tem atingido uma faixa etária mais nova, o que tem sido chamado de “rejuvenescimento da pandemia”.

Os motivos: 1) A redução de casos em pessoas mais velhas por conta da vacinação e 2) A maior exposição dos mais jovens, por conta das flexibilizações e pela necessidade de sair pra trabalhar.

Um ponto importante: Os pacientes não idosos têm tendência a permanecer por mais tempo ocupando um leito, o que pode afetar diretamente na operação do sistema de saúde. Isso pode ser um dos fatores para a interrupção da queda na taxa de ocupação do SUS nas últimas semanas, que vinha sendo constante.

E os números da COVID-19?

Nas últimas 24h, foram 37.072 casos e 894 mortes por coronavírus. A média móvel de óbitos está em 1.909, tendo variado -9% em relação a 14 dias atrás, indicando tendência de estabilidade.

Já a média de infecções está em 65.479, com uma variação de +8% em comparação a duas semana atrás, o que também indica tendência de estabilidade.

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INTERNACIONAL

COVID-19 pelo mundo

Overview. Enquanto a vacinação avança por aqui, é bom que você tenha uma noção de como andam as coisas mundo afora.

Estados Unidos: Com aproximadamente 40% da população já vacinada por completo, os norte-americanos se preparam para o tão esperado verão, depois de mais de um ano de restrições e fechamentos. Acredita-se que em mais 3 meses, 75% da população (número ideal) estará devidamente imunizada. Por lá, life is pretty normal right now!

Europa: Há quase dois meses, os europeus tinham uma média de 1,7 milhão de casos a cada 7 dias. Na semana passada, foram 685 mil casos, uma redução de quase 60%. As mortes também estão em declínio, mas há uma preocupação das autoridades com a variante indiana B16172.

Índia: Depois de dois meses tenebrosos, em que metade dos casos totais foram registrados, o número de infecções começa a diminuir. Apesar disso, as mortes continuam altas e há uma outra doença, mucormicose — causada por um fungo que ataca pessoas com baixa imunidade — que também preocupa as autoridades sanitárias.

Japão: No país das Olimpíadas, a atenção é dobrada. Ontem, o principal porta-voz do governo disse que há possibilidade de o país estender o estado de emergência — com término previsto para dia 31 — em Tóquio e outras 8 localidades até dia 20 de junho.

América Latina: O continente acaba de atingir um marco durante a pandemia. Só aqui, foram 1 milhão de mortes no total, e quase 1/3 de todas as mortes por COVID-19 no mundo no mês de maio. Atenção para os hermanos, que estão em novo lockdown, decretado nacionalmente, para conter o recorde de casos.

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MERCADO FINANCEIRO

A cerveja na contramão da economia

Enquanto o PIB tombou 4,1% em 2020, a venda de cerveja no Brasil cresceu 5,3%, alcançando o maior volume desde 2014, quando sediamos a Copa do Mundo.

Com os bares e restaurantes fechados, você deve imaginar que o consumo migrou para dentro de casa. O percentual de brasileiros que consumiu cerveja no conforto do sofá atingiu o recorde de 68,6%.

É uma tendência global? Pior é que não! Estamos mesmo bebendo mais. Fomos o único entre os 5 maiores mercados de cerveja a crescer tanto em valor quanto em volume em 2020. Nos EUA, por exemplo, houve queda de 3,4% em termos de volume.

Uma das explicações do crescimento por aqui é o comportamento de busca por relaxamento e algum tipo de prazer. Como consequência, o chamado “off-trade” (supermercados e online) saltou 17,6%.

E tem empresa surfando nessa alta. A Goomer, startup que digitaliza bares e restaurantes, recebeu recentemente um aporte de R$ 15 milhões. A empresa, que até então fornecia cardápios digitais em tablets e totens, montou um sistema para facilitar operações de delivery, sem taxa.

A plataforma criou uma ferramenta para que seus clientes, bares e restaurantes, criassem cardápios digitais — compartilháveis através de um link — e recebessem pedidos sem ter de pagar as altas comissões dos aplicativos.

