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Foi por pouco…

Ontem, o Senado aprovou o texto da Medida Provisória que permite a capitalização da Eletrobras. No entanto, como houve modificações no conteúdo da proposta, ela voltará para a Câmara, onde terá que ser votada até terça-feira.

Antes de mais nada, qual a diferença entre capitalização e privatização?

Enquanto capitalizar significa vender somente uma parte da empresa para uma ou mais pessoas, privatizar é vender a empresa toda e passar a gestão a um dono ou grupo do setor privado. É como ukulele e violoncelo, já que até se parecem, tem relação, mas não são a mesma coisa. Deu pra entender?

De volta à Medida Provisória: A projeção é que, por meio da venda de ações, o governo diminua a sua participação com direito a voto de 61% para 45%.

Apesar de perder o controle, a União ainda terá o direito a veto das decisões mais importantes.

Por último e não menos importante, também há estabelecido um limite de participação de 10% a cada acionista, para evitar a criação de uma influência central dentro da empresa.

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Nem chegou e já foi reprovado

Depois de aprovação no Senado na semana passada, o “Passaporte COVID-19” do Brasil foi rejeitado por Bolsonaro. Questionado sobre o Certificado de Imunização e Segurança Sanitária (CSS) — nome oficial —, o presidente antecipou que irá vetá-lo, caso seja aprovado.

Do que se trata? A ideia consiste na criação de um passaporte sanitário, que possibilita que pessoas vacinadas ou já testadas entrem em espaços sem o uso de máscaras e todos os outros protocolos de higiene que estamos acostumados.

Qual o problema para o presidente? Desde quando começou a se falar em vacinas no país, ele se posiciona de forma contrária à obrigação da picada. Na concepção dele, a aprovação do passaporte estimularia esse caráter “obrigatório” da coisa.

Como? Pense que estabelecimentos públicos e privados poderiam determinar na entrada a seguinte informação: “o ingresso neste local está condicionado à apresentação” do CSS.

Os possíveis problemas práticos:

1- A efetividade de uma comprovação de teste negativo, que não garante imunidade;

2- Apenas 15% da população estar imunizada — o que poderia criar uma espécie de segregação;

3- A integridade do documento — virtual ou impresso — diante do jeitinho brasileiro.

O que é curioso pensar?

Segundo o projeto, estabelecimentos que cumpram certas exigências relacionadas ao CSS, não poderiam sofrer nenhum tipo de restrição. Resumindo… Um bar poderia ficar aberto até a madrugada, desde que só para os que portarem o documento.

Zoom out: O projeto está sendo analisado na Câmara, mas ao sinalizar uma desaprovação, o presidente manda um recado para seus aliados no Congresso.

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A queridinha do momento e seu prazo de validade

Uma das maiores preocupações em relação à vacinação no Brasil girava em torno do prazo de validade das doses da farmacêutica Janssen (Johnson & Johnson), que estão a caminho daqui.

O governo brasileiro conseguiu antecipar a entrega de doses da J&J, mas havia uma dúvida quanto à capacidade de conseguir utilizá-las em tempo hábil, já que o vencimento estava previsto para dia 27 de junho.

Contexto… As doses foram compradas com um desconto de 25% — uma economia de cerca de R$ 480 milhões — por causa do prazo curto de validade, e o pagamento só ocorrerá em relação às doses que forem efetivamente aplicadas.

Apesar do susto, ontem, a Anvisa aprovou uma alteração no prazo de validade do imunizante. Anteriormente, as doses tinham validade de três meses. Agora, com a alteração, a utilidade se estende para quatro meses e meio.

Como assim?

Basicamente, a equipe técnica da agência avaliou uma série de dados e entendeu que a vacina tende a se manter estável pelo período aproximado de 135 dias — e não apenas 90 dias.

Na prática, a Anvisa seguiu a decisão do órgão equivalente nos Estados Unidos (US FDA), que, na semana passada, também aprovou a referida alteração.

Por que é relevante? Estamos prestes a receber 3 milhões de doses da Janssen. Na quarta-feira, as vacinas chegam ao Brasil e, se a data de vencimento original fosse mantida, elas se tornariam inutilizáveis no dia 27 de junho.

Como a logística de aplicação é complexa, o risco era grande. Com a mudança, o Brasil ganha mais um mês e meio para aplicação do imunizante, que terá a primeira leva direcionada às capitais.

Além disso, como esse é o único modelo que garante a proteção com uma única dose, o país ganha velocidade na campanha de vacinação. Outras 35 milhões de doses da J&J são esperadas nos próximos meses.

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Dias melhores virão…

O governo de São Paulo anunciou, nesse domingo, a antecipação do calendário de vacinação, afirmando que toda a população adulta do estado terá tomado pelo menos uma dose da vacina contra a COVID-19 até 15 de setembro, “o dia da esperança”.

Essa foi a segunda atualização feita nos últimos dias. Inicialmente, estava previsto que essa marca fosse alcançada no início de novembro e, na última quarta-feira, o governador João Doria já havia adiantado para 18 de outubro.

