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Menos uma etapa

O Tribunal de Contas da União deu, ontem, o primeiro aval para o processo de privatização da Eletrobras, colaborando com o governo para que tudo esteja concluído até maio.

O que é esse aval? Basicamente, a decisão dessa terça-feira permite a continuidade das etapas necessárias para realizar a operação. Ou seja… “Deixa a coisa andar”.

Um dos pontos analisados para o aval foram os valores envolvidos, como o bônus que a empresa terá que pagar à União — depois de privatizada — pela renovação dos contratos das 22 usinas hidrelétricas da companhia.

A avaliação é que a Eletrobras privatizada deverá pagar R$ 67 bilhões, divididos entre a União, obrigações de investimento e a Conta de Desenvolvimento Energético.

Os próximos passos: Na segunda etapa, que deve acontecer em março, os ministros vão estudar o modelo de venda proposto. A ideia é que a Eletrobras se torne uma “corporation”, que nada mais é que uma empresa privada sem controlador definido.

Para isso, ações da companhia serão ofertadas na Bolsa, de modo que a União passe a ter em torno de 45% do capital votante. Para comparar, hoje, são 70%.

E por falar em Bolsa…

Mesmo a decisão acontecendo à tarde, os papéis da companhia subiram mais de 6% ontem. O Ibovespa, como um todo, se valorizou 0,82%, aos 114.828 pontos. O dólar, enquanto isso, caiu 0,75%, agora cotado a R$ 5,18.

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Desemprego caiu em 2021

Apesar de ter perdido 265 mil vagas de emprego com carteira assinada em dezembro, o Brasil criou 2,7 milhões de postos no acumulado do ano.

Esse é o maior saldo positivo desde 2010, quando começaram a metrificar esse índice para valer. Em 2020, o sentido foi o oposto — no primeiro ano pandêmico, a fins de comparação, o país perdeu 191.455 vagas formais.

Por setores: Quem ocupou o primeiro lugar na geração de emprego foi o setor de Serviços, seguido pela Indústria, depois Construção, Comércio e Agropecuária.

Por outro lado; o salário médio de admissão caiu mais de R$ 115 na comparação anual, mas, segundo o Ministério do Trabalho, isso é comum, pois quando a economia se reaquece, as empresas contratam trabalhadores com nível menor de instrução.

Um dos motivos para a alta das contratações foi o Programa de Manutenção de Emprego, que começou em 2020 e exige dos empregadores manter os vínculos para obter os benefícios do programa.

E a taxa de desemprego?

Segundo o IBGE, a taxa de desemprego também caiu para 11,6% no trimestre encerrado em novembro, comparada com 13,2% no trimestre anterior.

Porém… É importante dizer que os números de desemprego são divulgados pelo IBGE e não podem ser comparados com os do Caged, porque também incluem os trabalhadores informais.

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Década difícil para a produção industrial

Uma queda considerável. Em novembro, a produção industrial brasileira recuou 0,2%, marcando a 6ª queda seguida. Mas isso não é um problema do ano passado.

Nos últimos 10 anos, a produção da indústria nacional caiu 20%, enfraquecendo a economia do país e marcando uma “década perdida”. Vamos entender a questão…

Os motivos para a queda;

Problemas estruturais, como gargalos de infraestrutura, o complexo sistema tributário do país, a falta de mão de obra qualificada e o custo da energia;
Alguns acontecimentos conjunturais trazidos pelas crises, como juros elevados, inflação, câmbio desfavorável e, claro, nossas incertezas políticas.
Por fim… A crise trazida pela COVID-19 fez o que ela sabe fazer de melhor: agravou isso tudo.
Há quem diga que esse problema vem lá dos anos 90, quando houve uma abertura comercial forte que impulsionou as importações e prejudicou as exportações.

As consequências para o país;

A indústria é um dos setores com maior capacidade de impulsionar o PIB e, ao longo da década de 2010, a participação dela no Produto Interno Bruto encolheu 33%.

Para se ter uma ideia… Segundo cálculos de economistas, enquanto cada R$ 1 gerado pela indústria leva ao acréscimo de R$ 2,14 no PIB, o setor de serviços leva R$ 1,46 e, a agropecuária, R$ 1,67.

Outro efeito negativo é a perda de empregos formais. De 10 anos para cá, mais de 800 mil empregos no segmento deixaram de existir. Um cenário que precisa mudar…

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