Se você tem um carro com 4 a 10 anos de uso, saiba que ele está valendo mais do que valia há um ano. Por mais que pareça contraditório, é exatamente isso que está acontecendo no momento.
Durante o primeiro semestre deste ano, modelos de segunda mão valorizaram, em média, 13,04% — especialmente aqueles que têm mais de 4 anos de fabricação.
O principal motivo? Muita demanda e pouca oferta. As pessoas estão querendo comprar carros, mas o mercado não consegue entregar. Tanto nos seminovos e usados, quanto nos novos.
1) Carros rodados
De janeiro a junho, houve uma alta de 81% no emplacamento desses veículos, em comparação com 2020. A média diária de vendas do setor totalizou 59.037 transações — um aumento de 7,8% em relação às 54.768 do mesmo período de dois anos atrás.
2) Carros zero-quilômetro
O preço médio dos veículos zero-quilômetro também subiu bastante esse ano. Hoje, no Brasil, o carro mais barato do mercado é o compacto urbano Fiat Mobi, que parte de R$ 44.000 no modelo Easy — ele custava R$ 38 mil em janeiro (+15,8%).
Por quê?
Você deve se lembrar que várias fábricas chegaram a ficar fechadas temporariamente em abril por causa do coronavírus e da falta de chips semicondutores, que são fundamentais na produção dos veículos.
A escassez de peças não só atrasou a entrega de inúmeros veículos novos, como ainda está forçando fábricas a interromperem a produção. Ontem, a Volkswagen disse que vai parar de novo — pela terceira vez no ano — e a Hyundai também vai interromper montagens por falta de chips.