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MERCADO FINANCEIRO

Juros em alta, bolsas em baixa

A última semana terminou com a divulgação da inflação nos EUA, que atingiu o maior nível em quase 41 anos.

Superando as estimativas, o índice avançou 1,0% em maio em relação a abril, tendo pisado no acelerador depois da alta de 0,3% no mês anterior.

A notícia veio já precedendo outra. Por causa do aumento dos preços, espera-se que o Banco Central americano continue aumentando os juros.

Os economistas que estavam otimistas levaram um balde de água fria no estilo “Ice Bucket Challenge” — lembra do desafio? Até Bill Gates participou.

Considerando o impacto dos EUA no mundo todo… O anúncio fez a aversão ao risco ao redor do globo aumentar ainda mais, gerando uma queda generalizada nos mercados.

Nos EUA, por exemplo, a Nasdaq fechou em baixa de 3,52% na sexta-feira, enquanto o Ibovespa caiu 1,51% por aqui.

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MERCADO FINANCEIRO

Ibovespa segue descendo o morro da vó Sovelina

O Ibovespa vai precisar da outra mão para contar suas consecutivas quedas. Pela 5ª vez seguida, o índice caiu. Ontem, a baixa foi de 1,18%, aos 107.145 pontos, enquanto o dólar subiu 0,52%, a R$ 4,91.

O que está acontecendo?

Um motivo estamos carecas de saber — a inflação. Mas, dessa vez, a cautela veio em relação aos números dos Estados Unidos, que sairão hoje.

Outro motivo que havia desaparecido, mas voltou feito um fantasma para espantar, foram os lockdowns na China. Depois de aliviar as medidas, o país confinou seus habitantes de novo.

Eletrobras privatizada; na noite de ontem, foi definido o preço de cada papel da Eletrobras em sua oferta de ações. Os R$ 42 por ação resultaram em um movimento de R$ 33,7 bilhões, tirando a empresa das mãos estatais.

A venda da Eletrobras foi o maior movimento de desestatização do país em duas décadas — a fatia do governo deve cair a cerca de 35%.

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NACIONAL

Desacelerou

O IPCA — o principal número da inflação, para os leigos — do mês de maio veio abaixo do esperado, trazendo o questionamento se a alta de preços já passou pelo seu topo. Será?

Antes, a notícia: O indicador teve alta de 0,47% em relação ao mês anterior, sendo que a expectativa do mercado era de 0,6%.

O que isso significa? Os preços subiram, mas menos do que o esperado — essa foi, na verdade, a primeira taxa mensal abaixo de 1% desde janeiro. Essa desaceleração está dividindo os economistas…

De um lado, estão os que acreditam que a inflação chegou ao pico;

Do outro, alguns apostam que os preços continuarão disparando neste ano.

Com essa dúvida, não há um consenso sobre quais serão os próximos passos do Banco Central em relação aos juros, usados para conter a inflação. Resta esperar.

Dentre os maiores vilões de maio, estão as passagens aéreas e os remédios. Já os que mais aliviaram foram a energia elétrica — a bandeira esverdeou — e os alimentos.

Sobre os alimentos, inclusive… Bolsonaro pediu, ontem, que os supermercados diminuam a margem de lucro na cesta básica. A intenção é que os empresários ajudem a conter a alta dos preços para as famílias, principalmente as mais pobres.

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MERCADO FINANCEIRO

Quarto dia seguido no vermelho

Ontem, pelo quarto pregão consecutivo, o Ibovespa se desvalorizou. Dessa vez, o índice caiu 1,55%, aos 108.367 pontos, seguindo o exterior.

O que pesou;

Pressão internacional negativa; devido às preocupações persistentes com a inflação e as medidas dos Bancos Centrais ao redor do mundo para contê-la.

Ameaças fiscais; ainda em torno dos projetos do governo para diminuir os preços dos combustíveis — o mercado está sem saber qual o real impacto.

