Abastecer virou sinônimo de pesadelo. A Petrobras anunciou um reajuste de 8,89% no preço do diesel às refinarias, depois de quase 3 meses com estabilidade.
O valor médio passará de R$ 2,81 para R$ 3,06 por litro, um reajuste de R$ 0,25. Mas o preço final nos postos depende da cadeia de distribuição.
A companhia explicou que a medida vem para acompanhar a flutuação do combustível no mercado internacional, mantendo sua política de preços.
E mesmo que você não dirija a diesel, a mudança tem impacto direto na sua vida. É só pensar que grande parte dos produtos que você consome — desde o seu almoço, até a sua comprinha na internet — dependem de locomoção a diesel.
Aos caminhoneiros então, nem se fala… O grupo é afetado diretamente e, inclusive, cogita realizar uma paralisação por conta do aumento.
Brasília também está de olho: O presidente da Câmara, Arthur Lira, afirmou que o Congresso vai discutir um projeto sobre um valor fixo para o ICMS dos combustíveis como forma de buscar uma redução nos preços.
Não bastasse o diesel, o exterior também pesou. As preocupações energéticas na indústria chinesa, o ambiente ruim na Europa e as expectativas pelo fim dos estímulos do banco central americano também afetaram a Bolsa. Isso sem falar nos ruídos políticos vindos de Brasília.
Com isso, o Ibovespa teve queda de 3,05%, a 110.123 pontos — menor nível desde fevereiro. Já o dólar subiu 0,85%, cotado a R$ 5,42.