Ao todo, são cerca de 45 dias ganhos na previsão. O governo paulista não explicou o que possibilitou a nova antecipação, só afirmando que todo o calendário foi feito de acordo com a previsão de entrega das vacinas pelo Ministério da Saúde.

Ainda de acordo com o cronograma… No mês de junho, serão 7,5 milhões de doses aplicadas só no estado de SP em pessoas de 40 a 59 anos. Para ver o cronograma com mais detalhes, clique no botão abaixo.

Por falar em SP…

No sábado, o presidente Bolsonaro participou de uma manifestação a favor de seu governo na capital paulista. O evento contou com apoiadores percorrendo 120 quilômetros em motos, com Jair puxando a “motociata”.

Durante o trajeto, houve pausa para discurso sobre temas como lockdown, obrigatoriedade do uso de máscaras para vacinados e tratamento precoce. Teve multa para o chefe do executivo também, por não ter usado máscara.

O fato aconteceu duas semanas depois do movimento contrário ao governo na Avenida Paulista e, caso queira ver imagens das duas lado a lado, é só clicar no botão abaixo.

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Copa América: Supremo não suspende campeonato e marcas não querem propagandas em campo

Deu o que falar… COVID, política, jogadores, técnico e até denúncia de assédio. Mas o martelo foi batido. Ontem, o STF formou maioria contra as ações que pediam a suspensão da Copa América no Brasil.

A relatora dos dois casos, a ministra Cármen Lúcia, criticou a realização do evento, mas votou contra o pedido por enxergar que essa decisão não cabe ao Supremo, ressaltando que juiz não atua como quer, mas segundo o que o direito determina.

Ainda havia um terceiro processo em votação. Esse tinha como relator o ministro Roberto Lewandowski, que votou contra a ação, mas obrigando o governo a apresentar um plano que apresente as estratégias que serão tomadas para garantir segurança durante o evento. No entanto, somente cinco ministros seguiram Lewandowski, contra outros seis que negaram a ação de maneira direta.

Resumindo: O STF não suspendeu a Copa América, que começa nesse domingo, com Brasil x Venezuela e vai até dia 10 de julho.

Vai ter Copa, mas vai ter vaga de ads vazia. Três patrocinadores oficiais do evento, Mastercard, Ambev e Diageo, anunciaram que não vão expor suas marcas durante a Copa América em respeito à situação sanitária que o país enfrenta.

As companhias cumprirão os contratos, mantendo os pagamento, mas vão retirar suas marcas de todos os banners e locais de exposição durante o evento.

O motivo é simples… Não correr o risco de manchar a imagem das empresas ao participar comercialmente de uma competição que já gerou mais polêmica que aquele vestido que era azul e dourado, risos. Há quem diga que é apenas jogada de marketing. Essa conclusão, como sempre, deixo pra você.

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Clima tenso no Norte do país

Nos últimos dias, ocorreram ataques a ônibus de transporte coletivo, agências bancárias e prédios públicos em Manaus e outras cidades amazonenses, como resposta à morte de um traficante de drogas.

Para dar um panorama; uma Unidade Básica de Saúde e o prédio do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas foram incendiados pelos criminosos, além dos outros imóveis depredados.

Na manhã de ontem, depois de uma noite de caos, os ônibus deixaram de circular na capital e as aulas da educação pública e privada foram suspensas.

A situação ficou tão preocupante que cerca de 250 equipes policiais estão realizando rondas no estado, e o governador pediu ao Ministério da Justiça que enviasse tropas da Força Nacional para reforçar o combate ao crime organizado.

Ontem, então, o governo do Amazonas informou a prisão de 31 suspeitos de envolvimento. Dentre eles, estão os acusados de liderar os ataques e há ainda uma criança de 11 anos, que também foi apreendida.

Apesar das prisões, o governo diz não ter chegado ao cerne da organização criminosa. Há acusações sobre o envolvimento de policiais no tráfico de drogas no estado, mas o secretário de segurança do Amazonas afirma que esses já foram presos.

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Tensão na Confederação Brasileira de Futebol

Mais uma polêmica no mundo dos esportes. Ontem, Rogério Caboclo, presidente da CBF, foi afastado de seu cargo após uma denúncia de assédio moral e sexual.

As sérias acusações vieram de uma funcionária cerimonialista da entidade, em um documento de 12 folhas. Ela, que trabalha há cerca de nove anos na CBF, detalhou episódios desde abril do ano passado e afirma ter provas para os fatos.

Caboclo, por sua vez, nega qualquer tipo de assédio. As investigações devem começar hoje, pela Comissão de Ética.

A preocupação dos patrocinadores…

A Nike, que estampa a camisa da seleção brasileira, comunicou profunda preocupação com as acusações e disse acompanhar o caso de perto.

O Itaú Unibanco, patrocinador oficial da seleção, recebeu as acusações da mesma forma.

A Vivo, por sua vez, informou que acompanha as apurações com atenção, pois são situações que não condizem com os valores da empresa.

Recentemente, a tenista Naomi Osaka desistiu do French Open para se concentrar na sua saúde mental, depois de declarar que faltaria às coletivas de imprensa. Seus patrocinadores, como Nike e Tag Heuer, correram para apoiá-la.

