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Metade da população adulta do Brasil já está vacinada

Nada como começar a semana assim. Podemos dizer que mais da metade da população adulta do Brasil (+18 anos) já recebeu pelo menos uma dose da vacina contra a COVID-19.

Isso acontece porque, dos 26 estados brasileiros, 11 com grande contingente populacional já conseguiram aplicar a primeira dose em 50% dos adultos. Ao todo, foram mais de mais de 113,7 milhões de doses aplicadas.

O pódio:

Mato Grosso do Sul — 60,4% de população adulta recebeu pelo menos uma dose;
São Paulo — 59,8%;
Rio Grande do Sul — 58,9%.

Por que é relevante? Além do avanço nos esforços de imunização, a notícia traz esperança e otimismo para o semestre. Se todos falaram disso quando aconteceu nos EUA, por aqui, a comemoração deveria ser ainda maior. É um marco e tanto.

Importante: Com exceção da Janssen, uma dose não é garantia de imunidade. Em relação à vacinação completa, 19% dos adultos já podem se dizer imunes.

E por falar em vacina…

Os paulistas comemoram. O estado de SP antecipou o plano e pretende vacinar os maiores de 18 anos até o dia 20/08. Logo depois, no dia 23/08, será a vez dos adolescentes de 12 a 17 anos. Preparem-se para muitos TikToks de vacina! Brincadeira…

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Ao que tudo indica, as coisas estão melhorando

O Brasil já contabiliza 530.344 óbitos e 18.962.786 casos, mas esses números não interferem na análise do momento. Como assim? Obviamente, os números acumulados nunca diminuem, só aumentam. Até por isso, analisamos a média móvel para entender a real situação.

A média móvel é calculada assim: os registros dos 7 dias anteriores são somados e divididos por 7, encontrando, assim, a média.

E aí, como ela anda? A média móvel de mortes está em tendência de queda há 12 dias, atualmente em 1.451. Comparando à média de 14 dias atrás, a variação é de -20%.

Falando de casos, a tendência também é de queda. Atualmente, são registrados, em média, 48.655 novos casos por dia — o menor valor desde 23 de fevereiro.

Sim… Os números continuam altos. Mas a diminuição deles após a vacinação — nessa semana, inclusive, batemos recorde de doses aplicadas em 24 horas —, nos dá sinais de que tempos melhores estão por vir. P.S: Variante Delta, nem vem…

Por falar em vacina, 13,90% dos brasileiros estão completamente imunizados, enquanto 38,68% já receberam pelo menos uma dose. No total, foram aplicadas 111.356.469 doses.

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Privatização dos Correios; será que vem aí ?

Segundo o secretário de Desestatização, Diogo Mac Cord, o governo decidiu vender 100% dos Correios em um leilão único. Ao que tudo indica, a empresa será vendida a um único comprador, integralmente.

A negociação envolve todos os ativos, mas também os passivos — como dívidas — dos Correios. É um formato diferente dos planos para a Eletrobras e do que foi feito na BR Distribuidora, que envolveu a Bolsa.

Mas calma… A Câmara dos Deputados ainda precisa aprovar a proposta, que abre caminho para o processo. A votação deve acontecer em breve, já que Arthur Lira a colocou na pauta dos próximos quinze dias.

Os dois lados da moeda na privatização:

1) Acredita-se que a privatização aumente a produtividade do setor e que a entrada da iniciativa privada em operações exclusivas dos Correios faça a qualidade do serviço melhorar.

2) Há críticas à venda a um único comprador, o que não necessariamente aumentaria a concorrência. Teme-se também que os preços subam e as entregas aos locais mais afastados do país possam ser prejudicadas.

Números interessantes: Em 2020, o patrimônio líquido da estatal cresceu 84% em relação a 2019 e os Correios tiveram lucro de R$ 1,53 bilhão, o maior resultado em 10 anos. No mesmo intervalo, os Correios tiveram 12 greves e 211 dias paralisados.

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Auxílio emergencial terá mais três meses de extensão

Até então, o prazo para encerrar o auxílio emergencial era o fim desse mês. Ontem, no entanto, o governo anunciou que vai prorrogá-lo por mais três meses, até outubro.

Os valores continuam os mesmos, variando de R$ 150 a R$ 375, dependendo da composição familiar. Hoje, o benefício atinge quase 40 milhões de brasileiros.

De onde viemos; o auxílio emergencial foi criado em abril de 2020, com cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil. Depois de 5 meses, foi estendido até o final do ano com mais 4 parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada. Em 2021, os valores foram de R$ 150 a R$ 375.

Os custos: Segundo Paulo Guedes, hoje, o custo mensal do programa é de R$ 9 bilhões. Só no ano passado, a União gastou R$ 294 bilhões com o auxílio.

