Assembleia Geral da ONU. Começa hoje, oficialmente, a 76ª Assembleia Geral da ONU com discurso de abertura realizado pelo Brasil; Bolsonaro é o único líder não vacinado
Segundo menor marco do ano. Brasil tem segundo menor dia de número de casos (7.884) e de mortes (203) em 24 horas no ano.
Pode isso, Arnaldo? Flamengo vende mais de 20 mil ingressos para a semifinal de amanhã da Copa Libertadores da América
“Não temos nada a ver com isso” Governadores respondem às acusações do presidente com relação ao aumento do ICMS no combustível e negam responsabilidade
Vulcão em erupção. Cinco mil pessoas são evacuadas após vulcão entrar em erupção nas Ilhas Canárias depois de 50 anos
Pfizer for kids. Farmacêutica anunciou que sua vacina induz a uma resposta imune robusta em crianças de 5 a 11 anos
Eleições no Canadá. Depois de antecipar as eleições em 2 anos, Justin Trudeau vence nas urnas e confirma sua popularidade
A semana será intensa no mercado financeiro. O grande foco está nas decisões da política monetária tanto aqui quanto nos EUA — ambas na quarta-feira —, mas outra reunião também chamará a atenção dos investidores: a Assembleia-Geral da ONU.
Os grandes desafios do encontro serão a redefinição da economia global na pandemia e o clima.
Além disso, estarão em pauta a situação do Afeganistão, as tensões entre Irã e Coreia do Norte e a rivalidade EUA-China, dentre outros temas.
Bolsonaro já chegou aos EUA para a assembleia e fará seu discurso de abertura amanhã, a partir das 9h. O presidente disse, na última semana, que sua fala será objetiva e tranquila, mas que levará verdades sobre o Brasil.
Além do discurso… O presidente também se encontrará com autoridades como o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, o presidente da Polônia e o Secretário-Geral da ONU. Os diplomatas estão de volta.
Que a pior crise hídrica dos últimos 91 anos tem um impacto direto na conta da energia você já sabe. O que talvez você ainda não tenha noção é do impacto da falta de água no transporte de cargas.
Calma… Por que eu deveria saber disso? Vai afetar o bolso. Diversos produtos, especialmente os agrícolas, são transportados pelos rios que cruzam os estados brasileiros.
Com a falta de chuva, além da escassez de água para o plantio, falta água para navegar e o transporte de muitos commodities fica mais caro.
Exemplificando:
Pense na soja, uma das matérias primas mais importantes do mundo. Enquanto um caminhão é capaz de carregar 50 toneladas de soja, uma barcaça pode levar 6.000 toneladas.
Para se ter uma ideia, o transporte hidroviário chega a ser 70% mais barato do que o rodoviário e 30% do que por ferrovias.
O impacto direto disso? É só pensar nos derivados da soja, que é essencial para a cadeia de desenvolvimento de milhares de produtos do dia a dia. Desde cosméticos no seu banheiro, até a ração do frango no seu congelador.
Zoom out: A soja é apenas um dos produtos que é transportado pelas hidrovias. O prejuízo estimado no setor é de R$ 6,5 bilhões entre setembro e dezembro com a paralisação das hidrovias, o que certamente será repassado para os alimentos.
Nos últimos meses, a discussão acerca da terceira dose dos imunizantes contra a COVID-19 tem movimentado as autoridades. Israel foi o primeiro país a adotar a medida e foi seguido por diversas nações, incluindo o Brasil.
“Mas deveríamos mesmo tomar?” Essa foi a pergunta que um comitê de consultores da FDA — a Anvisa americana — tentou responder na última sexta-feira, e o resultado não foi tão conclusivo quanto Biden e outros governantes queriam.
Os especialistas recomendaram o uso emergencial de uma dose de reforço da vacina da Pfizer para pessoas com 65 anos ou mais;
Deram sinal verde também para aquelas pessoas com comorbidades e com alto risco de desenvolver COVID-19 grave — diabetes, hipertensão etc.
O que há de novidade então? Por 16 votos a 2, o comitê foi contra doses de reforço da Pfizer para o público em geral, ao contrário do que o presidente americano, por exemplo, esperava.
Biden planejava começar seu programa de reforço em massa em todos os adultos no dia 20 deste mês. Ao que parece, vai ter que aguardar…
Disclaimer
Essa votação foi meramente consultiva e realizada por agentes externos ao órgão, ou seja, não representa a decisão da FDA em si. Pela tradição, no entanto, a recomendação do comitê é exatamente o que a agência costuma seguir em suas orientações.
