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MERCADO FINANCEIRO

“Essa Ômicron não é tudo isso…”

Esse foi o sentimento do mercado financeiro nesse início de semana. Depois das informações que a nova variante parece ser mais branda que as outras, o mercado se entusiasmou e o Ibovespa fechou em alta pelo terceiro dia seguido.

Para os que gostam dos números: O índice subiu 1,7%, aos 106.858 pontos.

Como a Ômicron passou a assustar menos, as ações ligadas à reabertura da economia subiram — como foi o caso da Gol e da Azul, que lideraram as altas de ontem.

Além da Ômicron, nesse final de ano, os investidores brasileiros estão observando os dados de inflação ao redor mundo e andamento da PEC dos Precatórios por aqui.

Polêmica na Petrobras. Ontem, Bolsonaro disse que a estatal vai anunciar uma redução do preço de combustíveis, mas a empresa disse que nenhuma decisão foi tomada, e a CVM abriu um processo para investigar um vazamento de informações.

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MERCADO FINANCEIRO

“Eu gostaria que elas nunca tivessem sido inventadas”

Essas foram as palavras de Charlie Munger, um dos investidores mais respeitados e admirados do mundo — sócio e grande companheiro de Warren Buffett — sobre as criptomoedas.

Meteu essa? Sim, e o bilionário ainda disse que admira muito os chineses por terem banido as criptos de seu país, enfatizando que essa é a decisão correta.

De onde vem essa raiva toda? Não é de hoje que Munger não é fã desse tipo de ativo e seu principal argumento é que criptomoedas são contrárias aos interesses da civilização, até mesmo por serem tão úteis para sequestradores e estelionatários.

Momento… O interesse por ativos digitais nunca esteve tão alto, com o mercado de criptomoedas ultrapassando o valor de US$ 3 trilhões no último mês e as principais moedas, como bitcoin, atingindo recordes jamais vistos.

Charlie, na mesma entrevista, também emitiu palavras duras sobre o mercado atual, comparando-o ao boom do pontocom do final da década de 1990, que acabou em um colapso.

Segundo ele, as avaliações do mercado atual, com muitas empresas negociando em 35x os lucros, estão mais “loucas” do que a bolha que explodiu em 2000.

Bottom-line: Com 97 anos de idade, o vice-presidente da Berkshire Hathaway continua sendo uma voz extremamente relevante no mercado financeiro mundial, capaz de direcionar gestores e tomadores de decisão. Estar

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NEGÓCIOS

Principais notícias do mundo dos negócios que talvez lhe interessem

O Spotify lançou — em parceria com a Netflix — um novo “Netflix Hub” para centralizar as trilhas sonoras dos principais conteúdos da companhia.

O head do Instagram, Adam Mosseri, testemunhará perante o Senado sobre o potencial impacto negativo da plataforma para crianças e adolescentes.

A Netflix anunciou planos de adquirir o Scanline VFX, estúdio de efeitos visuais por trás de projetos como “Stranger Things” e Game of Thrones.

A Blue Origin anunciou seu 3º voo tripulado, que contará com 6 pessoas, incluindo o ex-jogador de futebol americano Michael Strahan e a filha do primeiro americano a ir ao espaço.

Ainda falando de espaço, a Virgin Galactic anunciou o vencedor de seu primeiro sorteio de dois ingressos para o espaço.

Só se fala em metaverso! A Niantic, empresa de realidade aumentada criadora do jogo Pokémon GO, captou US$ 300 milhões, sendo avaliada em US$ 9 bilhões, e quer criar um “metaverso da vida real”.

A Samsung anunciou que escolheu Taylor, no Texas, para construir uma nova planta de fabricação de semicondutores. O investimento estimado será de US$ 17 bilhões.

A Nasa está lançando a missão DART, a bordo de um foguete Falcon 9 da SpaceX, cujo objetivo será colidir com um asteroide — que não é uma ameaça para a Terra — para realizar um teste de desvio de órbita.

A Z1, fintech que busca ser a conta digital dos adolescentes, captou R$ 55 milhões em rodada Series A liderada pela Kaszek.

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MERCADO FINANCEIRO

Ibovespa direto ao ponto

Vamos logo ao que interessa, os números. Como foi a quarta-feira para o mercado financeiro?

Ibovespa: + 0,83% | 104.515 pontos
Dólar: – 0,21% | R$ 5,60
Euro: – 0,70% | 6,27
Bitcoin: – 0,53% | R$ 324. 076,94
S&P 500: + 0,23% | 4.701,46 pontos


De modo geral, o Ibovespa virou para o positivo, ontem, enquanto o texto da PEC dos Precatórios era discutido pelos senadores na CCJ — cuja votação ficou para a próxima quarta. Além disso, o mercado repercutiu alguns indicadores do exterior.

