
Acredite se quiser. Depois de ver suas ações despencarem quase 25% desde o início do ano, a Nike demitiu o CEO John Donahue e tirou um velho conhecido da aposentadoria para assumir seu lugar.
Sob críticas de não promover inovação, a pressão do CEO aumentou, pois — no mesmo período — a Adidas, principal concorrente, subiu 19%, e a On Running, vista como a mais inovadora do setor, teve uma valorização de +80% em suas ações.
O antigo CEO assumiu a empresa no início da pandemia, mais precisamente em janeiro, e fez a receita saltar de R$ 37 bilhões para R$ 51 bi no ano passado. Neste ano, no entanto, a previsão é de diminuição no crescimento — e o mercado não perdoa.
Desde 1990, a empresa só teve duas quedas em receita anual:
- 2009, depois do maior colapso de Wall Street e da América;
- 2020, depois do primeiro ano de pandemia.
Quem assume? Elliott Hill, que começou como estagiário de vendas na empresa na década de 90 e só parou de crescer em 2020, quando resolveu pendurar as chuteiras como Diretor de Marketplace da companhia.
O salário previsto é de US$ 27 milhões, dividido entre dinheiro e ações da empresa. Isso é cerca de US$ 2 milhões a menos que ganhava o antigo CEO.
New move, same old lesson 👍
Várias empresas tradicionais recorreram a veteranos da casa para liderar e reverter períodos de dificuldades. Starbucks, Apple, Disney e P&G são bons exemplos disso.
Em todos esses casos, depois de 24 meses, o valor das ações da companhia subiu consideravelmente, variando de +40% até +143%.