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MERCADO FINANCEIRO

Dia estressante para o mercado

Eita. O Ibovespa fechou o penúltimo pregão da semana em queda de 2,09%, aos 103.412 pontos — o pior patamar de 2021 e o mais baixo em quase 12 meses —, por causa de incertezas sobre os precatórios.

Quais incertezas? Apesar da PEC ter sido aprovada na Câmara, a votação foi contestada pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), dando um indício de que essa novela ainda pode render alguns capítulos.


A contestação: O partido questionou o STF sobre a constitucionalidade da decisão. Houve uma mudança no regimento da Câmara para que os parlamentares que estavam fora do país também pudessem votar remotamente.

“Mas, então, o mercado quer que a PEC seja aprovada?” Na verdade, o mercado se estressa quando não há clareza e definição, mesmo que, para muitos, esse não seja o melhor formato para que os gastos sejam viabilizados.

Tá, mas e o dólar? A moeda americana fechou em alta de 0,29% a R$5,60.

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MERCADO FINANCEIRO

A notícia é relevante e você vai entender mesmo se for muito leigo nas finanças

Ontem, o Federal Reserve, o Banco Central dos EUA, anunciou que vai começar a reduzir suas compras de ativos em US$ 15 bilhões/mês a partir do final de novembro.

Por que falar disso? Trata-se de um momento marcante na recuperação econômica, que pode influenciar em Bolsas do mundo todo.

Explicando; a COVID-19 chegou e a economia sentiu logo o baque. Para ajudá-la, o Federal precisou apoiar, colocando estímulos na economia. Esses estímulos vieram através de compras de título, em US$ 120 bilhões por mês.

Acredita-se que foi esse programa, além de outras medidas, que permitiram uma recuperação econômica mais rápida do que o esperado.

Agora, a economia está se recuperando, mas, ao mesmo tempo, a inflação tem se colocado como outra ameaça.

Com isso, o Fed decidiu que é hora de diminuir os estímulos e esperar até que os preços voltem ao normal, antes de aumentar a taxa de juros, como foi visto aqui no Brasil, no caso da Selic, apesar de ser algo que se mantém no radar.

A relevância: Assim como, no início da pandemia, o Fed assumiu a liderança no fornecimento de estímulos e foi seguido por muitos outros bancos centrais, o mesmo movimento deve acontecer dessa vez.

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MERCADO FINANCEIRO

Início de mês e feriadão; desempenho do mercado

Alta. Se você emendou o feriado e ficou com os pés pra cima, o mercado financeiro não — e, inclusive, teve um bom desempenho.

O Ibovespa iniciou a semana com alta de 1,98%, agora aos 105.550 pontos.

Depois de um outubro desastroso, o que fez novembro começar com um ponta-pé positivo foi a forte alta da Petrobras, além das bolsas em NY, que também subiram.

Petrobras: As ações da petroleira se valorizaram em meio à fala de Bolsonaro de que soube, de forma não oficial, de um novo aumento de preços, que deve acontecer daqui a 20 dias. A Petrobras, por sua vez, devolveu que não antecipa decisões como essa.

Exterior: Apesar do dia ter sido misto, as bolsas americanas fecharam em alta na expectativa da reunião do Federal Reserve — o Banco Central dos EUA —, que acontece hoje, e do relatório de empregos relativo a outubro, a ser divulgado na sexta.

E o dólar? Também subiu. Mais precisamente, 0,43%, cotado a R$ 5,67.

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TECNOLOGIA

Polêmica: “Me mostre como e eu faço um cheque imediatamente”

Foi basicamente isso que Elon Musk respondeu depois que um diretor das Organizações Unidas disse que 2% de sua fortuna poderiam acabar com a fome mundial.

Segundo o diretor do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas, David Beasley, uma pequena parte do patrimônio de ultra-ricos, mais precisamente US$ 6 bilhões — quase R$ 34 bilhões — poderiam ajudar 42 milhões de pessoas a não morrerem de fome.