Houve também a recente informação de que a Nike rompeu seu contrato com Neymar por falta de colaboração de sua parte em investigações sobre uma denúncia de assédio.

O posicionamento das marcas nos casos de Rogério, Naomi e Neymar mostram que, em algumas questões, as empresas não querem mais ser neutras. Pelo contrário, querem ser vistas levando a sério temas como assédio e saúde mental.

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Exército decide não punir Pazuello

Ontem, o Exército Brasileiro decidiu não punir Eduardo Pazuello pela participação de evento com o presidente Jair Bolsonaro e apoiadores no mês de maio, logo após seu depoimento da CPI.

A decisão desagradou a muitos, já que o próprio Regulamento Disciplinar do Exército veda a participação de militar em manifestação de cunho político.

Anteriormente, inclusive, Hamilton Mourão — Vice-Presidente e também General — disse que Pazuello cometeu um erro ao participar da manifestação. Pazuello e Bolsonaro, por outro lado, tinham se defendido dizendo que o ato não foi uma manifestação político-partidária.

O que disse o Exército? Segundo a nota oficial, “não restou caracterizada a prática de transgressão disciplinar” e o processo foi arquivado.

Muitos consideraram a posição do Exército como preocupante por demonstrar uma possível inclinação aos interesses do presidente, incluindo o deputado Rodrigo Maia, que publicou em seu Twitter que estaríamos vivendo um chavismo de direita.

Bolsonaro, por sua vez, falou sobre punições disciplinares das Forças Armadas em geral na sua live semanal, reforçando que a decisão de punir ou não é exclusiva do comandante do Exército, não havendo interferência de sua parte.

Zoom out: Na terça-feira, Bolsonaro nomeou Pazuello para a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, meses após substituí-lo como ministro da Saúde.

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Destaques no Brasil

Hoje mais direto e objetivo porque se dinheiro não aguenta desaforo, feriado não suporta enrolação. Vamos lá!

1) Bolsonaro sanciona ajuda de R$ 5 bilhões à pequenas empresas

A lei gira em torno do programa Pronampe, que visa o crescimento econômico através da democratização do crédito, uma das maiores queixas dos pequenos empresários. Do total, 20% devem ser destinados ao setor de eventos, e o valor pode subir para R$ 25 bilhões com o apoio de bancos públicos e privados.

2) Médica Luana Araújo fala à CPI

A infectologista chegou a ser anunciada para integrar o governo, mas teve sua nomeação cancelada. Ela argumentou pela ineficácia do tratamento precoce contra a COVID-19 e elogiou o preparo técnico do atual ministro, Marcelo Queiroga.

Luana disse que recebeu ameaças ao ser anunciada como integrante do corpo do Ministério da Saúde e afirmou que não tem informações sobre um gabinete paralelo.

3) Secretário da Saúde do Amazonas é preso em Manaus

Marcellus Campelo foi preso pela PF em uma operação contra nomes do governo amazonense por desvios na Saúde, envolvendo desde hospitais de campanha a contratos de lavanderia hospitalar. Ainda em Manaus, a PF foi recebida a tiros pelo filho de um empresário também investigado.

4) Brasil registra maior número diário de casos de COVID desde março

Foram 95.601 novas infecções e 2.507 mortes confirmadas nas últimas 24 horas. A atual média móvel de óbitos está em 1.868 e a de casos em 63.178 — ao comparar com duas semanas atrás, a queda foi de 5% e 4%, respectivamente, o que indica estabilidade. Sobre a vacinação, mais de 22% da população já recebeu, pelo menos, uma dose.

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Combo: CPI DA COVID-19 e Copa América

De volta à CPI… Ontem foi a vez da médica Nise Yamaguchi, que apesar de não ter nenhum cargo no governo, se diz uma colaboradora pontual. O que ela disse?

Nise negou a existência de um gabinete paralelo para aconselhar Bolsonaro sobre o combate à pandemia;

Afirmou que conversou sobre cloroquina com o Ministério da Saúde, mas não sugeriu a alteração na bula do medicamento — contrariando Mandetta e o diretor-geral da Anvisa.

Disse que se reuniu pouco com o presidente e que nunca falou com ele sobre vacinas ou imunidade de rebanho;

As críticas… O senador e médico Otto Alencar fez uma série de questionamentos sobre infectologia à Nise, chegando a afirmar que ela não sabe absolutamente nada do assunto. Já o presidente da CPI, Omar Aziz, disse que os ouvintes não deveriam acreditar nela.

Por outro lado: Há quem diga que a médica foi desrespeitada e interrompida diversas vezes durante seu pronunciamento, tendo sido impedida de explicar detalhadamente as ações e os tratamentos contra a COVID-19. Nise relatou que se sentiu agredida e em um tribunal de exceção.

Mudando de assunto

E a Copa América? Parece que vai acontecer. O ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, anunciou ontem que MT, RJ, DF e GO sediarão o campeonato, sem público.

Segundo o ministro, o país que sedia a Libertadores, a Sul-Americana e outras competições não poderia virar as costas para um campeonato tradicional como esse.

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