Para onde vamos; a ideia é que a prorrogação proteja os vulneráveis, enquanto o país atinge a vacinação em massa. A meta é que, em três meses, se chegue ao controle da pandemia.

Bolsonaro também disse, no anúncio, que o governo está negociando atualizar o valor do Bolsa Família para o ano que vem.

Por que é relevante?

O auxílio tem várias faces. Além de seu importante fator social em um momento de vulnerabilidade e de injetar capital para que a economia se movimente, ele também interfere em todo o ecossistema de empregos. Sem falar, é claro, no impacto nos cofres públicos.

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Quando o próprio relator da CPI é indiciado

Irônico! O próprio relator da CPI da COVID-19 está sendo indiciado pela Polícia Federal por corrupção passiva e lavagem de dinheiro… Ele mesmo, Renan Calheiros.

O que apontam as investigações? Ao que parece, o senador pediu e recebeu R$ 1 milhão em propina da Odebrecht, no dia 31 de maio de 2012, em troca de resoluções envolvendo incentivos fiscais.

Agora, a partir dos dados fornecidos pela PF, a Procuradoria-Geral da República vai decidir se denuncia o senador ao STF.

A defesa de Renan se diz confiante no arquivamento da investigação, por acreditar que as apurações estão baseadas apenas em depoimentos de delatores. O senador, por sua vez, disse que o caso está aberto desde 2017, sem que tenham encontrado provas.

Por falar em CPI… Vamos ao cronograma da semana:

Amanhã: Regina Célia Silva Oliveira, fiscal do contrato com a Precisa/Bharat Biotech.
Quarta-feira: Roberto Ferreira Dias, ex-diretor do Departamento de Logística em Saúde da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde.
Quinta-feira: Francieli Fantinato, ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações.

O finalnal de semana nas ruas; nesse sábado, novas manifestações contra Bolsonaro ocorreram ao redor do país. Os protestos, que aconteceram depois do STF autorizar a abertura de inquérito para apurar a atuação do presidente na compra da Covaxin, pediam o impeachment.

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Compilado do que está acontecendo por aqui

1 – O Brasil ultrapassou 100 milhões de doses aplicadas da vacina contra a COVID-19 ontem. São exatas 101.120.461 no total, sendo que 35,2% da população já recebeu pelo menos 1 dose e 12,55% está completamente imunizada.

2 – Nessa quinta, registramos mais 2.029 mortes e 65.163 novos casos de COVID-19. A média móvel de mortes, de 1.565, é a menor desde 8 de março, em tendência de queda.

3 – Vai ter Réveillon e Carnaval em 2022. Essa é a esperança dada pelo prefeito de São Paulo, a princípio, depois de dizer que o avanço da vacinação e a queda nas internações abriram essa possibilidade. Otimismo para aglomerar em breve.

4 – Enquanto isso, no Rio, o assunto já é a terceira dose para os idosos. O prefeito carioca informou que a proposta já está em avaliação e depende da aprovação do ministério da Saúde. A intenção é que o 3rd round aconteça ainda neste ano.

5 – Ontem, quem depôs à CPI foi Luiz Paulo Dominguetti. Ele se apresentou como representante da Davati Medical Supply e reafirmou a denúncia sobre pedido de propina de um diretor do Ministério da Saúde na compra da Covaxin. Saiu com seu celular apreendido e sendo acusado de ser uma testemunha plantada…

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COVID-19: Média de mortes estabiliza mas números de casos aumentam

Já faz tempo que não falo sobre as médias de COVID-19 aqui. Portanto, pra fechar a semana, vou dar um rápido briefing.

Mil oitocentos e setenta e três: É a média móvel de mortes no Brasil. Atualmente, estamos abaixo da marca de 2.000 pelo terceiro dia seguido, com tendência de estabilidade.

No entanto… O número de novos casos vem chamando a atenção. A média está em 77.050, o que representa um aumento de 17% em relação a 14 dias atrás e, portanto, tendência de alta.

Fonte: Our World in Data

Essa semana, pela primeira vez, passamos da marca de 100.000 diagnósticos em apenas um dia. O tipo de recorde que ninguém gosta de bater…

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Covaxin: Quando a compra de vacinas vira um problema

Covaxin. Esse é o nome da vacina produzida na Índia e do interesse do governo federal brasileiro, que chegou a fechar um contrato e empenhar — termo formal para reservar — R$ 1,6 bilhões de reais para a compra de doses.

Aparentemente, não haveria nada de errado nisso; porém, durante a semana, foi feita uma denúncia que alega supostas irregularidades e superfaturamento no contrato firmado pelo governo. Vamos aos fatos…

Onde tudo começou? Luís Miranda é um deputado federal e tem um irmão, chamado Luis Ricardo, que é chefe de importação do Departamento de Logística do Ministério da Saúde.

