
Derreteu. Na pauta de ontem te contei que, na quarta-feira, o Banco Central tomou a decisão de subir a taxa de juros em 1 ponto percentual — mais que os 0,75 que o mercado esperava — e ainda projetou mais duas altas semelhantes até março.
- A gente também te contou que a decisão foi depois do mercado fechar na quarta-feira, o que significava que a Faria Lima reagiria ao anúncio ontem.
Bom… O mercado reagiu, e reagiu forte. O principal índice da Bolsa brasileira derreteu 2,74%, fechando em 126.039 pontos, a queda mais forte desde os -3% em 2 de janeiro de 2023, o primeiro pregão do novo governo Lula.
Para se ter uma ideia, todas os papéis listados na B3 que fazem parte do Ibovespa caíram, com exceção da Hapvida (+1,12%).
Quem mais sofreram foram as varejistas, que caíram uma média de 6%. Pense que elas são as que mais “sofrem” com possível redução do consumo que tende a ser causada por uma alta da Selic.
Para piorar, além do Copom, as duas empresas que mais pesam no índice ainda tiveram outros motivos para cair. Vale caiu 2,89% também por um grande banco ter cortado sua recomendação e a Petrobras caiu 1,79% com quedas no preço do petróleo.
💵 “E o dólar, Nice?” Mesmo em dia de leilão de dólar pelo Banco Central, que vendeu US$ 4 bilhões para tentar controlar o câmbio, a moeda americana voltou a fechar em alta, caindo 0,56%, cotada a R$ 6,01.