David citou nominalmente Jeff Bezos e Musk durante seu discurso à CNN e pediu ajuda dos empresários para resolver o problema. O bilionário, com patrimônio avaliado em mais de US$ 300 bilhões, não se eximiu da responsabilidade e respondeu que venderia ações de sua empresa Tesla imediatamente para resolver o problema, com duas condições:

A explicação exata de como o valor de 6 bilhões de dólares resolveria o problema;
Os gastos devem ser publicamente acessíveis e auditáveis por qualquer um, para que todos vejam como o dinheiro é utilizado.
Depois da resposta de Musk, o diretor do programa das Nações Unidas o convidou para uma conversa, citando que a missão não era tão complexa quanto o foguete Falcon Heavy construído pela Tesla.

Por que é relevante? Para muitos, bastaria a boa vontade dos bilionários para que a humanidade fosse salva. Após a resposta de Musk, é a aplicação do dinheiro que está em jogo — algo que não parece ter sido pensado ainda.

Curiosidade: No ano passado, o programa mundial da ONU (WFP) contra a fome levantou aproximadamente US$ 8,4 bilhões, segundo fontes oficiais, que seria o suficiente para solucionar o problema da fome mundial segundo o diretor. Como sabemos, a fome continua existindo.

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MERCADO FINANCEIRO

Os últimos dias em uma palavra: volatilidade

Você deve ter aprendido em química o conceito de volatilidade. Algo volátil muda constantemente e com facilidade. Esse tem sido o Ibovespa nos últimos pregões…

Ontem, depois de subir e cair algumas vezes, o principal índice do mercado brasileiro fechou em queda de 0,62%, aos 105.705 pontos — o menor patamar desde fevereiro.

A queda refletiu, sobretudo, a alta da Selic, que foi uma resposta aos riscos fiscais e ao aumento da inflação, grandes preocupações para os investidores.

A expectativa era de que o Ibovespa caísse ainda mais, mas resultados corporativos positivos do 2º trimestre amorteceram a queda.

Um dos exemplos é a Ambev, que teve a maior alta do dia depois de divulgar volume recorde de vendas.

Voltando para o panorama fiscal… A PEC dos Precatórios continua no radar e há quem acredite que os parlamentares podem votá-la na próxima quarta-feira.

E o dólar? A moeda americana fechou o dia em alta de 1,26%, a R$ 5,62.

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MERCADO FINANCEIRO

Selic a 7,7% ao ano. O que isso significa?

Ontem, o Comitê de Política Monetária elevou a Selic — os juros básicos da economia — em 1,5 ponto percentual, levando a taxa a 7,75%. Vamos por partes…

Como a taxa de juros interfere na sua vida? O custo para pegar um empréstimo, por exemplo, aumenta, dificultando o acesso ao crédito. Com isso, a tendência é que empresários reduzam seus investimentos, já que as oportunidades ficam mais caras.

Na mesma linha, com o aumento, investimentos de renda fixa se mostram mais atraentes, e a Bolsa pode acabar perdendo parte da atenção.

Outro ponto é que, com uma taxa de juros elevada, o investidor estrangeiro pode emprestar dinheiro para o governo e ter uma rentabilidade acima da média de outros países — o que traria dólar para o Brasil, possivelmente valorizando o real.

Por que ela subiu? A reação se deu por causa dos riscos fiscais, que têm tomado conta do país — envolvendo o Auxílio Brasil, o teto de gastos e a PEC dos Precatórios —, e também por causa do avanço da inflação.

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MERCADO FINANCEIRO

Abaixo do esperado, porém positivo

Empregos. No mês de setembro, o Brasil teve 313.902 vagas de trabalho criadas. Apesar do número ter vindo menor do que o mercado esperava — a desaceleração em relação a agosto foi de 13,7% —, há um panorama positivo.

Qual? Segundo economistas, em alguns setores, o número dos empregos criados já supera as vagas perdidas na pandemia, mostrando um ciclo de recuperação.

Os segmentos de mais destaque são a construção civil, a agricultura e o comércio.

Olhando para frente… A meta é que a taxa do desemprego, hoje em torno de 14%, volte ao patamar abaixo de 10%. Para isso acontecer, é preciso ter uma recuperação econômica no próximo ano, algo colocado em dúvida por conta da questão fiscal.

