
Do final do ano passado até hoje, o dólar saiu de um patamar de R$ 4,85 para embarcar numa jornada de alta constante até bater R$ 5,69 durante o pregão de ontem.
Novo normal? O brasileiro se acostumou a ver a cotação da moeda estrangeira acima da casa dos R$ 5 . Só no 1º semestre deste ano, o real foi a 5ª moeda que mais desvalorizou no mundo em relação ao dólar (-13,4%).
- Levando todos os fatores dessa sequência de setinhas para cima em consideração, um estudo internacional chegou à conclusão de que 82% da alta do dólar se deve a fatores internos e questões domésticas do nosso país .
😬🇧🇷 O tal do “risco Brasil”: Embora os fatores globais também influenciem no câmbio, no geral, os problemas e crises políticas por aqui são mais graves e constantes do que em outros países emergentes.
Para citar alguns exemplos de algumas pautas que pesam no dólar são as incertezas sobre como o governo trata o BC e as estatais, as dúvidas sobre a política fiscal e o risco do país não conseguir controlar as dívidas.
Tudo isso é pega mal… Se você fosse um grande investidor internacional, provavelmente não colocaria seus preciosos dólares num país que parece estar indo por um caminho mais arriscado — comprometendo as chances de retorno.
Mesmo com os juros altos nos EUA e a queda no preço das commodities , se o Brasil caminhasse no mesmo ritmo que os demais países emergentes , os economistas apontam que o dólar por aqui estaria na casa dos R$ 5,10 .