O que dizem as fabricantes? Tanto a Moderna quanto a Pfizer divulgaram dados na semana passada que mostram que a eficácia de suas vacinas diminui com o tempo.
Resumindo… A discussão está longe de terminar, mas já terá impactos não só nas políticas de vacinação de reforço americana, como do mundo todo, que estará de olho nos próximos passos do governo Biden.
Se não foi o seu caso, é provável que você tenha ouvido alguém comentar. Golpes no PIX estão cada vez mais comuns no Brasil e, com isso, uma série de questionamentos vêm sendo feitos sobre a segurança da ferramenta.
Que tipo de questionamento? O Procon-SP, essa semana, pediu que o Banco Central limite a R$ 500 por mês o valor das transações com o meio de pagamento. Houve ainda um pedido mais agressivo… Na semana passada, um deputado estadual de SP apresentou um projeto de lei para proibir temporariamente o uso em todo o estado. Sim, isso realmente aconteceu…
O Banco Central, por sua vez, se posicionou contrariamente aos pedidos e afirmou que a medida seria um completo retrocesso. Mês passado, medidas de segurança já foram impostas pelo BC para minorar possíveis riscos.
Daqui pra frente, todas as instituições devem impor um de limite diário de R$1.000,00 para transferências no período noturno, ou seja, de 20h às 06h.
O impacto do PIX
+100 milhões de cidadãos e mais da metade das empresas do Brasil utilizam o sistema de pagamentos inaugurado no ano passado. O PIX já ultrapassa o uso de cartão de crédito, sendo a 2ª maior forma utilizada para pagar no país.
Zoom out: As transações com suspeita de fraude no PIX representam apenas 0,0011% da quantidade total e são provenientes da conduta humana, o que é bem diferentes de falhas no sistema.
Anteontem, o Ministério da Saúde recomendou a suspensão da vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades.
Por quê? Apesar da maioria esmagadora dos adolescentes ter tomado a vacina da Pfizer — a única aprovada para a faixa etária por aqui — outros milhares (cerca de 20 mil) receberam doses da Coronavac, AstraZeneca ou Janssen, não autorizadas no Brasil.
Criticando os estados, Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, disse que houve casos de eventos adversos nos jovens que receberam imunizantes que não foram o da Pfizer.
Segundo Queiroga, a recomendação da suspensão foi feita porque o Ministério da Saúde não pode se responsabilizar por erros de imunização dos estados.
E agora?
“Desculpe, Sr. Queiroga. Vamos continuar aplicando.” — foi como agiram 9 estados do país, argumentando que a Anvisa autorizou o uso da Pfizer para os adolescentes.
Para os adolescentes que já tomaram a 1ª dose, a indicação de Queiroga é que apenas tomem a 2ª se tiverem recebido a vacina da Pfizer.
A Anvisa está investigando a morte de um adolescente após tomar uma dose da Pfizer, mas afirmou não ver uma relação de causa direta entre uma coisa e outra. Clique aqui para mais detalhes sobre este assunto
O Reino Unido, a Austrália e os Estados Unidos têm mais em comum do que apenas a língua oficial: querem parar a China.
Foi firmado um pacto militar entre esses países — a maior parceria no setor de defesa em décadas — para conter a China na região do Indo-Pacífico.
De onde vem isso?
O Ocidente tem olhado desconfiado para o investimento chinês em infraestrutura nas ilhas do Pacífico, além das sanções comerciais contra algumas nações, como a Austrália.
O país também vem sendo acusado de aumentar as tensões em territórios disputados. Nos últimos anos, a China teve um dos maiores gastos militares da história.
Os objetivos: Segundo os líderes de governo dos três países, o intuito é promover a segurança e a prosperidade na região. Há quem diga que este seja o início da 1ª marinha global da história.
O acordo envolve a construção de submarinos de propulsão nuclear, inteligência artificial, tecnologia quântica e cibersegurança.
A França ficou furiosa por ter sido excluída do grupo, já que, em 2016, assinou um contrato com a Austrália para construir submarinos não nucleares.
O país da Oceania abandonou o combinado, o que pode custar US$ 65,7 bilhões para os franceses. A UE, para não ficar pra trás, já lançou sua própria estratégia Indo-Pacífico para fortalecer sua presença militar e diplomática na região.
O ministro da Economia pediu ajuda aos presidentes do STF e do Congresso para resolver o que chamou de “meteoro dos precatórios”. O que está acontecendo?