E a Bolsa? A trégua foi rápida. Depois de ter subido no dia anterior, o Ibovespa voltou a cair nessa terça-feira. A queda foi de 2,11%, levando o índice ao segundo pior patamar do ano em um dia de recordes positivos na bolsa norte-americana.

Os motivos: Os temores por aqui estão ligados à inflação e aos juros mais altos, com o avanço do IPCA-15 e as expectativas para a reunião do Copom.

E o dólar? A moeda americana fechou o dia em alta de 0,32%, a R$ 5,57.

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MERCADO FINANCEIRO

E a privatização da Petrobrás?

“Isso entrou no radar”. Ontem, as ações da Petrobras subiram forte — quase 7% — após a notícia de um avanço nos estudos sobre desestatização da companhia.

Qual é o plano? Por enquanto, basicamente analisar a elaboração de um projeto de lei que permita à União começar a se desfazer das ações da companhia.

Apesar da provável perda de controle, o governo seguiria com a “golden share”, que permitira certos vetos e o poder de apontar o CEO da empresa.

Na prática, a Petrobras seria transformada numa “corporation”, com capital pulverizado, como o que está sendo pretendido para a Eletrobras.

E por falar em Petrobras…

Adivinhem a novidade. Acertaram, nova alta. Ontem, a estatal reajustou mais uma vez preços da gasolina e do diesel — +7,04% para a gasolina e +9,15% para o diesel.

Os preços já vigoram a partir de hoje, e a explicação dada para o ajuste foi o aumento de preços no mercado internacional, além da alta do dólar.

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MERCADO FINANCEIRO

A semana que se inicia será agitada

Depois de uma semana em que o Ibovespa se desvalorizou 7,28%, o que o mercado mais queria era um pouco de paz… Os próximos dias, no entanto, não serão de calmaria.

Acontecerá, na terça e na quarta-feira, a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central — os economistas esperam alta de juros.

Amanhã também serão divulgados os dados do mercado de trabalho, com expectativas por números positivos na criação de emprego.

No exterior, as versões preliminares do PIB do terceiro trimestre dos Estados Unidos serão divulgadas na quinta.

No campo político-econômico, o foco permanece na PEC dos Precatórios e na votação do relatório final da CPI, que pode acontecer durante esta semana.

Enquanto isso, no radar corporativo, empresas bem importantes — como Vale e Petrobras — divulgarão seus balanços, bastante esperados pelos analistas.

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NACIONAL

Dia conturbado no cenário político e econômico

Em meio às discussões sobre o aumento de gastos para bancar o Auxílio Brasil, quatro secretários ligados ao Ministério da Economia pediram demissão ontem, alegando razões pessoais.

O anúncio aconteceu depois do fechamento do Ibovespa, em queda de 2,7%, no menor patamar do ano. Nessa quinta, a reação dos investidores foi justamente à ameaça ao teto de gastos e ao aumento do risco no Brasil.

Ainda ontem… Foi aprovado o texto-base da PEC dos Precatórios, que abre um espaço de R$ 83 bilhões para financiar o Auxílio Brasil. Agora, o projeto vai ao Plenário para votação geral.

Explicando; basicamente, a ideia da PEC é limitar a despesa do governo com precatórios, que são dívidas que a União deve pagar a terceiros — sim, o Estado também deve às pessoas.

Resumindo: O receio principal é o rompimento do teto de gastos — medida de segurança adotada para o país não entrar em colapso.
Ao limitar o pagamento de dívidas, a PEC faz com que sobre mais dinheiro para o novo programa assistencial do governo.

Outro ponto importante: O texto base também muda a regra de correção do teto de gastos, que interfere nos cálculos. Na prática, isso cria uma margem para possíveis contornos ao “limite de gastos”.

Quais as preocupações? Críticos suspeitam que a manobra seja quase um “calote” na dívida dos precatórios, com o objetivo de executar um programa social — que deve ter 17 milhões de beneficiários — em ano de eleições, sem levar em conta os riscos fiscais futuros.

O outro lado… O relator da PEC diz que se trata de uma saída para salvar os mais necessitados, com o envio de R$ 400 mensais às famílias, e que o ganho de espaço também permitirá a compra de vacinas para COVID-19. Bolsonaro, por sua vez, disse que o auxílio foi decidido respeitando o teto.

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