Não há dúvidas de que a pandemia alterou a forma como vivemos. O que muitos não perceberam é que ela também alterou a forma como trabalhamos e o que buscamos nas empresas em que estamos.
Vamos lá… Durante o mês de agosto, mais de 7 mil funcionários de 7 países foram entrevistados com o objetivo de demonstrarem suas reais motivações nas companhias depois da pandemia.
O resultado? Um novo padrão nos funcionários do mundo todo, que pode ser traduzido como o drive por sentido e crenças comuns.
Vou explicar… A pandemia fez com que as pessoas repensassem suas vidas como um todo, e isso fez com que a empresa — um local que passamos tanto tempo — passe a ser algo maior que apenas “um salário” no fim do mês.
“Se não estou feliz e não acredito no negócio em que estou, vou sair”. Dentre os entrevistados, 1 a cada 5 já saiu ou planeja sair do emprego atual nos próximos meses.
O principal fator da mudança NÃO é o salário. Apenas 31% justificaram a troca por motivos de remuneração ou avanço de carreira. A verdade é que quase o dobro (59%) busca um lugar que se ajuste mais aos valores e crenças que possuem.
Assim como a Geração Z, que busca se conectar com as marcas que compram e se importam com causas mais sociais e coletivas, os “funcionários pandêmicos” também querem isso.

Explicando a imagem: ao que parece, 61% dos funcionários vão escolher ou evitar um determinado emprego baseado na similaridade de ideologias e crenças da companhia.
Diversidade, inclusão e sustentabilidade são pautas fundamentais não só no papel, mas em ação. As empresas que se posicionam sobre questões-chave têm quase 10x mais probabilidade de serem destinos atraentes.
O papel do CEO não é só dirigir, mas se posicionar. Quase 1/3 dos entrevistados deixou organizações que não conseguiram se posicionar sobre questões sociais ou políticas importantes.
Por último…
O relatório mostrou que a empresa se tornou a instituição de maior confiança dos funcionários, mais até que o próprio governo e a mídia.
Zoom out: A responsabilidade das companhias aumenta, mas a mudança pode estimular um futuro de “tribos”, em que só se contrata e convive com aqueles que pensam de forma semelhante — para um extremo ou outro. Fica a reflexão…