
O dólar chegou ao número 6 ontem à tarde, logo após o governo fazer uma coletiva de imprensa explicando o pacote de corte de gastos.
- Algumas horas depois, o mercado fechou com a moeda americana valendo R$ 5,98 com alta de 1,3% — o 2º dia seguido renovando o maior valor da história e o 245º acima dos R$ 5.
O que aconteceu para isso? O sentimento no mercado é de expectativa frustrada, já que, na visão dos investidores, o pacote veio abaixo do esperado e não passou confiança de que R$ 70 bi serão economizados em 2 anos.
Também pesou o anúncio da ampliação da isenção do Imposto de Renda para até R$ 5 mil — o que, na prática, pode fazer com que o governo arrecade R$ 35 bilhões a menos no ano que vem.
🧐 “Tá, mas e o que eu tenho a ver com isso ?”
Mesmo que você não vá passar o fim de ano na Disney, a alta do dólar impacta a vida de todos nós no dia a dia, principalmente quando o assunto são os produtos importados.
Sabe o seu pãozinho de toda manhã? O nosso país é um grande importador de trigo, o que significa que o cereal é comprado em dólar. Com a alta do câmbio, o custo da importação também aumenta e, no fim da linha, esse custo extra é repassado aos clientes na padaria.
Vários combustíveis também são importados em dólar. Com a moeda disparando, os custos do transporte e, consequentemente, do frete podem aumentar — gerando um efeito dominó em outros bens e serviços.
Nem todos ficam tristes: Como o comércio internacional é todo negociado em dólar, setores brasileiros que exportam mercadorias como produtos agrícolas e minérios são beneficiados porque, na prática, eles ganham mais frente ao real.