Os maiores e mais importantes banqueiros centrais do mundo estão reunidos no Simpósio de Jackson Hole, que acontece numa vila no estado americano de Wyoming.
Além de discutir as mais diversas questões econômicas, o evento historicamente virou um palco para grandes anúncios que mexem com o sistema financeiro global.
O que realmente importa: O presidente do Banco Central americano, Jerome Powell, vai discursar hoje antes do almoço e deve dar pistas sobre os próximos movimentos dos juros americanos.
A taxa atual está no intervalo entre 5,25% e 5,5%, o maior patamar em mais de 20 anos. Os EUA não sabem o que é ter um corte no índice desde a pandemia.
Será que vem aí? A inflação americana vem caindo nos últimos meses, o que tem alimentado a esperança dos investidores por uma queda nos juros no máximo até o próximo mês.
Pense que o juros é o “custo do dinheiro”. Se ele cai, fica mais barato pegar um empréstimo ou pagar parcelado, por exemplo. Na teoria, as pessoas passam a gastar mais e aquecer a economia.
Os olhos do mundo estão no discurso de Powell, já que se os juros americanos diminuírem mesmo, o $ passa a render menos na renda fixa de lá, enfraquecendo o dólar.
O movimento pode levar investidores estrangeiros a olharem com mais carinho para países emergentes onde os juros estão relativamente altos — como é o caso do Brasil. Bom, cenas para os próximos capítulos…