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NACIONAL

Guedes é interrogado devido offshores

Pandora Papers. No mês passado, uma série de bilionários, envolvendo alguns políticos e nosso ministro da Economia, Paulo Guedes, tiveram nomes divulgados como detentores de empresas offshores — ou seja, abertas em territórios com menor tributação.

Quando as informações foram divulgadas, houve um reboliço na mídia, especialmente no sentido de enfatizar que elas são muito utilizadas para realização de manobras fiscais — de fato, são, mas também são legais.

Ok, mas e aí? Paulo Guedes foi “convidado” por uma Comissão parlamentar a prestar esclarecimentos sobre o tema diante de deputados, que tiveram o direito de interrogá-lo livremente sobre o tema ontem.

Como foi?

Depois de uma série de perguntas, Guedes abriu seu discurso dizendo que o assunto é irrelevante no atual momento econômico do país, fazendo questão de classificar suas movimentações financeiras como “absolutamente legais”.

Nas palavras de PG: “A offshore é como uma faca, você pode usar para matar alguém ou pode usar para cortar uma laranja”. Boa analogia?

Questionado sobre o motivo das offshores, o ministro respondeu que foi aconselhado a fazer isso por questões sucessórias. Guedes utilizou o imposto sobre herança americano, de 46%, como motivação para abertura de sua offshore.

No ano de 2020, o ministro assinou uma resolução que aumentava, de US$ 100 mil para US$ 1 milhão, o mínimo de remessas ao exterior que devem ser informadas ao Banco Central.

Sobre isso, o economista acrescentou que não enviou remessas ao Brasil durante seu período no governo e que declara anualmente os valores à Receita Federal, e para a Comissão de Ética da Presidência da República.

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MERCADO FINANCEIRO

O Touro de Ouro da B3 já foi embora

Depois de algumas polêmicas, ontem à noite, a Bolsa de Valores retirou a estátua Touro de Ouro, que havia sido instalada em frente ao prédio do empreendimento em São Paulo, de onde estava.

Mas, por quê? Ainda nessa terça-feira, a Comissão de Proteção à Paisagem Urbana decidiu que a estátua deveria ser removida devido à infração dos artigos 39 e 40 da Lei Cidade Limpa, por falta de licença urbanística.

Além disso, a remoção foi justificada pela consideração de que a estátua tem elementos de peça publicitária — já que uma das patrocinadores da obra é a empresa Vai Tourinho — e a B3 também terá que pagar uma multa pelo ocorrido.

E por falar em touro…

Ele resolveu aparecer ontem — no seu sentido figurado. O Ibovespa teve um dia positivo, com alta de 1,5%, voltando aos 103.653 pontos.

A alta se deu, sobretudo, por causa das commodities, cujos preços subiram no mercado internacional. Com isso, ações ligadas a elas — como Vale e Petrobras — se valorizaram, o que fez com que o índice tivesse alta.

O dólar também subiu, fechando em alta de 0,27%, cotado a cerca de R$ 5,61.

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NEGÓCIOS

O fator pandemia nas empresas

Além de mudar nossas vidas pessoais, a pandemia fez uma reviravolta no mercado como um todo. Muitas companhias tiveram os melhores resultados de suas histórias, enquanto outras, tiveram seu fim decretado.

Veja como o valor de mercado de algumas empresas listadas em bolsas de valores performaram do início de 2020 até hoje:

65% do PIB global é composto por serviços — como restaurantes, viagens e comércio. Com a pandemia, muitos estabelecimentos foram obrigados a fechar, o que afetou diversos setores — muitos dos quais, até hoje, não conseguiram se recuperar.

Um exemplo? O turismo. Isso fica bem claro ao analisar os resultados da Azul e da CVC, empresas que tiveram suas operações praticamente interrompidas.

O boom dos produtos; esse foi um fator que muitos já esperavam e se concretizou. Bens de consumo (alimentos, produtos de limpeza e higiene pessoal) foram consumidos como nunca, mas algo muito interessante aconteceu… Aumento na venda de produtos de luxo.

Pare pra pensar… Pessoas que gastariam dinheiro com viagens e afins, por ficarem presas em casa, acabaram tendo que “procurar” outros lugares para gastarem seu dinheiro.

Analisando os números da Porsche, logo nos primeiros meses de COVID-19, no início de 2020, as ações da marca automotiva, que pertence ao Grupo Volkswagen, caíram pela metade.

