Oito dias que viraram oito meses. Em uma versão cósmica de Esqueceram de Mim, dois astronautas da NASA estavam na Estação Espacial Internacional desde junho sem saber como voltariam para a Terra. Agora sabem: fevereiro de 2025, a bordo de uma cápsula da SpaceX.
“Alô, esse é o número do Musk?” A NASA pediu uma ajuda para a empresa do Mr. Elon, já que a Boeing, que seria a outra opção, foi justamente a responsável pelos problemas na nave que impediram a volta dos astronautas.
Por que importa? Porque mostra que os tempos mudaram. A agência espacial americana não cuida mais de tudo sozinha. Agora, ela faz parcerias com o setor privado para a criação de naves e o envio de astronautas e equipamentos ao espaço.
Nessa nova “corrida espacial”, em vez de países, empresas estão disputando um lugar no mercado de US$ 485 bilhões da exploração espacial — que pode chegar ao US$ 1 tri na próxima década.
Acontece que nem todas conseguem lidar com a responsabilidade:
- A SpaceX fechou um contrato de US$ 2,6 bi com a NASA e completou 42 missões à Estação Espacial Internacional;
- Com contrato de US$ 4 bi, a Boeing adiou várias missões, cancelou investimentos e deixou os astronautas presos no seu 1º voo tripulado.
Looking forward: Nessa semana, a SpaceX deve operar a primeira caminhada espacial feita por pessoas comuns, e não astronautas profissionais da NASA. O objetivo é testar os trajes da empresa para uma futura missão a Marte.