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TECNOLOGIA

Empresas poderão ser multadas a partir de hoje de acordo com LGPD

Na verdade, desde ontem, mas como o primeiro dia do mês caiu em um domingo, nada aconteceu por enquanto. O fato é que, a partir de agora, as sanções previstas na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) podem efetivamente ser aplicadas.

Contexto e relevância… Nos últimos anos, a coleta de dados por parte de empresas cresceu absurdamente e, certamente, você tem infos disponíveis no banco de dados de diversas empresas.

A LGPD é um grande marco na relação e no tratamento das informações por parte das empresas e tem como objetivo principal a proteção da privacidade das pessoas.

Desde a nomeação de uma pessoa encarregada pelos dados — ou Data Protection Office (DPO) — até a disponibilização de relatórios e atendimento específico para contato para esclarecimentos, as empresas passam a ter uma série de requisitos a serem cumpridos diante da lei.

Qual o tamanho das multas? É aqui que mora a confusão. Apesar do prazo para aplicação ter se iniciado ontem, ainda não há um documento que estabeleça como as multas serão calculadas.

Isso indica que, inicialmente, as penalidades terão um caráter mais educativo, sendo que o órgão competente para fiscalizar e multar afirmou que as empresas começarão sendo somente advertidas, e que as punições vão evoluindo aos poucos. O que se sabe é que o teto é de R$ 50 milhões.

Zoom out: Independente do porte, as empresas — e não só as de tecnologia — devem começar a se movimentar mais ainda nos próximos meses. Uma oportunidade e tanto para os advogados de plantão.

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NACIONAL

A polêmica do voto impresso

Você deve ter ouvido falar sobre a questão do voto impresso nas últimas semanas e, ontem, manifestantes em mais de 25 capitais do país saíram às ruas em apoio da pauta, já para as eleições de 2022. Bolsonaro, mais uma vez, defendeu a medida na tarde de ontem.

O que está acontecendo? Há um movimento para que, a partir da próxima eleição presidencial, o voto de cada eleitor seja impresso e que o papel seja depositado em urnas de acrílico, para fins de auditoria. A proposta é da PEC 135/19 — que já está em fase final de apreciação pelo plenário.

Na prática, depois de votar, você poderá conferir seu voto, e o papel será depositado de forma automática e sem contato manual em outra urna, para fins de auditoria.

Dessa forma, caso exista uma acusação de fraude no sistema eletrônico, por qualquer um dos candidatos, os votos em papel seriam apurados manualmente.

Os dois lados da moeda:

Opositores da medida argumentam que uma impressão de uma espécie de “comprovante” de cada voto pode fragilizar o sistema de segurança das urnas e desacelerar o processo de apuração, além de colocar em risco o sigilo da escolha do eleitor.

Apoiadores, por outro lado, dizem que isso trará mais confiança para a população em geral, sob argumento de que as urnas podem ser manipuladas e que não existe um controle externo do que é realmente computado internamente pelo software.

O TSE, que é responsável pelas eleições no país e no final de semana introduziu um novo modelo de criptografia nas urnas, sustenta que são três grandes inconvenientes para o voto impresso:

Mais chances de ser fraudado do que o voto eletrônico, já que pessoas manusearão os papéis;
A cada dois anos, será necessário montar um grande esquema logístico para garantir o transporte e o armazenamento seguro dos votos dos 148 milhões de eleitores brasileiros;
Risco de judicialização das eleições, com a possibilidade de recursos argumentando que as urnas foram fraudadas.


O que também é importante observar?

Uma pesquisa feita no mês passado, mostrou a percepção dos brasileiros em relação às urnas. Muito embora 62% demonstrem confiança moderada ou elevada nas urnas, quase 60% disseram que são a favor da impressão do voto para trazer mais confiança.

Do total, 34% disseram ser totalmente contra a medida, por acreditarem que o sistema funciona bem.

Dados: A urna eletrônica é utilizada desde 1996, já soma 13 eleições gerais e municipais, além de um grande número de consultas populares e pleitos comunitários. Ao contrário dos boatos, o voto eletrônico é adotado por pelo menos 46 nações e não houve nenhuma comprovação de fraude.

