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A grande preocupação das multinacionais tem nome: China

O alarme tocou do outro lado do mundo. De carros a vestuário e de cervejas a marcas de luxo, as principais multinacionais estão em alerta com a desaceleração da economia da China.

A segunda maior potência do mundo, está crescendo cada vez mais devagar e menos do que o esperado, fazendo com que o consumo também diminua.

O que está acontecendo? Depois da pandemia, muitas empresas estrangeiras esperavam que o governo chinês estimulasse a economia, mas isso não aconteceu.

Além disso, o mercado imobiliário na China está em crise desde 2021. Como grande parte dos chineses investem em imóveis — que agora estão perdendo valor —, as pessoas não têm dinheiro para gastar.

E quando gastam… Os consumidores no gigante asiático estão menos interessados em produtos de fora e comprando mais de marcas locais. Enquanto as marcas chinesas ganham espaço, as estrangeiras perdem.

Historicamente, multinacionais têm dificuldade de conquistar os chineses. Produtos semelhantes (ou falsificados) mais baratos, assim como a cultura e hábitos da população, complicam o caminho da expansão no país.

Isso acontece principalmente com empresas de tecnologia, de roupas, alimentação e carros. Apple, McDonald’s, AB InBev, Porsche, L’Oréal, LVMH são alguns exemplos de marcas que viram as vendas caírem na China durante este ano.

Bottom-line: Com o consumo diminuindo, os preços no mercado chinês caíram no ritmo mais rápido em 15 anos — com o 4º mês seguido de queda. Nesse cenário, o Partido Comunista cortou a taxa de juros do país para tentar estimular a economia.

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Por Niceana Maria

Jornalista; Licenciada em Letras Português/Inglês

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