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ECONOMIA

Como está o seu carrinho de supermercado?

O primeiro semestre marcou a mudança no perfil das compras dos brasileiros nos supermercados, com o aumento da procura pelos substitutos de carne vermelha.

Antes que você pense que está todo mundo virando vegetariano, a situação é outra: a alta dos preços da carne impulsionou a demanda por outras alternativas.

Mesmo com o aumento no preço médio unitário, os ovos foram o item com maior crescimento de procura. A busca pelo frango e pelos ultraprocessados — linguiças, salsichas e nuggtes — também aumentou.

No mesmo período, o consumo de snacks, salgadinhos e refrigerantes cresceu bastante. Mas os campeões mesmo dos carrinhos dos brasileiros foram os biscoitos.

Segundo especialistas, a demanda por esses produtos tem aumentado justamente nas faixas de renda mais baixa, levando a crer que os lanchinhos estão sendo usados para substituir as proteínas.

Bottom-line: Na periferia de São Paulo, supermercados têm comercializado feijão partido, bandejas com restos de queijo e presunto e pele de frango como alternativa diante da disparada dos preços — a situação está feia.

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ECONOMIA

Preços saltam 20% do dia para a noite na Argentina

Em maio, a inflação anual na Argentina atingiu 60%. Com a desvalorização do câmbio do país em 17% na semana passada, lojistas de Buenos Aires aumentaram seus preços em 20%.

Na semana passada, a situação ganhou mais um agravante: em meio à crise no governo argentino, o ministro da Economia deixou seu cargo. O cenário do país vizinho está mais instável que a internet discada dos anos 2000.

“Compre para economizar”. Essa frase pode soar estranha, mas tem feito muito sentido na Argentina — as pessoas estão comprando mais do que nunca, porque sabem que, se esperarem, o preço vai subir.

Nesse contexto, alguns lojistas estão procurando etiquetas de preço digitais, porque não conseguem mudar todas as etiquetas com o aumento constante de preços.

Zoom Out: Ainda que o mundo todo esteja abalado pela inflação, a situação na Argentina é extrema. Com isso, espera-se que a pressão sobre o presidente Alberto Fernández aumente cada vez mais.

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MERCADO FINANCEIRO

Ibovespa em queda, vagas em alta

A pressão veio de fora. A alta das commodities não conseguiu aguentar a pressão do exterior e o Ibovespa acabou caindo 0,17% nessa terça-feira, aos 100.591 pontos.

O que trouxe pessimismo? Os investidores nos Estados Unidos estavam cautelosos, na espera do principal índice de inflação do país, que sairá na sexta-feira.

Era pra ter sido pior, mas a alta das commodities — por causa de um pequeno sinal de abertura da China — serviu de colchão para a queda.

Em Maio, o Brasil criou 277 mil vagas de emprego com carteira assinada — bem acima da expectativa do mercado, que era de menos de 190 mil.

A criação de vagas é resultado da diferença entre demissões e contratações. Esse saldo foi positivo em todas as regiões do país, com destaque para o Sudeste.

Apesar do aumento do número de vagas, o salário médio de admissão caiu. Para sermos exatos, a queda foi de 0,94% em relação a abril, ficando em R$ 1.898,02.

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ECONOMIA

Presidente do Banco Central afirma que inflação no Brasil está com os dias contados

Se em 2020 a palavra do ano foi “coronavírus”, nos últimos meses, o termo “inflação” tomou seu posto. No entanto, a visão do presidente do Banco Central é que ele já tem data para sair do nosso vocabulário.

Ontem, Roberto Campos Neto disse que o pior momento da inflação já passou e que subir os juros vai sair das checklists do Banco Central.

Por que o Brasil deve se livrar do fantasma da inflação mais cedo? O fato de ele já ter nos assombrado muitas vezes ajudou. Como toda convivência melhora o relacionamento, nesse caso, não foi diferente…

Acredita-se que, graças ao histórico de convívio que o Brasil tem com a inflação alta, foi possível sair na frente, adotando ferramentas capazes de frear o processo.

Na prática… Segundo Campos Neto, enquanto o resto do mundo está no meio do caminho, o Brasil já está perto de ter feito o trabalho todo.

Zoom Out: O presidente do BC também destacou que o Brasil é um dos poucos países que está tendo revisões do PIB para cima — da última vez, o Banco Central passou a projeção para 2022 de 1% para 1,7%.

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MERCADO FINANCEIRO

Pressão sobre a petroleira

A semana começou com um comunicado importante na Petrobras: o presidente José Mauro Coelho pediu demissão. O pedido veio depois do aumento da pressão sobre a companhia com o novo reajuste nos preços dos combustíveis, envolvendo até uma possível CPI.

Para substituí-lo, foi nomeado um presidente interino, Fernando Borges, que terá seu nome examinado pelo Conselho. Por causa da notícia, a B3 chegou a suspender as negociações das ações, que fecharam o dia com alta de 1,14%.

Nesse meio tempo, a CVM abriu processos para apurar as notícias que anteciparam a renúncia e uma “movimentação suspeita” envolvendo as ações da estatal.

O Ibovespa como um todo, por sua vez, ficou estável. O índice fechou o dia com alta de 0,03%, aos 99.852 pontos, repercutindo a novela na Petrobras, o recuo do minério e a alta dos bancos, que se deram bem em meio às incertezas.