Segundo o deputado, seu irmão teve conhecimento de uma série de problemas com o contrato firmado para a compra das doses e estava sendo pressionado para acelerar a assinatura que concedia a aprovação da licença de importação ao imunizante.

Ciente disso, o deputado disse que informou sobre essa e outras irregularidades a um assessor do governo e também alertou pessoalmente o Presidente, Jair Bolsonaro, no dia 20 de março.

É aqui que mora o problema… Caso as irregularidades no contrato assinado em fevereiro sejam efetivamente comprovadas, assim como a ciência do Presidente sobre os fatos e seu envolvimento, alguns crimes podem ser caracterizados.

O que é importante observar? O acordo de R$ 1,6 bilhão foi o único firmado com um intermediário — a Precisa Medicamentos, cujo sócio está envolvido em problemas — e tem o maior preço único por dose, se comparado às demais vacinas já compradas. É importante dizer que nenhum valor foi pago e que nenhuma dose foi entregue.

O que diz o governo? Ministro e porta-voz do governo, Onyx Lorenzoni, disse que não houve favorecimento de ninguém, nem superfaturamento nas doses e, muito menos, compra, já que nenhum centavo do dinheiro público saiu dos cofres. Além disso, Onyx afirmou que houve falsidade até na apresentação dos documentos e que a PF vai investigar o deputado e o irmão por calúnia.

Um prato cheio para a CPI; os próximos dias serão movimentados e a CPI também já está de olho no caso. Ontem, por exemplo, a comissão enviou convites para que os irmãos que fizeram as denúncias prestem depoimento amanhã.

O sócio da empresa intermediadora não compareceu à sua oitiva prevista para essa semana, sob argumento de que estava em quarentena obrigatória.

A Procuradoria da República no Distrito Federal também abriu uma investigação para apurar o caso e o Tribunal de Contas da União (TCU) já investiga esse mesmo contrato desde 31 de março. Vamos aguardar…

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Transporte público em crise

Desde janeiro, o setor teve 41 paralisações, realizadas em 17 estados e no DF, o que nos dá uma greve a cada 4 dias. Antes de mais nada…

A relevância: 44,3% da população brasileira tem no transporte público seu principal meio de deslocamento. No Sudeste, o percentual chega a 50,7%.

As greves são resultado de uma crise agravada pela pandemia. O sistema é mantido, principalmente, com o valor obtido pela venda das passagens. Durante o isolamento, o número de passageiros caiu e a receita das empresas despencou.

A superlotação acontece em alguns locais, principalmente nas linhas mais periféricas. Para frear os prejuízos, frotas são reduzidas, o que piora a situação.

Os impactos: Nos últimos 14 meses, 25 operadoras de ônibus suspenderam suas operações ou sofreram intervenção pública. No período, foram mais de 76,8 mil demissões e um prejuízo de R$ 14,2 bilhões.

Mudando do transporte para a energia. Ontem, a Câmara aprovou o texto-base da MP que abre portas para privatizar a Eletrobras. O modelo escolhido foi a capitalização: serão emitidas novas ações, que vão reduzir a participação da União na companhia de 60% para 45%. Agora, 10 destaques serão analisados e, em seguida, o texto vai para sanção presidencial.

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500 mil

Esse é o número de pessoas que foram vítimas da COVID-19 no Brasil, que se torna, com o marco, o segundo país a atingir meio milhão de mortes em decorrência da doença.

Para fins de comparação… Os Estados Unidos, com mais de 600 mil mortes, estão em primeiro e os indianos ficam em terceiro na fila, com pouco mais de 360 mil óbitos.

Na Índia, estamos falando de um bilhão de habitantes a mais que os Estados Unidos, que, por sua vez, possuem 100 milhões a mais que o BR em população.

O Brasil ultrapassou os 500 mil mortos cerca de 15 meses depois do primeiro óbito pela doença e 50 dias depois de chegar à marca de 400 mil. Só não foi mais rápido do que a mudança de centena anterior em abril — de 300 mil para 400 mil — que levou 36 dias.

O que também é muito importante observar? A tendência de alta. A média móvel dos últimos sete dias foi de 2.073 óbitos. Isso representa uma aceleração de 27% na comparação de 14 dias atrás.

Enquanto isso…

Milhares de manifestantes saíram em protesto no sábado, contra a gestão do atual governo no enfrentamento da pandemia no país, com boa parte dos atos direcionando a culpa das mortes ao presidente Bolsonaro.

Os atos foram registrados em 25 capitais — com exceção de Florianópolis, devido a forte chuva — e no Distrito Federal, ao longo do dia 19.

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