Falando do dólar, o sol se pôs no terreno positivo. A moeda subiu 0,33%, a R$ 4,89, em meio aos temores em relação à inflação e a recessão global.

A breaking news corporativa do dia: Foi aprovada a combinação da brMalls e da Aliansce Sonae. Surge, a partir daí, a maior plataforma de shoppings da América Latina, avaliada em R$ 12 bi, com 69 shoppings e 13 mil lojas.

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ESPORTES INTERNACIONAL

Polêmica no esporte resulta em processo bilionário

A campeã Simone Biles e outras 90 ginastas norte-americanas processaram, ontem, o FBI em nada menos que 1 bilhão de dólares.

Qual o motivo? As atletas acusam o órgão de ser negligente no escândalo de abuso sexual pelo ex-médico da seleção de ginástica dos Estados Unidos.

A acusação é de que o FBI trabalhou com a Federação de Ginástica e o Comitê Olímpico — durante mais de um ano — para esconder a informação do público.

Nesse meio tempo, o ex-médico Larry Nassar, que cumpre prisão perpétua, teria continuado agredindo meninas e mulheres jovens. O argumento geral é que as vítimas foram traídas por instituições que deveriam protegê-las.

Lembrando… Em dezembro de 2021, as autoridades esportivas norte-americanas concordaram em pagar US$ 380 milhões em indenização às vítimas de Larry Nassar. Agora, o processo bilionário foi para a polícia.

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ECONOMIA MERCADO FINANCEIRO

Banco Mundial divulga previsão em relação à economia brasileira

Para cima e para baixo. O Banco Mundial revisou, ontem, suas previsões de crescimento para o PIB brasileiro em 2022 e 2023.

Para este ano, a expectativa melhorou de 1,4% para 1,5%. Por outro lado, para o próximo, a revisão foi para baixo, de 2,7% para 0,8%.

Segundo a análise, 2022 começou de forma sólida, mas o otimismo não deve continuar com tanta força devido à inflação e às incertezas políticas. Já para 2023, o pensamento é de que a política monetária limite o crescimento.

Em relação a este ano, a previsão é que, olhando para a América Latina, o Brasil só cresça mais que o Haiti e o Paraguai. Dedos cruzados para que errem…

Para o mundo como um todo, o Banco Mundial está mais pessimista. Em janeiro, esperava-se um crescimento de 4,1%. Agora, a expectativa caiu para 2,9%.

Enquanto isso, na Bolsa…

O Ibovespa fechou estável, caindo 0,11%, aos 110.069 pontos, em meio a forças opostas. Por um lado, as empresas de commodities avançaram, mas as medidas para reduzir o preço dos combustíveis foram vistas com desconfiança. Um cabo de guerra.

Em relação ao dólar, o dia foi de alta. A moeda americana subiu 1,64%, a R$ 4,874.

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INTERNACIONAL

A América além da América

Nesta semana, está rolando a Cúpula das Américas de 2022, que começou com polêmica, já que alguns convites “não chegaram”. Os Estados Unidos deixaram de fora países como Venezuela, Cuba e Nicarágua, sob a justificativa de estarem sob governos autoritários.

Como resposta, o presidente do México desprezou o convite, avisando que não iria. Pela primeira vez, o governo dos EUA teve que ir aos países convencê-los a participar. O líder argentino, Alberto Fernández, também pediu mais unidade na região, lamentando a ausência de vários países americanos.

Bolsonaro vai? Sim, senhor. Esse será o primeiro encontro do presidente brasileiro com Biden. O aperto de mãos entre os dois — que acontecerá em Los Angeles — deve ter como pauta o meio ambiente e a agenda econômica.

A relevância… Os EUA sempre tiveram grande influência na América, mas isso está enfraquecido. Joe Biden quer alavancar acordos comerciais com os países da região, sobretudo em torno da recuperação econômica depois da COVID-19.

