Categorias
ECONOMIA

A ideia de aumentar impostos não pegou muito bem no Congresso

Imagem: IstoÉ

“E lá vem eles de novo…” Pela proposta de orçamento do ano que vem, as empresas vão sofrer um aumento de impostos para que o governo consiga alcançar suas metas fiscais.

  • A ideia é aumentar duas taxas: a da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e o Juros sobre Capital Próprio (JCP) em dois e cinco pontos percentuais, respectivamente.

Tirando o economês: A equipe econômica de Lula quer arrecadar mais R$ 21 bilhões por meio do aumento de impostos sobre o lucro das empresas e sobre os ganhos de acionistas.

O projeto foi até enviado em regime de urgência para que os deputados e senadores decidam sobre o assunto em até 45 dias — o que pode ser revertido.

O que está por trás disso: As tentativas de aumentar impostos têm como objetivo alcançar a tão falada “meta do déficit zero” nas contas públicas do ano que vem.

Basicamente, Haddad admitiu que o governo precisa de R$ 166 bilhões em receitas extras para terminar 2025 gastando o mesmo que arrecada e com as contas em equilíbrio.

“Muita calma nessa hora”

Logo que colocou as mãos no texto e leu sobre o aumento da CSLL e do JCP, o presidente da Câmara, Arthur Lira, deu um recado claro para o governo: “Isso aqui é improvável, quase impossível”.

  • Os deputados e senadores tem até o final do ano para aprovar ou não todo o orçamento público de 2025 — e tudo indica que eles não ficaram muito contentes com o que receberam.

Enquanto o mercado digere os números apresentados, o governo bate na tecla de que a economia do país está tendo bons desempenhos, com o PIB do 2º trimestre tendo um crescimento acima do esperado.

Categorias
ECONOMIA

3 em 1 para começar a semana no mundo da economia

1- Governo entrega orçamento de 2025 💰

Passando a tesoura. Para tentar cumprir as metas das contas públicas, o governo Lula decidiu cortar a verba de benefícios sociais para o ano que vem — mas aumentar em R$ 1,3 bi as emendas parlamentares.

O salário mínimo de 2025 será de R$ 1.509, uma alta de R$ 97 na comparação com o atual. Agora, o Congresso tem até o final do ano para aprovar ou não o orçamento que o governo enviou.

2- Bolsa Brasileira tem seu melhor mês em Agosto 🐂

A bolsa brasileira teve o melhor mês do ano em agosto, com uma alta de 6,57% e fechando acima dos 136 mil pontos. Em 2024 todo, o Ibovespa tem alta de 1,35%.

  • O que aconteceu pra isso? O fato de os EUA estarem perto de fazer um corte de juros tem causado um fluxo de entrada de investidores estrangeiros — que também são atraídos pela desvalorização do real.

Basicamente, a queda nos juros americanos tende a tirar concentração do capital no Tesouro Americano e a estimular a ida para mercados emergentes, como o nosso.

3- Banco Central toma medidas para intervir alta do dólar 💸

Com a moeda americana passando dos R$ 5,63, o Tesouro brasileiro vai fazer um grande leilão para vender US$ 735 milhões em contratos — um processo chamado de swap cambial.

Na prática, essa medida acontece quando o dólar chega a patamares altos e o Banco Central decide intervir. Essa é a 4ª vez que o swap acontece no atual governo — todas neste ano.

Categorias
ECONOMIA

Lula indica braço direito de Haddad para a presidência do Banco Central

Imagem: Washington Costa

Bateu o martelo! Depois de meses de expectativa, Lula confirmou a indicação de Gabriel Galílpolo para ser o presidente do Banco Central a partir do ano que vem.

Já era esperado que o nome do economista fosse escolhido, já que ele foi secretário-executivo de Haddad no Ministério da Fazenda, é um dos atuais diretores do banco e, acima de tudo, é bem-visto pelo governo.

A relevância: O Banco Central é quem toma decisões que afetam diretamente o custo dos empréstimos no Brasil, principalmente ao definir o patamar da Selic — a famosa taxa básica de juros, que atualmente está em 10,50% ao ano.

🥃 Uma dose de contexto: Desde que assumiu a presidência, Lula trava uma queda de braço com o atual comandante do BC, Roberto Campos Neto — que foi indicado por Bolsonaro.

  • Na visão da gestão petista, Campos Neto faz jogo duro para cortar os juros, por razões políticas, para prejudicar o crescimento econômico do país — mesmo com as decisões sendo de um grupo de diretores.

Sendo assim… Lula quer ter confiança e uma boa relação com o próximo líder do BC. No caso de Galípolo, foi ele quem ajudou o atual presidente a conversar com o mercado financeiro durante as eleições de 2022.

Apesar de não ser uma surpresa e de ser visto como um nome técnico já conhecido pelo mercado, parte da Faria Lima tem receio de que o indicado atue de forma política para agradar o atual governo.

