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Montadoras europeias ligam o pisca-alerta

Imagem: Sarah Grillo

Perigo na estrada. As principais gigantes do setor automobilístico estão se preparando para passarem por maus bocados nos próximos meses, com projeções de queda nas vendas e nos lucros.

  • São duas frentes de preocupação: Europa e China. Enquanto no Velho Continente crescem as regulações e incentivos para carros elétricos, as marcas chinesas estão ganhando espaço entre os consumidores asiáticos.

Em números: A participação de montadoras estrangeiras na China caiu de 64% em 2020 para 37% neste ano. Já na Europa, as vendas de carros novos caíram 18% — o nível mais baixo em 3 anos.

Com esse cenário, os lucros da Volkswagen e da Stellantis — fabricante de Fiat, Jeep, Peugeot, Citroen e RAM — devem cair entre 7% e 10% neste semestre, gerando um fluxo de caixa negativo entre 5 e 10 bilhões de euros.

No final, dois caminhos estão sendo avaliados nas empresas. Ou reduzir a produção para se adaptar à menor demanda, ou oferecer descontos, o que pode prejudicar ainda mais os lucros.

O famoso “Made in China”: Até nos EUA a entrada de marcas chinesas no mercado tem incomodado as europeias. Isso porque, no geral, os carros chineses têm uma grande frota de elétricos e são mais baratos.

Essa estratégia vai na contramão do que as montadoras ocidentais têm feito, já que os EVs são mais caros de produzir e não estão vendendo tanto devido aos preços altos e às poucas opções de carregamento.

Bottom-line: Para tentar frear a “onda chinesa”, a Europa aumentou as tarifas sobre elétricos feitos na China para cerca de 35%. Já os EUA quadruplicaram as taxas sobre os chineses, chegando aos 50%.

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Por Niceana Maria

Jornalista; Licenciada em Letras Português/Inglês

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