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ESPORTES

Nem só de notícias boas se faz uma Olimpíada…

Ontem, Krystsina Tsimanouskaya, uma velocista bielorrussa, disse ter sido levada à força ao aeroporto por representantes da sua equipe olímpica, tendo sido retirada de seu quarto no meio da madrugada.

Ao chegar no aeroporto, a atleta se recusou a embarcar, dizendo que não ia retornar ao seu país, e teve a proteção da polícia japonesa. O caso tem movimentado o continente europeu.

Contexto… Se você não sabe, a Bielorrússia é considerada a última ditadura da Europa. Seu presidente está no poder desde 1994, lidera um governo autoritário e é alvo de uma onda de protestos desde o ano passado.

Mas o que isso tem a ver com os Jogos?

Bem… No sábado, ao saber que tinha sido escalada para a prova de revezamento, ela fez uma postagem reclamando do governo e o regime de seu país, por não ter sido consultada previamente sobre a decisão.

Depois disso, seu treinador a avisou que havia uma ordem para que ela fosse retirada da competição, aparentemente por causa de seu estado emocional e psicológico — o que em nenhum momento foi citado por ela.

O real motivo? Nobody knows, mas há suspeitas. O presidente do Comitê Olímpico Bielorrusso é o filho do presidente do país. A atleta pretende buscar asilo na Europa, mas segue no Japão, acompanhada de integrantes da organização dos Jogos.

Indo para as notícias boas de Tokyo 2020…

Mais um final de semana fantástico para o Time Brasil. A dupla Luisa Stefani e Laura Pigossi foi a melhor surpresa até aqui e levou o bronze, o primeiro pódio do tênis olímpico do Brasil na história.

Nas piscinas… Bruno Fratus, disputando sua terceira edição dos Jogos, faturou o bronze nos 50m livre, a primeira medalha olímpica de sua carreira.

E, claro, a nossa medalhista de ouro. Rebeca Andrade, que já tinha levado a prata no individual geral da Ginástica, levou o ouro no salto ontem.

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NACIONAL

As aulas voltam ou não?

Tem de tudo. Tem estudante que voltou à sala de aula no ano passado. Mas também tem os que devem retornar nesse semestre e os que nem fazem ideia de quando verão um professor em carne e osso outra vez.

De modo geral, o Brasil vive uma situação extremamente desigual em relação à rotina de estudos entre as instituições municipais, estaduais, federais e privadas.

Enquanto na rede particular todos os Estados já estão no modelo híbrido, as aulas presenciais só voltarão nesse segundo semestre para a maior parte da rede pública.

Ainda assim, mesmo com a liberação, USP, Unesp e Unicamp, por exemplo, iniciarão mais um semestre com aulas remotas, justificando que o momento é de cautela.

Qual a opinião do MEC? A decisão de fechar e reabrir escolas foi delegada a estados e municípios, mas o Ministério da Educação recomenda a volta às aulas presenciais.

Se por um lado; diz-se que o fechamento das escolas gera perda de aprendizagem, piora da qualificação para o trabalho e abandono escolar;

Por outro; para alguns profissionais, os números da COVID-19 ainda não permitem o retorno e os protocolos não serão cumpridos.

Em números: A parcela de jovens que já pensou em desistir de estudar durante a pandemia cresceu de 28%, em 2020, para 43% em 2021. Em um ano, o percentual de jovens que estão, de fato, sem estudar cresceu de 26% para 36%.

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ESPORTES

Ítalo Ferreira é ouro no Surfe

O nosso primeiríssimo ouro. Com direito à quebra de prancha no comecinho da bateria, Ítalo deu um show nas ondas e trouxe a primeira medalha de ouro do Time Brasil em Tóquio.

Na final, ele venceu o japonês Kanoa Igarashi, que tinha derrotado Medina nas semis — com notas que deram o que falar. Uma madrugada e tanto…

Na disputa pelo bronze, Gabriel não conseguiu vencer e, no feminino, a Silvana Lima também ficou pelo caminho na competição.