Looking forward: Galípolo vai passar por uma sabatina no Congresso onde deve ser questionado sobre a independência do BC e, depois, precisa ser aprovado no Senado com no mínimo 50% + 1 dos votos dos 81 senadores.

Categorias
ECONOMIA

VALE usa solução caseira e elege novo CEO independente

Imagem: Ben Hider

A partir do ano que vem, o vice-presidente financeiro da Vale, Gustavo Pimenta, vai virar o CEO. A decisão foi tomada em conjunto por todo o Conselho de companhia.

Essa troca era para ter acontecido em maio, mas a escolha de um sucessor foi marcada por um longo processo e discordâncias entre a empresa, os conselheiros e os acionistas.

Por que isso importa? O principal receio era de que uma das empresas mais valiosas do Brasil estivesse sendo alvo de uma possível interferência e pressão do governo para emplacar um novo CEO.

  • Um dos conselheiros da Vale, inclusive, renunciou ao cargo dizendo que a escolha do novo comandante passava por “influência política” e “evidentes conflitos de interesse”.

Contextualizando: Mesmo privatizada, o governo tem 2 votos no conselho e articulação com acionistas da empresa. Lula queria colocar Guido Mantega — ex-ministro da Fazenda do PT — na presidência da Vale.

Acontece que, com indicações baseadas em proximidade política, cresce o risco de que as decisões sejam tomadas com base em acordos com o governo, e não em estratégias de longo prazo.

A reação: Com o fim da novela e com a escolha de um novo CEO que vem de dentro da própria empresa, o mercado respirou aliviado. As ações da VALE3 subiram mais de 3% no pregão de ontem.

No último trimestre, a companhia teve um lucro líquido de US$ 2,76 bilhões — um crescimento de 210% na comparação anual.

Categorias
ECONOMIA

Governo confirma que Brasil pode ter o maior imposto do mundo

No topo do ranking. Segundo os cálculos do próprio Ministério da Fazenda, a reforma tributária deve fazer com que a alíquota do imposto sobre valor agregado (IVA) chegue a 27,97%.

Comparando com impostos equivalentes de outros países, isso pode fazer com que o Brasil tenha a taxa mais alta do mundo — acima dos 27% da Hungria e da média de 19% dos países desenvolvidos.

Relembrando… A reforma tributária aprovada no Congresso unificou várias cobranças ao longo de toda a cadeia produtiva sobre bens e serviços, criando o IVA.

  • O que tinha faltado, no entanto, eram os valores dos novos impostos que seguem sendo discutidos pelos deputados e senadores.

No começo, o IVA seria de 26,5%, mas agora Haddad admitiu que ele pode chegar a quase 28% ao longo da análise da reforma no Congresso — possibilidade que antes o ministro negava.

O que está acontecendo? O texto ganhou a isenção de impostos para mais de 1.600 categorias de produtos e serviços, que vão desde produtos da cesta básica até explosivos e remédios de disfunção erétil.

Pense que, se mais setores e produtos vão pagar menos impostos, a arrecadação que eles iriam gerar tem que ser compensada de alguma forma — aumentando indiretamente os tributos de outras áreas.

Os próximos passos: Agora, a bola está na quadra dos senadores, que vão bater o martelo e decidir se essas isenções continuam ou não. Há chances da votação só acontecer depois das eleições municipais.

Categorias
ECONOMIA

Os olhos do mercado estão numa vila de 10 mil habitantes

Os maiores e mais importantes banqueiros centrais do mundo estão reunidos no Simpósio de Jackson Hole, que acontece numa vila no estado americano de Wyoming.

Além de discutir as mais diversas questões econômicas, o evento historicamente virou um palco para grandes anúncios que mexem com o sistema financeiro global.

O que realmente importa: O presidente do Banco Central americano, Jerome Powell, vai discursar hoje antes do almoço e deve dar pistas sobre os próximos movimentos dos juros americanos.

A taxa atual está no intervalo entre 5,25% e 5,5%, o maior patamar em mais de 20 anos. Os EUA não sabem o que é ter um corte no índice desde a pandemia.

Será que vem aí? A inflação americana vem caindo nos últimos meses, o que tem alimentado a esperança dos investidores por uma queda nos juros no máximo até o próximo mês.

Pense que o juros é o “custo do dinheiro”. Se ele cai, fica mais barato pegar um empréstimo ou pagar parcelado, por exemplo. Na teoria, as pessoas passam a gastar mais e aquecer a economia.

Os olhos do mundo estão no discurso de Powell, já que se os juros americanos diminuírem mesmo, o $ passa a render menos na renda fixa de lá, enfraquecendo o dólar.

O movimento pode levar investidores estrangeiros a olharem com mais carinho para países emergentes onde os juros estão relativamente altos — como é o caso do Brasil. Bom, cenas para os próximos capítulos…

Categorias
ECONOMIA

A China está ferrando com o minério…

O minério de ferro foi a commodity que melhor performou no acumulado desde os anos 90, com ganhos superiores a 1.000% — principalmente pelo boom chinês nos últimos 25 anos.