E como monetizam? A empresa lançou sua versão paga, a GoomerGo, com recursos como um painel com o histórico de pedidos e uma ferramenta de cálculo de entrega. Agora, a projeção é pular de 20 mil para 50 mil estabelecimentos ativos nesse ano.

Voltando ao consumo de álcool, outros mercados que cresceram ainda mais que o da cerveja:

Gin – 13,2%

Vinhos – 15,2%

Cigarros – 12,3%

Como é segunda-feira… Com base no seu último final de semana, se depender de você, 2021 será mais um ano de recorde ou o mercado vai retrair?

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SAÚDE E BEM ESTAR

Campanha de vacinação: Do BBB para a Pfizer

Com a vacinação andando, surgiram ações interessantes para incentivar a imunização. Nos EUA, Budweiser, Uber e Shake Shack foram algumas das companhias que entraram com tudo nessa ideia. Por aqui, chegou a vez do maior ícone do BBB.

Não… Não é nem a Juliette, nem a Manu, nem o Prior. Estou falando de Tiago Leifert.

A Pfizer lançou sua primeira campanha para reforçar a importância da vacinação com o apresentador do reality show mais famoso do país, que doou integralmente o cachê para o voluntariado do Hospital Albert Einsten.

A campanha, de veiculação nacional, se chama “Vacina: Tomar para Retornar” e pretende incentivar as pessoas a irem se vacinar para, como consequência, agilizar a retomada da rotina, do trabalho e da normalidade como um todo.

Quais serão os veículos? Televisão, rádio, sites de notícias e entretenimento, outdoors e, claro, as páginas de Tiago Leifert e da Pfizer nas redes sociais.

Além da vacinação, a iniciativa reitera a importância de, mesmo depois de receber as doses, continuar com a higiene das mãos, o uso de máscaras e o distanciamento, pelo menos enquanto a maioria da população não está vacinada. #VemVacina.

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CPI DA COVID-19

CPI DA COVID-19: Pazuello novamente…

Ontem foi o segundo dia de depoimento do ex-ministro Eduardo Pazuello à CPI. Aqui estão suas principais falas:

Amazonas: Pazuello apontou como responsáveis pela falta de oxigênio hospitalar em Manaus a empresa fornecedora, White Martins, e a Secretaria de Saúde do estado.

Cloroquina: O ex-ministro disse que não houve pressão do presidente para produção do remédio, dizendo que jamais faria a recomendação.

CoronaVac: O general disse que Bolsonaro nunca falou com ele, pessoalmente, sobre cancelar as intenções de compra da vacina.

Isolamento: Pazuello se disse favorável ao distanciamento mas afirmou que, da mesma forma que outros medicamentos, medidas de isolamento não são comprovadas cientificamente.

As críticas… Segundo os senadores, Pazuello buscou preservar o presidente. Para o relator da CPI, Renan Calheiros, ele foi o “campeão das mentiras”.

Apesar do depoimento de Pazuello ter sido um dos mais esperados, a CPI ainda está longe do fim…

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INTERNACIONAL

Hamas e Israel anunciam cessar-fogo

Após onze dias de confronto em Gaza, Israel e Hamas anunciaram um cessar-fogo, que se iniciou ontem mesmo, às 2h da manhã do horário local.

De um lado, Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense, disse que seu gabinete de segurança votou a favor de uma trégua mútua e incondicional por unanimidade.

Do outro, o assessor do chefe do Hamas afirmou que o grupo palestino vai suspender seus ataques, obedecendo o acordo, se Israel seguir fazendo o mesmo. Outro membro do grupo disse que recebeu garantia dos mediadores de que isso aconteceria.

Quem são esses mediadores? Bom, a ONU e diversos Chefes de Estado já vinham fazendo pressão para que o confronto fosse suspenso. Mas quem esteve à frente dessa mediação foi o presidente do Egito, que, inclusive, recebeu elogios de Joe Biden.

Da Casa Branca, o presidente americano defendeu a segurança, a democracia e a liberdade — tanto dos palestinos quanto dos israelenses.

Ainda disse que reabastecerá o sistema antimísseis de Israel, utilizado para defender mais de 4.300 foguetes nos últimos dias, e que, junto a outros países e à ONU, fornecerá assistência humanitária rápida para Gaza.


