O minério de ferro foi a commodity que melhor performou no acumulado desde os anos 90, com ganhos superiores a 1.000% — principalmente pelo boom chinês nos últimos 25 anos.

A festa parece estar chegando ao fim; pense que a China já fez as suas principais obras de infraestrutura e já construiu prédios e mais prédios, à medida que sua população disparava.
Agora, já com características de país mais desenvolvido, e não mais como aquele país emergente, a quantidade e velocidade das obras diminuíram.
Os números não mentem: a demanda caiu. O custo do minério está abaixo da faixa dos US$ 100/tonelada. Isso é 55% menos do que o pico histórico, em 2021.
Qual a relevância? O minério de ferro é o 3º produto que mais exportamos, enquanto a China é o principal destino das nossas exportações: foram mais de US$ 100 bilhões exportados em 2023.
Na prática, mais do que causar a queda do preço do minério, a desaceleração da demanda chinesa significa uma menor demanda especificamente do nosso principal “cliente”.