Diariamente, milhares de pessoas se arriscam cruzando fronteiras em busca de melhores condições nos Estados Unidos. Essa realidade fez com que a vice-presidente, Kamala Harris, embarcasse para os três países com as maiores taxas de imigração ilegal.
Speaking in numbers; dados mostram que mais de 170 mil imigrantes foram detidos na tentativa de cruzarem a fronteira estadunidense sem documentos em março. É o maior número em 20 anos.
A imigração se tornou um ponto fraco do governo de Joe Biden, já que, enquanto a maioria dos americanos (71%) aprova sua gestão contra a pandemia, pouco mais de 40% gostam de sua política migratória.
Guatemala, El Salvador, Honduras e México. Esses são os principais países de origem dos imigrantes em direção aos EUA. Especialmente de crianças e adolescentes, que ficam em abrigos durante semanas.
Foram mais de 18.960 em abril — ou mais de 60% acima do recorde anterior de 11.494 —, dos quais aproximadamente 40% eram da Guatemala.
Ontem, Harris esteve no país e fez um apelo para que as pessoas não saiam de lá para os Estados Unidos, além de apresentar um plano anticorrupção no país, já que o governo Biden acredita que esse seja um dos principais motivos da saída.
Parte da estratégia para desacelerar o ritmo migratório é criar melhores condições de vida e oportunidades econômicas na região de origem, através de investimentos.
No mês passado, Harris já havia feito o compromisso de ter 12 empresas americanas —incluindo MasterCard e Microsoft — investindo na Guatemala, em Honduras e El Salvador. Hoje, a vice-presidente se pronunciará sobre o assunto no México.