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ECONOMIA

Cresce número de devolução de imóveis

Você provavelmente sabe que a lei te permite devolver algo que comprou na internet e não gostou, mas sabia que também se pode cancelar contratos de compra e venda de imóveis na planta?

A Lei dos Distratos, criada há três anos, define regras claras para isso. Mas a notícia é: em 2021, o cancelamento teve alta de 4,5%.

Um dos motivos para isso é que quem comprou um imóvel na planta está com mais dificuldade para pegar dinheiro para bancá-lo, por causa do aumento dos juros.

O aumento parece baixo, mas a devolução de imóveis — muito por conta das incertezas econômicas — está preocupando o setor de construção, com imobiliárias temendo prejuízos e ficando mais inseguras para novos projetos.

A relevância: A construção civil é considerada um termômetro da economia brasileira por causa dos seus encadeamentos produtivos. Quando ela cresce, a perspectiva é positiva. Quando retrai, o futuro pede por mais atenção.

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ECONOMIA

Economia polêmica; produtos vencidos passam a fazer parte das compras dos brasileiros

Com a inflação nas alturas, colocar no carrinho os “vencidinhos” — produtos próximos da data de validade, que são vendidos mais baratos —, tem sido visto como uma boa opção para os brasileiros.

Para se ter uma ideia, em São Paulo, alguns produtos nessas condições chegam a custar metade do preço. Muitos têm receio na hora de consumir alimentos próximos da data de vencimento, mas, segundo médicos, esse prazo indica que o produto vai perdendo alguns nutrientes, mas não significa que não pode ser consumido.

Os estabelecimentos, no entanto, devem redobrar os cuidados de conservação dos “vencidinhos”, principalmente em relação à temperatura.

Zoom Out: Além do preço mais camarada, a proposta de vender alimentos perto do vencimento também ajuda a evitar o desperdício de comida. O brasileiro, em média, desperdiça cerca de 60 quilos de comida por ano.

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MERCADO FINANCEIRO

Não é por falta de acesso e opção, é pelo medo e inércia

Mesmo com os gurus dos investimentos, a poupança continua sendo uma das principais opções de investimento dos brasileiros — inclusive dos milionários, que têm acesso fácil a alternativas mais rentáveis.

Hoje, há cerca de 24 mil contas com saldo superior a R$ 1 milhão na poupança. Somando todas, as aplicações chegam a R$ 52 bilhões.

Por que os brasileiros continuam nessa?

Os principais motivos são a procrastinação, a inércia e o medo. Por não saber ao certo no que aplicar ou por medo da mudança, muitos colocam na poupança para pensar depois, acabam enrolando e deixando por lá. Por causa disso, o grupo de milionários deixa de ganhar até R$ 2,5 bilhões por ano — uma vez que, enquanto a poupança rende 6,17% ao ano, a Selic está em mais de 13%.

Aproveitando o gancho dos investimentos; temida pelos mais conservadores, a Bolsa deu uma trégua nas quedas. O Ibovespa fechou em alta de 0,73% ontem, aos 102.806 pontos, para que os investidores fossem mais tranquilos para o feriado.

O consenso foi de que o Federal Reserve acertou no aumento dos juros, afastando as incertezas.

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MERCADO FINANCEIRO

Mercado chorando, arrecadação sorrindo

Em abril, as contas do governo brasileiro tiveram superávit de R$ 28,5 bilhões — o maior saldo para o mês desde 2011.

Antes, o que é superávit? O superávit acontece quando a receita com tributos ultrapassa os gastos do governo, deixando esse saldo positivo.

Em abril, a arrecadação de tributos no Brasil bateu recorde para o mês, chegando quase aos R$ 200 bilhões.

Gastando mais, mas recebendo muito mais. Nos quatro primeiros meses do ano, as despesas totais subiram 17,1%, enquanto as receitas tiveram alta de 23,2% — houve queda em gastos como o pagamento de despesas associadas ao combate à COVID-19.

Enquanto isso, no Ibovespa…

Já até cansou de pedir música. Em sua 8ª queda consecutiva, o maior índice acionário brasileiro caiu 0,55% ontem, aos 102.063 pontos.

A desvalorização brasileira seguiu o resto do mundo, com as incertezas quando à China e as perspectivas de alta mais forte dos juros derrubando os ativos de risco. A ansiedade para a Super Quarta de hoje está forte.

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MERCADO FINANCEIRO

A semana começou com todos os sinais vermelhos

Sabe quando você sai de casa atrasado e, logo de manhã, encontra todos os sinais vermelhos? A semana começou com esse mesmo pé esquerdo para o mercado.

Acompanhando os EUA, onde os principais índices caíram de 2,79% a 4,68%, o Ibovespa despencou nessa segunda-feira, com queda de 2,73%, aos 102.598 pontos.

Na mesma linha, o inverno cripto fica cada vez mais congelante. Ontem, o Bitcoin caiu para abaixo de US$ 25 mil, menor valor em 18 meses. Melhor pegar o casaco…

O motivo principal é o temor de que, por causa da inflação nos EUA, o Banco Central do país seja mais agressivo em sua política monetária.

O urso está tomando conta… Por causa desse cenário — foi a sétima queda consecutiva do Ibovespa — já considera-se que estamos em um “Bear Market”.

Explicando o termo. O urso ataca de cima para baixo, por isso, é um símbolo de tendência de queda nos mercados. Já o touro usa seus chifres para atacar de baixo para cima, simbolizando uma tendência de alta. Sabia que era por isso?

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