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ECONOMIA

Lula indica braço direito de Haddad para a presidência do Banco Central

Imagem: Washington Costa

Bateu o martelo! Depois de meses de expectativa, Lula confirmou a indicação de Gabriel Galílpolo para ser o presidente do Banco Central a partir do ano que vem.

Já era esperado que o nome do economista fosse escolhido, já que ele foi secretário-executivo de Haddad no Ministério da Fazenda, é um dos atuais diretores do banco e, acima de tudo, é bem-visto pelo governo.

A relevância: O Banco Central é quem toma decisões que afetam diretamente o custo dos empréstimos no Brasil, principalmente ao definir o patamar da Selic — a famosa taxa básica de juros, que atualmente está em 10,50% ao ano.

🥃 Uma dose de contexto: Desde que assumiu a presidência, Lula trava uma queda de braço com o atual comandante do BC, Roberto Campos Neto — que foi indicado por Bolsonaro.

  • Na visão da gestão petista, Campos Neto faz jogo duro para cortar os juros, por razões políticas, para prejudicar o crescimento econômico do país — mesmo com as decisões sendo de um grupo de diretores.

Sendo assim… Lula quer ter confiança e uma boa relação com o próximo líder do BC. No caso de Galípolo, foi ele quem ajudou o atual presidente a conversar com o mercado financeiro durante as eleições de 2022.

Apesar de não ser uma surpresa e de ser visto como um nome técnico já conhecido pelo mercado, parte da Faria Lima tem receio de que o indicado atue de forma política para agradar o atual governo.

Looking forward: Galípolo vai passar por uma sabatina no Congresso onde deve ser questionado sobre a independência do BC e, depois, precisa ser aprovado no Senado com no mínimo 50% + 1 dos votos dos 81 senadores.

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Por Niceana Maria

Jornalista; Licenciada em Letras Português/Inglês

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