Por não ser algo essencial, dadas as condições pandêmicas, o mercado inicialmente reagiu de forma muito negativa às restrições. No entanto, na prática, o efeito foi diferente do esperado: um aumento expressivo nas vendas.

Junte o fato de ser um bem escasso (oferta limitada) com a alta demanda, que os preços sobem. No caso da Porsche, carros seminovos da marca chegam a valer 30% a mais do que veículos zero — ou até mais, dependendo do modelo. Interessante, né?

Nem tudo são flores… Obviamente, não foi todo mundo que se deu bem. A varejista Restoque — proprietária de marcas de roupas como Le Lis Blanc, Dudalina e John John — viu suas ações despencarem.

Outra empresa que se deu muito mal foi a Saraiva, que não conseguiu migrar o consumo para o digital. Apenas 15% da receita que a rede de livrarias teve em 2021 veio de seu e-commerce — mesmo após tantos meses de pandemia.

A companhia não foi capaz de adaptar seu modelo de negócio à nova realidade do mercado, e vem acumulando prejuízos milionários e fechando diversas de suas lojas físicas.

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NACIONAL

Papai Noel, esse ano eu quero em Pix!

Com uvas passas ou não, a ceia de Natal desse ano vai ficar mais cara para o consumidor, e já estamos familiarizados com o motivo: a inflação.

No caso da clássica refeição natalina, os alimentos que a compõem encareceram do ano passado para cá. Veja:

O frango inteiro — um dos alimentos mais procurados nesta época, que substitui o peru — teve alta de 27,34%;
O panetone — com frutinhas ou chocolate? — disparou 25%.
O ovo, que costuma aparecer nas saladas, aumentou 20%;
Os pães, para a clássica rabanada, subiram cerca de 11,12%;
Enquanto isso, apenas o arroz teve queda de preço, de 4,25%, no período.
O que explica?

Especificamente, o aumento do preço da carne de frango e dos ovos — dois dos itens que mais subiram — se deve ao encarecimento dos insumos, como o farelo de soja e de milho.

Além disso, há a energia elétrica — para o funcionamento dos frigoríficos — e o diesel — transporte —, que também influenciam, além da maior demanda por causa da alta dos preços das carnes.

Aproveitando o assunto…

Muitos definem a inflação apenas como a alta dos preços. Isso é verdade, mas ela também é resultado da desvalorização da moeda. Quanto mais reais no mercado brasileiro, por exemplo, menos ele vale — e aí os preços sobem.

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MERCADO FINANCEIRO

Depois de uma semana de quedas no Ibovespa, o que esperar desta semana?

Esperando que essa semana seja pelo menos, levemente melhor que a anterior, vamos aos destaques dos próximos dias…

Na quinta-feira, o IBGE vai divulgar o IPCA-15, índice que mede a inflação e está sendo observado com atenção por economistas, analistas e investidores;

A partir de quarta, a FGV anunciará os dados de confiança do consumidor, da construção e da indústria, que darão um panorama da atividade econômica;

Outro destaque serão os dados de emprego, esperados para sexta-feira, em que teremos acesso ao saldo de contratações de empregos formais;

No cenário político, — adivinhe — o foco ainda está na PEC dos Precatórios.

O que mais? Nos EUA, precisamos ficar ligados aos indicadores de política monetária, que podem ditar o que os Bancos Centrais mundo afora vão fazer.

Mudando de assunto;

As exportações da carne brasileira para a China continuam vetadas por causa dos casos do “mal da vaca louca” por aqui. Após dois meses de interrupção, o volume de exportações de carne bovina caiu 43% em outubro de 2021 em comparação a 2020.

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MERCADO FINANCEIRO

Ibovespa atinge pior pontuação do ano

Se, há alguns meses, falei em máximas históricas do Ibovespa, ultimamente, tenho falado em pior pontuação do ano — e, ontem, foi um desses dias.

O Ibovespa fechou em queda de 0,51%, aos 102.426 pontos, novamente por causa do temor em relação aos riscos fiscais.

A questão ainda gira em torno do texto da PEC dos Precatórios, que deve sofrer mudanças antes de ser analisado pelo Senado.

Ontem, no entanto, houve outro motivo… A queda das commodities. Os preços do minério de ferro caíram para o menor nível em mais de um ano, pressionando negativamente os papéis da Vale, que têm grande importância sobre o Ibovespa.

E o dólar? A moeda voltou a subir forte e fechou o dia com + 0,83%, a R$ 5,57.

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