Antes do horário definido para o cessar-fogo, foi registrada a chegada de mais alguns mísseis na região israelense próxima à fronteira.

Esse foi o pior momento nos combates entre Israel e Hamas desde 2014. Ao todo, foram 244 mortos, sendo 232 em Gaza e 12 em Israel, além de mais de dois mil feridos por conta dos ataques aéreos.

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INTERNACIONAL

Turistas vacinados poderão visitar UE

Summer in Europe! Ontem, a União Europeia anunciou que vai diminuir as restrições para a entrada de visitantes nos países-membros. As pessoas totalmente vacinadas ou as que vierem dos considerados “países seguros” estarão liberadas para viajar.

O que seria um “país seguro”? Essa classificação é feita de acordo com o cenário da pandemia em cada local. Os turistas aceitos serão somente aqueles que o respectivo país de origem tem até 75 casos de COVID-19 a cada 100 mil habitantes no somatório dos 14 dias anteriores.

Até o momento, esse número estava em 25 casos, mostrando uma tendência de flexibilização da UE, que vem justamente antes da alta temporada do turismo na Europa. Naturalmente, isso deve ajudar na recuperação econômica dos países.

Curtir o verão europeu não seria nada mal! Só seria mesmo; ao menos por enquanto, o Brasil não é considerado um país seguro. Isso porque, hoje, a taxa está em torno de 400 infectados para 100 mil habitantes por aqui. Ainda falta muito!

Além disso, os visitantes imunizados precisam ter sido vacinados com uma das vacinas aprovadas pela EMA (a agência reguladora europeia), o que é um empecilho para boa parte dos brasileiros, já que a CoronaVac (que corresponde a cerca de 80% das doses aplicadas aqui) ainda não foi autorizada pelo órgão.

Enquanto isso, na Ásia…

A Índia quebrou um recorde global nada agradável: o de quantidade de óbitos por COVID-19 em 24h. Nessa terça-feira, o país registrou 4.529 mortes, superando, negativamente, o número dos EUA de 4.475 mortes em janeiro desse ano.

Desde abril, a situação no país segue muito delicada, com falta de oxigênio e pessoas morrendo antes de receber tratamento, por conta dos hospitais superlotados. Não sabemos como está a recepção dos turistas por lá, mas a procura não deve estar nada alta.

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TECNOLOGIA

Spotify começa a vender ingressos para shows virtuais

Os shows presenciais parecem estar cada vez mais próximos, mas, para o Spotify, a aposta continua sendo o virtual. A plataforma anunciou, ontem, que vai começar a vender ingressos para shows de artistas como Leon Bridges e The Black Keys, por R$ 27.

Como vai funcionar? Os shows são pré-gravados, mas só podem ser assistidos em um determinado momento, no navegador web — pelo aplicativo, não dá. Para assistir, no entanto, é preciso ter uma conta no Spotify.

Voltando para o período pré-pandemia… Quando os shows aconteciam com calor humano, o Spotify permitia que os artistas listassem suas apresentações no aplicativo e conectassem com parceiros de venda de ingressos. Em 2017, a empresa gerou mais de US$ 40 milhões apenas oferecendo vantagens extras, como acesso antecipado.

Qual é a estratégia agora? Testar um novo fluxo de receita e manter os fãs envolvidos, em um momento em que a maioria já nem pensa mais em música ao vivo e a cores.

Enquanto isso, o Zoom já teme a volta da normalidade. Quando a maioria das equipes estiver de volta ao escritório, muito dificilmente você fará reuniões com o time através das telas. E aí, vai acabar o reinado do Zoom?

Pensando em manter seu sucesso após a pandemia, a empresa lançou seu serviço de eventos online, o Zoom Events, com foco em conferências, simpósios e cursos.

É claro que o networking presencial tem seu valor, mas a tecnologia permite que você continue participando de eventos que antes demandariam horas de voo e locomoção.

Onde isso se conecta à novidade do Spotify… Recursos de monetização e venda de ingressos também estarão disponíveis. Parece que o Zoom está pensando em migrar de um canal de videochamadas para um veículo de eventos online… Makes sense!

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