Quando falta dinheiro e você quer gastar mais com algo, o que faz? Parcela.
Guedes quer parcelar o montante de precatórios — dívidas da União —, que deveria pagar em 2022, para abrir espaço no Orçamento.
Caso isso não seja feito, não vai sobrar nenhum espaço no teto de gastos. Sem espaço, o Bolsa Família não poderia aumentar em 2022, outro desejo do governo.
A IFI, ligada ao Senado, classifica essa proposta como uma contabilidade criativa para obter retorno eleitoral.
A Bolsa em um parágrafo:
O Ibovespa fechou em queda de 0,96% nesta quarta, aos 115.062 pontos. Quem pesou foi a queda do minério de ferro, que fez as ações da Vale caírem. Como a empresa possui grande importância no índice, o dia acabou no negativo.
Ontem, a União Europeia anunciou a doação de mais 200 milhões de vacinas contra COVID-19, somadas às 250 milhões já doadas.
Segundo a presidente da Comissão Europeia, a Europa fez mais do que qualquer outra região nesse sentido — metade das 1,4 bilhão de doses produzidas no bloco foram exportadas.
Apesar da ação, a Presidente da Comissão Europeia admitiu que há uma grande disparidade na vacinação pelo mundo.
E isso é fato. Os países de baixa renda receberam menos de 1% das doses globais. A África, por exemplo, só imunizou cerca de 3,5% de sua população. O diretor da OMS resumiu: os países africanos foram abandonados pelo resto do mundo.
As autoridades africanas, então, pediram aos fabricantes que facilitem a venda de imunizantes para a região — segundo elas, as farmacêuticas nunca deram aos países do continente o acesso apropriado às vacinas.
E por falar em vacinas…
Biden se reuniu com CEOs de empresas como Microsoft e Disney para discutir a exigência da vacinação, ou de testes regulares, para empresas com + 100 funcionários.
A medida foi aderida de prontidão por várias companhias, enquanto alguns republicanos ameaçaram processar o governo por causa da decisão.
Inclusive; nessa semana, o Arizona abriu um processo contra o mandato. A forma como a medida se comportará no tribunal, no entanto, aonda é uma incógnita.
Não há dúvidas de que a pandemia alterou a forma como vivemos. O que muitos não perceberam é que ela também alterou a forma como trabalhamos e o que buscamos nas empresas em que estamos.
Vamos lá… Durante o mês de agosto, mais de 7 mil funcionários de 7 países foram entrevistados com o objetivo de demonstrarem suas reais motivações nas companhias depois da pandemia.
O resultado? Um novo padrão nos funcionários do mundo todo, que pode ser traduzido como o drive por sentido e crenças comuns.
Vou explicar… A pandemia fez com que as pessoas repensassem suas vidas como um todo, e isso fez com que a empresa — um local que passamos tanto tempo — passe a ser algo maior que apenas “um salário” no fim do mês.
“Se não estou feliz e não acredito no negócio em que estou, vou sair”. Dentre os entrevistados, 1 a cada 5 já saiu ou planeja sair do emprego atual nos próximos meses.
O principal fator da mudança NÃO é o salário. Apenas 31% justificaram a troca por motivos de remuneração ou avanço de carreira. A verdade é que quase o dobro (59%) busca um lugar que se ajuste mais aos valores e crenças que possuem.
Assim como a Geração Z, que busca se conectar com as marcas que compram e se importam com causas mais sociais e coletivas, os “funcionários pandêmicos” também querem isso.
Explicando a imagem: ao que parece, 61% dos funcionários vão escolher ou evitar um determinado emprego baseado na similaridade de ideologias e crenças da companhia.
Diversidade, inclusão e sustentabilidade são pautas fundamentais não só no papel, mas em ação. As empresas que se posicionam sobre questões-chave têm quase 10x mais probabilidade de serem destinos atraentes.
O papel do CEO não é só dirigir, mas se posicionar. Quase 1/3 dos entrevistados deixou organizações que não conseguiram se posicionar sobre questões sociais ou políticas importantes.
Por último…
O relatório mostrou que a empresa se tornou a instituição de maior confiança dos funcionários, mais até que o próprio governo e a mídia.
Zoom out: A responsabilidade das companhias aumenta, mas a mudança pode estimular um futuro de “tribos”, em que só se contrata e convive com aqueles que pensam de forma semelhante — para um extremo ou outro. Fica a reflexão…