
Mesmo tendo o lema de que o melhor prazo para manter uma ação é “para sempre”, Warren Buffett realizou um movimento que deve provocar conversas nos corredores de bancos e gestores ao longo da semana.
Ao todo, ele vendeu 36 bilhões de dólares em ações nos últimos meses, incluindo movimentações como:
- Redução de 25% em Apple (AAPL) , mantendo 300 milhões em ações
- Venda de 22,77% no Bank of America (BAC)
- Menos 20,86% em Sirius XM , radio-tech americana
- O Nubank também teve redução de 19,31% na carteira da Berkshire.
- Redução quase total da Ulta Beauty (ULTA) , restando apenas 3,51% do valor investido.
A estratégia pode apontar uma visão de cautela em relação ao mercado atuante atual, que segundo o próprio Índice Buffett — que compara o PIB americano com o valor das 5 mil maiores empresas do país — é altamente valorizado, a níveis até acima da bolha.com de 2000.
Na visão de Warren, se o valor do mercado das empresas é maior que o PIB (crescimento econômico), não é hora de investir.
Mas, apesar das reduções, Warren também foi às compras, adquirindo 549 milhões de dólares na Domino’s (DPZ) e 152 milhões na POOL , empresa líder no segmento de piscinas americanas.
Ainda assim… Desde o início do ano, a Berkshire está acumulando um nível recorde de caixa, superior a US$ 300 bilhões .
Um detalhe importante, que pode destruir toda tese do texto: Buffett costuma ter um horizonte de investimento de longo prazo, e suas decisões não podem necessariamente refletir as oscilações de curto prazo do mercado.