Eternizado no Olimpo. Ítalo é, nada mais nada menos, que o primeiro surfista do mundo a ganhar uma medalha de ouro, já que essa é a primeira vez da modalidade nos Jogos. A história está escrita — e é do Brasil.

A água deu sorte ontem; além de Ítalo, o Brasil também conquistou outra medalha na natação. Fernando Scheffer surpreendeu e garantiu o bronze na disputa dos 200m livre.

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INTERNACIONAL

ANÁLISE: Vacinação na América Latina

Aproximadamente 27,1% das pessoas ao redor do mundo já receberam pelo menos uma dose da vacina. Hoje, no entanto, farei uma análise mais regional — os países latino-americanos.

A situação por aqui é desigual. Há países que já superaram a média mundial — uns com folga — e outros que estão atrasados.

Os líderes são o Uruguai e o Chile, que têm, respectivamente, 72,95% e 71,22% de suas populações vacinadas — mais que o Canadá e o Reino Unido.

Além deles, Argentina, México, Colômbia, Equador, El Salvador, Costa Rica, Panamá e Cuba superam a média mundial.

E o Brasil? Nós também estaríamos acima da média da turma, na lista dos preferidos da professora, com 46,35% da população vacinada.

Por outro lado; há países bem atrasados, como a Venezuela (10,2%) e a Guatemala (7,8%). Inclusive, o México disse que vai enviar 150 mil doses para a Guatemala hoje.

Zoom Out: No final das contas, a vacinação está andando. Mais que comparar países, o que importa é que os percentuais cresçam no mundo todo. Rumo à imunidade global.

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TECNOLOGIA

Não é um bom momento para se trabalhar no marketing da Netflix Brasil.

Principalmente, no time de Social Media que, durante o final de semana, teve que ler inúmeras críticas nas última fotos publicadas.

Por quê? Alta nos preços. Depois do anúncio de que a assinatura do streaming iria aumentar, os fãs não perdoaram e encheram os últimos posts de comentários sobre a medida, reclamando sobre a alteração nos valores.

O aumento médio do valor das assinaturas foi de 20%. O plano mais básico, por exemplo, que custava R$ 21,90 foi para R$ 25,90 e o mais caro, de R$ 45,90 foi para R$ 55,90. Todos os novos valores já estão disponíveis no site da empresa.

O que isso significa? Janela de oportunidade para os concorrentes, até porque, agora, a diferença entre os preços é a maior já vista, desde que todos entraram no mercado. Para ter um comparativo, o Prime Video custa R$ 9,90 por mês e o HBO Max R$ 19,90.

Até mesmo o Globoplay, concorrente nacional, quer aproveitar a oportunidade. Um dia depois do anúncio da Netflix, a rede disse que não irá subir os valores da assinatura até 2023. Veja a alfinetada.

Zoom out: Com cada vez mais opções no mercado, especialmente de ofertas conjuntas — assine X e ganhe o streaming Z —, o aumento de preços pode ser um motivo imediato a mais para que outros usuários testem novos serviços.

Na América do Norte, a Netflix viu 430 mil assinantes deixarem o serviço nos últimos três meses, enquanto a HBO ganhou 2,8M de novos usuários. Vejamos o que vai acontecer por aqui…

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NACIONAL

Contrato com a Precisa será rescindido mas ainda é foco da CPI

Na semana passada, você deve ter ouvido que o ministério da Saúde anunciou oficialmente a rescisão do contrato com a Precisa Medicamentos — intermediadora da venda da vacina Covaxin.

Recapitulando; depois do governo fechar um contrato de compra e empenhar R$ 1,6 bilhão para isso, os irmãos Miranda denunciaram supostas irregularidades nas negociações, o que se transformou, inclusive, em notícia-crime contra Jair Bolsonaro.

Com as polêmicas, o ministério da Saúde chegou até a suspender temporariamente o contrato para aquisição das 20 milhões de doses.

Com as denúncias chegando com força à pauta da CPI, a fabricante da Covaxin decidiu, na última sexta-feira, rescindir a ligação que tinha com a Precisa Medicamentos.

Com isso, quase que automaticamente, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, também decidiu romper com a empresa, cancelando a nota de empenho da verba que tinha sido reservada para a compra.

