
Essa é a teoria de um dos economistas mais respeitados do continente. Mario Draghi, que já tirou a Europa de uma grande crise, elaborou um relatório de mais de 400 páginas com um plano para levantar a União Europeia.
Na visão dele, se a Europa quiser voltar a ser competitiva e se recuperar do crescimento lento de décadas na comparação com os EUA e China, o investimento deverá ser equivalente a quase 5% do PIB da região.
- Isso quase o dobro do que foi praticado durante o Plano Marshall, que reconstruiu a vida econômica dos europeu pós-2ª Guerra.
“Pela primeira vez desde a Guerra Fria, devemos realmente temer por nossa sobrevivência, e a necessidade de uma resposta unificada nunca foi tão grande”, afirmou o economista.
O cenário é ruim mesmo: Apenas 4 empresas europeias estão entre as 50 maiores do setor de tecnologia mundial. Para resolver essa “competitividade atrasada”, seriam necessários R$ 5 trilhões em investimentos anuais.
Os principais desafios do bloco giram em torno da retração do comércio, dos preços elevados para comprar energia e uma população que tem diminuído ano a ano.
O problema: Nem todos os europeus concordam com o senhor Draghi. França e Itália, por exemplo, apoiam, mas alemães e holandeses estão com o pé atrás, por acharem que vão gastar mais que os outros. Se é difícil ter o consenso em um só país, imagine de um bloco todo. Risos!