Pelo quarto fim de semana seguido, manifestantes foram às ruas da França por causa da obrigatoriedade da vacina para trabalhadores de saúde e para a entrada em vários estabelecimentos.
O momento: Macron impôs regras para conter uma quarta onda de COVID-19 e proteger a recuperação econômica do país, frente à variante Delta e ao fato de que, em julho, 90% dos pacientes em UTIs não tinham sido vacinados.
A partir de hoje, por exemplo, só os vacinados podem ir a bares, restaurantes e cinemas, sendo necessário apresentar o “passaporte sanitário” como prova.
A relevância? No total, foram mais de 230.000 manifestantes, que acusam Macron de ignorar as liberdades individuais dos cidadãos. Fora da França, o mesmo também foi visto em outros países, como Austrália, Israel, Holanda, Bulgária e nos Estados Unidos.
A exigência da vacinação tem se mostrado cada vez mais complexa.
Um estudo divulgado pelo CDC, o Centro de Controle de Doenças dos EUA, mostrou que pessoas não vacinadas têm até 2,34 vezes mais chances de se reinfectarem.
A pesquisa vai na contramão da famosa frase “Já peguei COVID e estou livre”, levando em conta os casos de reinfecção.
Por outro lado; outro estudo, também do CDC, mostrou que 74% dos infectados em um surto em Massachusetts estavam totalmente vacinados. Outro ponto marcante é que a quantidade de vírus nos vacinados e não vacinados da amostragem era a mesma.
Repetindo, é complicado… Não à toa, mesmo com 50% da população norte-americana totalmente vacinada, o país voltou atrás com os mandatos de máscara. Tudo isso ainda vai dar muito o que falar!