Se na quarta ele estava de ressaca por causa do cenário político, a nota de Bolsonaro foi como um Vonau ou um Tylenol. A carta acalmou os ânimos do mercado e o Ibovespa, que caía 0,6%, chegou a subir mais de 2,6% pouco depois da divulgação.
- No final do pregão, o índice fechou com alta de 1,72%, aos 115.360 pontos.
Por que isso é relevante? A reação de ontem foi mais uma prova de como Brasília e a Faria Lima têm uma relação íntima — às vezes, tóxica.
De uma forma ou de outra, a nota de Bolsonaro deu um sinal de procura por harmonia, algo essencial para os analistas, que não se dão bem com incertezas.
E o dólar? Sentido oposto do Ibovespa. Depois de disparar quase 3% na quarta, a moeda caiu 1,85, agora cotada a R$5,22.
Mudando de assunto… Na macroeconomia, as notícias foram negativas. O IPCA, que mede a inflação, subiu 0,87% em agosto, acima do esperado.