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O fator pandemia nas empresas

Além de mudar nossas vidas pessoais, a pandemia fez uma reviravolta no mercado como um todo. Muitas companhias tiveram os melhores resultados de suas histórias, enquanto outras, tiveram seu fim decretado.

Veja como o valor de mercado de algumas empresas listadas em bolsas de valores performaram do início de 2020 até hoje:

65% do PIB global é composto por serviços — como restaurantes, viagens e comércio. Com a pandemia, muitos estabelecimentos foram obrigados a fechar, o que afetou diversos setores — muitos dos quais, até hoje, não conseguiram se recuperar.

Um exemplo? O turismo. Isso fica bem claro ao analisar os resultados da Azul e da CVC, empresas que tiveram suas operações praticamente interrompidas.

O boom dos produtos; esse foi um fator que muitos já esperavam e se concretizou. Bens de consumo (alimentos, produtos de limpeza e higiene pessoal) foram consumidos como nunca, mas algo muito interessante aconteceu… Aumento na venda de produtos de luxo.

Pare pra pensar… Pessoas que gastariam dinheiro com viagens e afins, por ficarem presas em casa, acabaram tendo que “procurar” outros lugares para gastarem seu dinheiro.

Analisando os números da Porsche, logo nos primeiros meses de COVID-19, no início de 2020, as ações da marca automotiva, que pertence ao Grupo Volkswagen, caíram pela metade.

Por não ser algo essencial, dadas as condições pandêmicas, o mercado inicialmente reagiu de forma muito negativa às restrições. No entanto, na prática, o efeito foi diferente do esperado: um aumento expressivo nas vendas.

Junte o fato de ser um bem escasso (oferta limitada) com a alta demanda, que os preços sobem. No caso da Porsche, carros seminovos da marca chegam a valer 30% a mais do que veículos zero — ou até mais, dependendo do modelo. Interessante, né?

Nem tudo são flores… Obviamente, não foi todo mundo que se deu bem. A varejista Restoque — proprietária de marcas de roupas como Le Lis Blanc, Dudalina e John John — viu suas ações despencarem.

Outra empresa que se deu muito mal foi a Saraiva, que não conseguiu migrar o consumo para o digital. Apenas 15% da receita que a rede de livrarias teve em 2021 veio de seu e-commerce — mesmo após tantos meses de pandemia.

A companhia não foi capaz de adaptar seu modelo de negócio à nova realidade do mercado, e vem acumulando prejuízos milionários e fechando diversas de suas lojas físicas.

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Por Niceana Maria

Jornalista; Licenciada em Letras Português/Inglês

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