A expectativa é que o governo desista da Covaxin — que ainda não está regularizada pela Anvisa — e despenda os recursos na compra das vacinas que já estão no Plano Nacional de Imunização.

Mas o assunto vai continuar sendo pauta…

Ontem, a CPI definiu um calendário prévio para o mês de agosto, depois que os parlamentares voltarem do recesso, e as negociações de compra de vacina continuarão sendo um dos principais tópicos… Segue a

No final de agosto e começo de setembro, a ideia é convocar novamente alguns depoentes que já falaram à Comissão para mais esclarecimentos. Depois disso, a expectativa é terminar os trabalhos e ter um relatório final.

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ESPORTES

Final de semana bem olímpico e com três medalhas

Por mais conturbada que tenha sido a preparação dos Jogos Olímpicos de Tóquio, quando tudo começa, é diferente.

É bem provável que você tenha assistido a alguns esportes que você não tinha costume de ver nos últimos dias, especialmente na madrugada.
No final de semana, o Brasil conquistou suas três primeiras medalhas olímpicas no Japão. No sábado, tivemos a prata de Kelvin Hoefler no Skate Street masculino e o bronze de Daniel Cargnin no Judô.

Nessa madrugada, o mais surpreendente… A atleta mais jovem da história olímpica brasileira, Rayssa Leal, foi para a final do Skate Street feminino.

Com uma belíssima atuação, a Fadinha de apenas 13 anos garantiu uma medalha de prata inédita para nosso país. Es-pe-ta-cu-lar!

​E o surf? Na nova modalidade olímpica, só um dos representantes brasileiros não avançou para as quartas de final no fim de semana. Durante a madrugada, Ítalo e Medina avançaram, assim como Silvana Lima no feminino.

O que temos para hoje?

São mais de 17 eventos com brasileiros participando nesta segunda-feira, com destaque para o vôlei masculino, que enfrentou a Argentina agora às 09:45.

PS: Como em Tóquio já é noite (+12h de fuso horário), a maioria dos eventos de segunda-feira (data local) começou ontem à noite no horário de Brasília. De um jeito ou de outro, basta ligar a TV até às 11:00 e você encontrará alguma coisa ao vivo. Clicando aqui, o ranking das medalhas.

Uma curiosidade: Todos os atletas deveriam usar máscaras o tempo todo, exceto durante as partidas. Isso incluiria o momento do pódio, mas a organização viu que poderia dar uma “aliviada” na regra já nos primeiros dias.

Ontem, o Comitê Olímpico Internacional decretou que os atletas estão permitidos a tirarem a máscara enquanto estão no pódio para que possam tirar fotos sem o item — assim como você, quando vai postar no seu Instagram.

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NEGÓCIOS

A polêmica do sorvete em Israel

Talvez você não saiba, mas, recentemente, a Ben & Jerry’s anunciou que pararia de vender seus sorvetes nos territórios palestinos ocupados por Israel. O motivo justificado foi que o país era inconsistente com os valores da companhia.

Como assim? Recentemente, a marca sofreu grande pressão dos ativistas para se posicionar em nomes dos palestinos, depois dos conflitos na região.

Em resposta, os políticos israelenses acusaram a Ben & Jerry’s e a Unilever — sua controladora — a dar um passo anti-Israel. Inclusive, o novo primeiro-ministro do país ligou para o próprio CEO da Unilever, dizendo que a mudança teria sérias consequências.

E aí? A Unilever disse que a marca de sorvetes pode tomar decisões de acordo com sua “missão social”, mas, depois, seu CEO disse que o conglomerado continua comprometido com os negócios em Israel, tentando se desvincular da Ben & Jerry’s.

A relevância disso… Em meio a tantas aquisições, é interessante pensar como os posicionamentos de cada marca podem acabar impactando a holding como um todo.

Além do sorvete, mas ainda sobre posicionamento de negócios na região: Em 2018, o Airbnb disse que proibiria anúncios de propriedades israelenses na Cisjordânia, território que os palestinos afirmam que deveria fazer parte de seu estado.

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