Um dos destaques de ontem foi o anúncio dos EUA de que empresas investirão US$ 10 bi na América Central, acreditando que isso vá ajudar a diminuir a imigração.

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MERCADO FINANCEIRO

A semana não começou com muito otimismo

O Ibovespa começou a semana sem acompanhar o exterior, fechando em baixa de 0,82%, de volta aos 110.185 pontos.

O que houve? O mau humor de segunda-feira não teve nada a ver com a ressaca do churrasco de domingo. Na verdade, os investidores ficaram cautelosos com a questão dos preços dos combustíveis. Ontem, inclusive, Bolsonaro propôs compensar os estados do país que zerarem os impostos que incidem sobre diesel, gás e transporte público até dezembro de 2022.

Paulo Guedes, ministro da Economia, está sendo pressionado para encontrar uma solução para a alta de preços, o que gera preocupação com a situação fiscal do país.

Por falar nisso… O plano de governo de Lula, que lidera as pesquisas eleitorais, não foi visto com bons olhos pelo mesmo motivo, já que pretende acabar com o teto de gastos.

O dólar, por sua vez, olhou pra cima. Ontem, moeda subiu 0,37%, a R$ 4,796.

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INTERNACIONAL

Boris Johnson continua como premiê do Reino Unido

Depois de enfrentar um voto de desconfiança, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, permanecerá no cargo.

Contextualizando: Um relatório investigou 16 eventos que ocorreram no coração do governo enquanto o Reino Unido vivia sob restrições por causa da COVID-19. O escândalo — chamado de “Partygate” — abalou a liderança de Johnson.

Pelas regras do Partido Conservador, em situações como essa, os parlamentares podem enviar uma carta confidencial de desconfiança ao presidente do Comitê de 1922 — grupo de legisladores que não ocupam cargos no governo. Se 15% dos parlamentares enviarem essa carta, é aberta uma votação dentro do partido para decidir se o primeiro-ministro continua no cargo. Para retirá-lo, seria preciso mais da metade dos votos dos conservadores.

Resultado… 211 deputados apoiaram Johnson na votação, enquanto 148 votaram contra ele, ficando decidido que o premiê deve permanecer no cargo. Porém, nem tudo é motivo de festa. Mais de 40% da bancada votou contra um primeiro-ministro da própria legenda, refletindo um enfraquecimento de Boris.

Falando em Reino Unido… A terra da Dona Beth está começando um programa de 6 meses para testar uma semana de trabalho de quatro dias em 70 empresas diferentes. Detalhe: sem corte de salários.

Com mais de 3.300 trabalhadores, esse é o teste mais abrangente de um final de semana antecipado. Os resultados serão anunciados em 2023 e serão bem relevantes para o resto do mundo — será que o “sextou” vai virar “quitou” ? Haha! Deus, eu nunca te pedi nada, mas sua filha está pronta!

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MERCADO FINANCEIRO

Assuntos importantes nesta semana

O indicador da inflação será divulgado na quinta-feira, prometendo dar o tom dos negócios no mercado financeiro desta semana. A expectativa é uma alta mensal em torno de 0,60%.

Não seremos os únicos de olho na inflação. Na quinta-feira, saem índices da China e do Japão, enquanto o dos Estados Unidos será divulgado na sexta-feira. Mas animada mesma estará a Europa. Na quarta-feira, tem o PIB da zona do euro e, na quinta, a decisão do Banco Central Europeu sobre os juros.

Voltando ao Brasil, na política, a discussão continua em cima da redução do ICMS dos setores de combustíveis, energia, telecomunicações e transporte público.

Já na agenda corporativa… Hoje, as ações da Amazon serão desdobradas de 1 para 20. No mercado interno, o destaque vai para a precificação da oferta de ações da Eletrobrás, na quinta-feira, e a assembleia sobre fusão entre Aliansce e brMalls.

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