A festa parece estar chegando ao fim; pense que a China já fez as suas principais obras de infraestrutura e já construiu prédios e mais prédios, à medida que sua população disparava.

Agora, já com características de país mais desenvolvido, e não mais como aquele país emergente, a quantidade e velocidade das obras diminuíram.

Os números não mentem: a demanda caiu. O custo do minério está abaixo da faixa dos US$ 100/tonelada. Isso é 55% menos do que o pico histórico, em 2021.

Qual a relevância? O minério de ferro é o 3⁠º produto que mais exportamos, enquanto a China é o principal destino das nossas exportações: foram mais de US$ 100 bilhões exportados em 2023.

Na prática, mais do que causar a queda do preço do minério, a desaceleração da demanda chinesa significa uma menor demanda especificamente do nosso principal “cliente”.

Categorias
ECONOMIA

O ouro tem tudo para ter um futuro brilhante

As medalhas saíram caro… O preço do ouro tem batido recordes ao longo do ano, e tudo indica que o metal possa passar dos US$ 3.000 por onça (30g) já no ano que vem.

Atualmente, a cotação está em mais de US$ 2.500/onça, com uma alta de mais de 15% só em 2024. Nos últimos 3 anos, o preço subiu 54%.

O que está acontecendo? Por ser um recurso limitado, o ouro é visto como um investimento seguro, que resiste a variações da economia — principalmente em momentos de instabilidade.

A China, por exemplo, tem buscado o metal precioso num ritmo nunca antes visto para engordar suas reservas internacionais e ter uma alternativa ao dólar.

O risco chegou, o ouro disparou: Se tem alguma coisa que não está em falta neste ano, é incerteza. Eleições nos EUA, Guerra de Israel e Guerra da Ucrânia são alguns exemplos de receios entre os investidores.

Outra razão para essa arrancada do metal é a possibilidade de o Banco Central dos EUA abaixar a taxa de juros do país pela 1ª vez desde a pandemia.

Com o Tesouro em dólar rendendo menos, o ouro fica ainda mais atrativo, já que a moeda americana passa a desvalorizar e o metal não.

Pode cair bem por aqui: O Brasil tem cerca de 12% das reservas conhecidas de ouro no mundo. Até 2027, projetos de mineração vão render investimentos de R$ 7,6 bilhões no nosso país — um recorde para o período.

Categorias
ECONOMIA

Geração Z não quer saber de álcool

Uma pesquisa recente constatou que mais de 40% dos americanos está buscando beber menos bebidas alcoólicas em 2024, um aumento de 6 pontos percentuais YoY (Year over Year). Entre os grupos demográficos, a geração Z é quem teve o maior salto, saindo de 40% em 2023 para 61% este ano.

Esse comportamento não é de hoje. Desde a pandemia, consumidores passaram a se preocupar mais com a saúde e o bem-estar — e essa tendência permaneceu, especialmente entre os mais jovens.

Tanto que a procura por alternativas não alcoólicas subiu no país, indo desde cervejas 0% a bebidas funcionais, que promovem níveis mais elevados de energia e melhor saúde digestiva e cerebral.

Essa demanda fez com que essas alternativas se tornassem um fenômeno global que deve alcançar um valor de mercado de quase US$ 250 bilhões em 2026.

Nos EUA, excluindo drinks que contêm cannabis, foram US$ 9 bilhões em vendas no varejo entre março de 2023 e março deste ano.

No entanto, o consumo do álcool está longe de acabar. Isso porque cerca de 80% dos que compram bebidas não alcoólicas também compram bebidas que contêm álcool.

Categorias
ECONOMIA

O almoço está cada vez mais salgado

Nunca na história do nosso país comer fora de casa esteve tão caro quanto agora. Uma refeição completa — prato principal, bebida, sobremesa e cafezinho — está saindo, na maioria das vezes, por R$ 51,61.

Caso uma pessoa almoce de segunda a sexta em restaurantes, por mais econômicos que eles sejam, ela vai gastar em média R$ 1.032 por mês.

Por que importa? O preço da comida está crescendo mais rápido que a remuneração básica da população, o que torna mais difícil de conciliar o orçamento com outras necessidades.

Nos últimos 5 anos, enquanto o salário mínimo aumentou 41%, o preço de uma refeição completa fora de casa subiu 49%.

Nem o VR aguenta… Entre os trabalhadores formais do país, 56% recebem um auxílio-refeição. Acontece que, em média, o VR do brasileiro dura no máximo 11 dias.

As marmitas também sofrem, já que a inflação dos alimentos deve subir 7% neste ano — acima do aumento dos preços no geral. O impacto é sentido principalmente pelas famílias de baixa renda.

Curiosidade: O preço de comer fora de casa pode variar em quase 150%. Enquanto o famoso PF sai a um preço médio de R$ 37, uma refeição completa à la carte custa R$ 96.

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora